Com o objetivo de se descolar de postura adotada por Jair Bolsonaro no passado, o governo Lula acatará a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de determinar o afastamento temporário do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. Ainda assim, a AGU recorrerá da iniciativa, com a alegação de que essa é uma prerrogativa da Presidência da República.
Enquanto esteve à frente do Executivo, Bolsonaro constantemente questionava e até desrespeitava decisões judiciais. Tudo o que o governo não quer é adotar postura semelhante.
Por isso, mesmo sem concordar com a decisão do magistrado, ela será cumprida e haverá recurso para tentar reverter o cenário.
Segundo fontes, tudo deve ser encaminhado de forma cuidadosa para não trazer ainda mais a crise para dentro do Palácio do Planalto.
No recurso, a AGU deve pontuar que não concorda com a decisão em função do entendimento de que essa é uma prerrogativa exclusiva do presidente da República.
Há a avaliação de que a medida de Mendonça foi política e que acabou colocando o governo em uma sinuca de bico – recorrendo ou não da decisão, a iniciativa teria impactos políticos para o petista.
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