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Raquel vai ao TRE-PE contra vídeo de João sobre “fura-teto” e pede direito de resposta

Coligação contesta afirmações feitas pelo candidato do PSB após debate em Caruaru e pede retirada da publicação das redes sociais.

A Coligação Pernambuco de Coração, que sustenta a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), apresentou nesta sexta-feira (11) uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra um vídeo publicado por João Campos (PSB) em suas redes sociais.

A medida foi protocolada depois do primeiro debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco, realizado pela rádio Cidade 99.7, em Caruaru. Durante o encontro, João utilizou a expressão “fura-teto” ao questionar os rendimentos recebidos por Raquel.

Na ação, a coligação contesta quatro afirmações feitas no vídeo: a de que Raquel teria declarado “R$ 1 na conta”, a de que teria dobrado sua remuneração, a de que receberia acima do teto constitucional e a de que já teria recebido mais de R$ 1,2 milhão de forma inconstitucional.

A campanha sustenta que essas afirmações são contrariadas por documentos oficiais. Também argumenta que a pergunta “Dá para confiar?”, utilizada no encerramento do vídeo, atribuiria à governadora uma conduta desonesta.

O embate começou ainda durante o debate. Raquel havia mencionado o episódio conhecido como “fura-fila” ao responder a João. Na sequência, o candidato do PSB questionou os rendimentos da governadora e afirmou haver “claros indícios de inconstitucionalidade”.

João disse que Raquel receberia valores superiores a R$ 60 mil mensais e afirmou que, somados os quatro anos de mandato, os pagamentos ultrapassariam R$ 2 milhões.

A declaração de bens apresentada pela candidata à Justiça Eleitoral registra patrimônio de R$ 359.498,33. Sobre o saldo de R$ 1 citado por João, a representação afirma que a conta bancária possui aplicação automática, mantendo apenas um valor residual na conta corrente.

Um dos advogados da campanha, Delmiro Campos, também sustenta que os rendimentos recebidos pela governadora são legais. “Raquel fez uma opção legítima por uma das suas fontes de renda, optou por aquela que passou no concurso. Os valores que estão no Portal da Transparência são pagos sem qualquer vício de ilegalidade”, afirmou.

Além da retirada do vídeo, a coligação pede que João seja impedido de republicar os trechos questionados e solicita direito de resposta no próprio perfil do candidato, em vídeo de 30 segundos no formato Reels.

O pedido prevê multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento da ordem de retirada e de R$ 50 mil por eventual nova publicação, caso as medidas sejam concedidas.

Até o momento descrito na representação, não há decisão do TRE-PE sobre os pedidos. A Justiça Eleitoral ainda deverá analisar se concede ou não a retirada do conteúdo e o direito de resposta solicitados pela campanha de Raquel.

Com Diário de Pernambuco

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