O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), comentou a decisão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), de apoiar o senador Efraim Filho (União Brasil–PB), na disputa pelo Governo da Paraíba. A posição de Bruno contrasta com a do grupo Cunha Lima, que já declarou apoio à pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), mas, segundo Tovar, não representa um rompimento definitivo dentro da oposição.
Durante entrevista, o parlamentar afirmou que a manifestação de Bruno é legítima e deve ser compreendida dentro do histórico político do senador Efraim Filho, que, segundo ele, mantém atuação relevante tanto no cenário nacional quanto no estadual.
“Todos nós votamos em Efraim, acreditamos na proposta e no trabalho dele e ainda acreditamos. Ele é o nosso senador hoje, tem uma voz muito ativa e uma participação política importante”, afirmou.
Tovar destacou que o surgimento de uma nova candidatura competitiva dentro do campo oposicionista, no caso a de Cícero Lucena, mudou o cenário e abriu uma disputa interna entre dois projetos.
“Diante de uma circunstância de uma outra candidatura da oposição vindo se incorporar, que é a de Cícero Lucena, há uma discussão entre duas opções, entre duas candidaturas”, explicou.
Segundo o deputado, o apoio de Bruno Cunha Lima a Efraim Filho ocorre no contexto do primeiro turno e se justifica pela relação institucional construída ao longo dos últimos anos.
“Bruno se manifesta em favor da candidatura de Efraim, o que é legítimo. Efraim tem ajudado Campina Grande, assim como o senador Veneziano e o deputado Romero Rodrigues”, disse.
Apesar disso, Tovar ponderou que o tema ainda precisa ser debatido internamente pelo grupo político, lembrando que as principais lideranças caminharam juntas nas últimas eleições.
“Esse mesmo grupo precisa discutir entre si para tomar uma definição. Nós estávamos todos juntos na campanha de Bruno, não faz tanto tempo assim”, afirmou.
Para o deputado, a candidatura de Efraim Filho está consolidada e representa um campo político específico, o que torna inevitável a disputa no primeiro turno.
“Eu vejo que não tem mais retorno. A candidatura de Efraim está posta, até pela defesa clara de um governo de direita, e ele terá esse espaço dentro da Paraíba”, avaliou.
Mesmo com a divisão inicial, Tovar disse não ter dúvidas de que, caso a disputa avance para o segundo turno, a oposição deverá se reunificar.
“Se não for no primeiro turno, no segundo turno haverá, eu não tenho dúvidas, uma união desse grupo que sempre esteve junto e sempre foi muito unido”, concluiu.
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