A mulher, conhecida apenas pelo nome “Bianca”, foi morta com golpes de faca e pauladas e posteriormente enterrada em uma cova rasa na comunidade Saturnino de Brito, no bairro do Varadouro, em João Pessoa, na quinta-feira (17). A descoberta do corpo ocorreu após a Polícia Militar encontrar um homem entrando rapidamente em um veículo branco, com uma arma na mão. Segundo o delegado Flávio Costa, os policiais inicialmente suspeitaram de um roubo de veículo e tentaram realizar uma abordagem, porém os suspeitos fugiram no carro e os ocupantes responderam com atirados contra a guarnição. Durante a perseguição, uma pistola foi arremessada pela janela do veículo, mas os policiais continuaram a perseguição até conseguir parar o automóvel.
Um veículo era ocupado por cinco pessoas, composta por quatro homens e uma mulher. Dois dos homens foram atingidos pelas balas e encaminhados para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Um dos suspeitos, de 18 anos, passou por atendimento médico de emergência e permanece sob observação com condição clínica estável. O segundo suspeito, de 30 anos, também recebeu procedimentos médicos de emergência e, após período de observação, foi dado alta. Os três restantes foram detidos no local da interceptação.
Em relação aos depoimentos, um dos suspeitos afirmou que o grupo havia cometido o homicídio alguns momentos antes, revelando que a vítima, chamada apenas de “Bianca”, foi levada para uma área de difícil acesso na comunidade Saturnino de Brito. O homem acompanhou os policiais até o local indicado e demonstrou onde o corpo havia sido depositado. Outro relatório indica que o suspeito confessou ter cometido o homicídio contra a mulher e apontou a localização do corpo. Segundo o relato apresentado à polícia, Bianca estaria envolvida com facções criminosas e tentaria abandonar um grupo para retornar a outro. O indivíduo afirmou que ela foi levada ao local, porém os envolvidos decidiram matá-la. Além disso, o suspeito disse que a mulher chegou viva ao local e foi levada a pé.
Outro depoimento sugere que o veículo abordado pela polícia não teria servido para transportar a vítima. O suspeito alegou que os envolvidos preferiram agredi-la com pauladas e pedradas para não atrair atenção, por isso não utilizaram a arma apreendida. Conforme o delegado, a vítima teria saído da prisão recentemente. Por fim, não há informações sobre antecedentes criminais da mulher; seu corpo precisará de periciação para determinar a causa da morte, antes de poder ser visto e sepultado por seus familiares.
Fonte: G1 Paraíba
