Polícia Civil já entrou em contato com o consulado da França para localizar a família da médica francesa aposentada e viabilizar o traslado do corpo. Morte do namorado segue sob investigação.
Uma médica francesa aposentada de 73 anos, identificada como Chantal Etiennette, foi morta pelo namorado brasileiro, Altamiro Rocha, na última semana, segundo a Polícia Civil da Paraíba. Dias depois, o próprio homem foi encontrado morto, decapitado e com as mãos amarradas, em João Pessoa. Vídeos flagraram o momento em que ele transporta o corpo dela dentro de uma mala, em um elevador e também na rua.
A Polícia Civil identificou ainda um outro homem, uma pessoa em siuação de rua, que recebeu uma quantidade de drogas do namorado da médica para atear fogo no corpo dela, no bairro de Manaíra, após o assassinato.
O caso é tratado como concluído, mas um inquérito está em curso para investigar a morte do suspeito de matar a médica e localizar o homem em situação de rua.
O que aconteceu?
Chantal Etiennette, médica francesa de 73 anos, foi encontrada morta dentro de uma mala e carbonizada, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, na quarta-feira (11). De acordo com informações da Polícia Civil, ela foi assassinada pelo namorado, o gaúcho Altamiro Rocha dos Santos.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Altamiro transporta o corpo da médica dentro de uma mala, tanto no elevador do prédio onde moravam quanto na rua.
Outras imagens mostram o momento em que um homem ateia fogo no corpo, já na calçada de um prédio, no bairro de Manaíra.
Altamiro foi encontrado morto na quinta-feira (12), no bairro João Agripino, decapitado e com mãos e pés amarrados.
Quem era a vítima?
Chantal era médica aposentada e de nacionalidade francesa. Após se aposentar, escolheu João Pessoa para viver. Contudo, a Polícia Civil ainda não conseguiu precisar em que ano ela chegou ao Brasil nem há quanto tempo residia na capital paraibana.
Ela morava em um apartamento no bairro de Tambaú e tinha renda mensal estimada em cerca de R$ 40 mil, proveniente da aposentadoria no exterior. Segundo a Polícia o dinheiro também era usado para manter financeiramente o namorado, que não tinha renda fixa.
A vítima conheceu Altamiro na orla da capital, onde ele vendia artesanato. Durante a pandemia, chegou a abrigá-lo, e os dois iniciaram um relacionamento.
Qual teria sido a motivação do crime?
De acordo com a investigação, o homem utilizava substâncias como drogas e a mulher francesa não aceitava isso. Um episódio de discussão foi registrado por vizinhos há algumas semanas, mas conforme as investigações as discussões não eram constantes.
Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como feminicídio.
Houve participação de outras pessoas?
Sim. A Polícia Civil identificou um homem em situação de rua que teria recebido drogas de Altamiro para atear fogo na mala com o corpo da vítima.
Segundo a investigação, ele ainda não foi localizado, e a polícia segue em diligências para encontrá-lo.
De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, o homem vai ser ouvido, mas não deve ser responsabilizado criminalmente, já que não teve participação direta na morte. Conforme a Polícia Civil, ele recebeu uma porção de droga para colocar fogo na mala, a pedido do namorado da vítima.
Além disso, a investigação confirmou uma nova informação pericial: foi identificado sangue no apartamento onde Chantal morava. A dinâmica do crime ainda está sendo investigada.
A família da vítima já foi localizada?
O consulado da França no Brasil foi acionado pela Polícia Civil da Paraíba para encontrar a família da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume. As informações foram confirmadas pela corporação ao g1.


