João Gestor!

Por Inácio Feitosa

Meu pai contava uma história curiosa. Dizia que antigamente era fácil reconhecer quando alguém atravessava a fronteira entre Pernambuco e Paraíba apenas pela qualidade das estradas. Ele narrava o caso de um ceguinho que viajava pelo interior de ônibus, seguindo em direção a Monteiro, terra dos meus antepassados, no Cariri paraibano.

Em determinado momento do caminho, o viajante dizia:
“Eita, Pernambuco danado, já saímos da Paraíba.”

Noutras ocasiões, no sentido inverso, a frase vinha com outro tom:
“Eita, Paraíba boa danada, já entramos aqui em boas estradas.”

Era uma forma simples e bem-humorada de ilustrar algo que ficou por muito tempo no imaginário popular: a Paraíba tinha boas estradas. Esse era um sinal visível de organização do território, de cuidado com a infraestrutura e de respeito com quem vive e circula pelo estado.

O curioso é perceber que, passados tantos anos, essa tradição não apenas permaneceu como evoluiu.

Hoje a Paraíba não tem apenas boas estradas. A Paraíba possui uma infraestrutura robusta, moderna, com obras que transformam paisagens urbanas e melhoram a mobilidade e a qualidade de vida da população. A capital João Pessoa ganhou um novo cartão-postal urbano, e diversas regiões do estado receberam investimentos importantes em mobilidade, urbanização e logística.

Essas melhorias não ficaram restritas à capital. Espalharam-se pelo interior, conectando cidades, facilitando deslocamentos e criando condições para o desenvolvimento econômico regional. Estradas, viadutos, obras estruturantes e intervenções urbanas passaram a compor uma nova fase de desenvolvimento paraibano.

Foi justamente observando essa transformação que procurei entender o que estava acontecendo.

Este texto não é escrito por um pessoense. Também não é escrito por um paraibano residente no estado, nem por alguém ligado politicamente ao personagem deste artigo. Escreve estas linhas um advogado que vive em Recife, cuja família tem origem na cidade de Monteiro e que, inclusive, mantém vínculos eleitorais com essa terra.

Mas, acima de tudo, escreve alguém que admira bons gestores públicos.

E bons gestores são raros.

São raros porque gestão pública exige algo que nem sempre aparece na política: planejamento, capacidade técnica, compromisso com resultados e respeito ao dinheiro público. Exige trabalho constante, disciplina administrativa e equipes competentes.

Foi procurando entender quem estava por trás desse novo momento da Paraíba que encontrei o personagem deste texto.

Dou a ele aqui um nome que resume bem a sua imagem administrativa: João Gestor.

João Gestor é o governador da Paraíba.

Seu trabalho tem se destacado pela continuidade de investimentos em infraestrutura, pela execução de obras estruturantes e por uma gestão reconhecida pelo planejamento e pela capacidade de execução. Estradas que conectam regiões, viadutos que organizam o trânsito, intervenções urbanas e políticas públicas que ampliam a presença do Estado em diversas áreas.

Ao observar o conjunto dessas ações, é difícil não reconhecer que a Paraíba vive um momento administrativo importante.

Posso afirmar, com tranquilidade, que a Paraíba tem hoje, se não o melhor, certamente um dos dois ou três governadores mais eficientes do país.

Oxalá tivéssemos mais governadores com esse perfil.

Já ouvi comentários de que João não seria exatamente uma pessoa expansiva ou extremamente simpática. Mas isso também levanta uma reflexão interessante: quem disse que para ser um bom gestor é preciso ser simpático?

Boa gestão exige outras qualidades.

Exige arregaçar as mangas.
Exige planejamento.
Exige disciplina administrativa.
Exige montar equipes competentes.
E exige, sobretudo, saber dizer não quando necessário.

Talvez venha daí essa percepção de personalidade mais reservada.

Mas, se for esse o preço de uma gestão eficiente, que seja.

Faço questão de registrar que não conheço pessoalmente o governador João Azevêdo. Ele provavelmente também não sabe quem eu sou. Este texto não nasce de proximidade política, nem de interesse pessoal.

Nasce apenas do olhar de um observador externo que acompanha a administração pública e reconhece quando um gestor se destaca.

Este artigo é, portanto, uma pequena homenagem a esse perfil de administrador: ao João técnico, ao João gestor, talvez de poucos sorrisos públicos, mas que honra a administração de um estado brasileiro.

Um estado que, pela qualidade da sua gestão, pode servir de exemplo para o país.

Parabéns à Paraíba.
Parabéns ao seu gestor.

Advogado