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Mônica Maria da Silva, de 36 anos, desaparecida na Espanha há 49 dias

Uma mulher de 36 anos, natural de Pedras de Fogo na Paraíba, sumiu na Espanha há quase cinco meses. Mônica Maria da Silva, conhecida como paraibana, encontra-se em Barcelona, onde a família relatou que ela não retornou após uma videochamada realizada em 4 de julho.

A filha de Mônica, com seis anos, reside no Brasil sob a tutela de sua irmã, Cristina Silva. Segundo a família, a menina esteve no país em outubro de 2024, quando tinha apenas quatro anos.

O último contato familiar ocorreu no dia 4 de julho, através de uma chamada de vídeo, conforme informado por Cristina. Após dias sem novidades, a irmã começou a procurar amigos da irmã que residem na Espanha, esperando obter mais pistas sobre o paradeiro da querida.

Durante as buscas, Cristina descobriu que Mônica mantinha um relacionamento complicado. A jovem teria sofrido agressões físicas, sendo que fotos enviadas indicavam marcas nas unhas ou sinais de violência. O homem envolvido seria da República Dominicana, também imigrante na Espanha e pai de dois filhos.

Uma cliente da cabeleireira de Mônica entrou em contato com a irmã e transmitiu mensagens, fotos e vídeos que supostamente recebera a paraibana. Entre os materiais, constam imagens onde Mônica aparece ao lado de um homem desconhecido e relatos de que ela solicitara que as provas fossem guardadas por medo de perder o celular.

Diante da falta de informações, o governo da Paraíba acionou o Itamaraty, solicitando orientações sobre o caso. A Secretaria Executiva da Representação Institucional do Governo da Paraíba em Brasília também participou das buscas.

Em Barcelona, uma brasileira identificada como Viviane decidiu colaborar nas investigações. Ela foi até uma delegacia registrar o desaparecimento e informou que a polícia local não encontrou nenhum registro do caso.

Os policiais da Espanha confirmaram que não havia registros sobre a ausência de Mônica. Segundo eles, a paraibana teria sido abordada em 29 de julho, na estação de trem Sants, e não havia irregularidades na identificação dela no sistema.

A família continua sem informações sobre o paradeiro da querida. Embora tenha pedido que uma cliente preservasse evidências das agressões, Mônica permanece desaparecida nos olhos das autoridades locais.

Fonte: G1 Paraíba

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