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Ministros aposentados vão acompanhar sessão sobre crise no STF

Parte dos signatários de carta em defesa de “apuração imediata e rigorosa” de “gravíssimos fatos” deve se sentar na primeira fila do plenário

Parte dos 13 ministros aposentados e ex-presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), que defenderam publicamente a atuação do presidente Edson Fachin para conter a crise na Corte, planeja acompanhar in loco a sessão extraordinária convocada para a próxima terça-feira (15).

O plenário deve ter a primeira fila de assentos reservada para os ex-integrantes do Tribunal, em um novo gesto de apoio às medidas de Fachin e à publicidade do debate entre os magistrados.

Fachin marcou para 10h de terça-feira a sessão extraordinária para a análise de um pedido feito pelo ministro André Mendonça, após divulgação de um relatório com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com referências ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo possível troca direta de mensagens entre eles. O material poderia levar à abertura de uma investigação formal contra o magistrado.

Por sua vez, Moraes apontou indícios de conduta irregular de Mendonça, como “seletividade” na retirada de sigilo do material obtido nas investigações do caso Master, e quer que o plenário do STF também analise a situação.

Na carta apresentada a Fachin no início da semana, os ministros aposentados apoiam “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas”. O documento aponta o atual momento como a “mais aguda crise da história” do STF.

A reportagem apurou que a ministra aposentada Ellen Gracie e os ministros Carlos Velloso, Nelson Jobim e Ayres Britto são alguns dos nomes esperados no plenário do STF na terça-feira.

Todos foram presidentes da Corte em momentos relevantes da história recente do Supremo, como a abertura de inquérito e posterior julgamento sobre o mensalão, envolvendo fatos do primeiro governo Lula (PT).

Outros signatários da Corte, por questões de saúde ou logísticas, disseram aos demais que não poderão estar presentes. É o caso da ministra aposentada Rosa Weber, que está fora do Brasil, e de Francisco Rezek.

Decano da Corte por 13 anos, Celso de Mello disse que a saúde o impossibilita de estar presente. “Acompanhá-la-ei, no entanto, com grave expectativa!”

Com CNN Brasil

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