Presidente do Campinense é afastado, acusa ‘manobra’ do conselho e dispara: “o futebol adora traições, mas não perdoa os traidores”

O presidente afastado do Campinense Clube, Flávio Torreão, lamentou publicamente a decisão do Conselho Deliberativo da Raposa e afirmou ter sido alvo de uma articulação interna após ser retirado temporariamente do comando do clube. A declaração foi dada após reunião extraordinária realizada na noite dessa quinta-feira (21), que também afastou o diretor de administração e finanças, Wellington Monteiro da Silva.

Em pronunciamento, Torreão classificou o episódio como uma “manobra orquestrada” e afirmou ter sido “apunhalado pelas costas” por dirigentes ligados ao clube. “Da traição nem Jesus se livrou. Mas eu tenho certeza que, assim como na política, o futebol adora traições, mas não perdoa os traidores”, declarou em entrevista ao portal PB Esportes.

O dirigente disse ainda que pretende apresentar toda a prestação de contas de sua gestão e garantiu que o torcedor terá acesso aos bastidores administrativos do clube. “Eu vou entregar tudo o que fiz e toda a minha prestação de contas, e vou esperar o conselho se manifestar. A partir da manifestação do conselho, eu haverei de tomar as minhas medidas. Mas uma coisa é certa: o torcedor vai saber, de fato, como tudo acontece dentro do Campinense. Porque eu não aceito ser colocado em xeque da maneira que fui”, afirmou.

Torreão também comentou uma das questões levantadas pelo Conselho Deliberativo, relacionada a uma confissão de dívida com um escritório de advocacia do Rio de Janeiro. Segundo ele, a prioridade naquele momento foi manter o funcionamento do futebol e honrar compromissos considerados mais urgentes.

Torreão também comentou uma das questões levantadas pelo Conselho Deliberativo, relacionada a uma confissão de dívida com um escritório de advocacia do Rio de Janeiro. Segundo ele, a prioridade naquele momento foi manter o funcionamento do futebol e honrar compromissos considerados mais urgentes.

“Foi feito a um grupo de advogados que nos assessora do Rio de Janeiro. O pagamento só não foi feito porque os recursos eram menores do que a gente tinha para finalizar o campeonato e pagar os advogados. Eu julguei prioridade justamente o time, o campeonato e os funcionários,” disse.

 

GE/PB