Página inicial / Geral / Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato realizadas no país.

Líderes da extrema direita europeia começaram a se distanciar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato realizadas no país.

A mudança de postura ocorre depois de anos de aproximação entre esses grupos e o movimento político de Trump. Embora evitem, em grande parte, críticas diretas ao presidente americano, lideranças da França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido passaram a atribuir parte do resultado eleitoral à guerra com o Irã, às tensões internacionais e ao aumento do custo de vida.

Na França, Jordan Bardella, líder do Reunião Nacional, afirmou que o segundo mandato de Trump foi menos isolacionista que o primeiro e destacou os impactos econômicos da intervenção dos Estados Unidos no Irã. Na Alemanha, Alice Weidel, da AfD, disse que Trump havia prometido evitar uma política externa intervencionista.

Na Itália, Matteo Salvini e Roberto Vannacci também relacionaram o resultado eleitoral às guerras, ao aumento dos preços da energia e às dificuldades econômicas. No Reino Unido, Nigel Farage classificou a derrota republicana como expressiva e apontou a guerra e o custo dos combustíveis entre os fatores que influenciaram a votação.

Segundo o analista Mujtaba Rahman, do Eurasia Group, a crescente impopularidade de Trump em relação ao custo de vida pode fazer com que a associação com o presidente americano deixe de representar uma vantagem política para esses grupos europeus.

CARIRI EM AÇÃO

Com Agência Brasil

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