Página inicial / Geral / Nova regra fiscal vai fazer Brasil entrar em ritmo de redução da taxa de juros, diz Alckmin

Nova regra fiscal vai fazer Brasil entrar em ritmo de redução da taxa de juros, diz Alckmin

Vice-presidente e ministro disse que país tem que trabalhar agenda de competitividade em três pilares: ‘câmbio, imposto e juros’

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta última terça-feira (4) que a nova proposta de regra fiscal para as contas do país, apresentado pelo governo na semana passada, vai fazer com que o país entre em um “ritmo de redução da taxa básica de juros”.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, está em 13,75% ao ano, o maior patamar desde 2017. Para Alckmin, a tarifa faz parte de uma agenda de competitividade  que é capaz de fazer o Brasil se tornar mais competitivo.

“A agenda da competitividade tem três pilares: câmbio, imposto e juros. O câmbio está bom, o imposto será resolvido pela reforma tributária. Acredito que a reforma vai passar, temos que aproveitar esse momento”, comentou.

Propostas de lei

A declaração do ministro foi feita durante o relançamento da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo. No mesmo evento, o grupo de parlamentares apresentou a agenda legislativa da frente, com 37 propostas de lei. “Caso aprovadas, podem mudar o arcabouço legislativo e inserir o Brasil em outro patamar de competividade diante dos players internacionais”, diz o grupo.

“A agenda permeia os 12 compromissos com um Brasil Competitivo lançados em julho do ano passado. Como eixos principais, temos o apoio à reforma tributária; o marco de garantias de crédito; a modernização do setor elétrico; a criação de um mercado de carbono; e a aprovação das debêntures de infraestrutura para melhorar gargalos importantes que impedem o crescimento do PIB, entre outros pontos.”

O presidente da frente parlamentar, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), comentou a importância da reforma tributária para “simplificar, desburocratizar e unificar tributos para diminuir o custo das empresas e diminuir o vergonhoso contencioso tributário”.

Um estudo divulgado pelo governo no ano passado estimou que o Custo Brasil retire R$ 1,5 trilhão por ano das empresas instaladas no Brasil, ou seja, 20,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Novo Marco das Garantias

O ministro também disse que ligou para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pediu a análise do Novo Marco Legal das Garantias. A proposta está em discussão no Congresso Nacional e regulamenta empréstimos em instituições financeiras e os bens dados como garantia em caso de não pagamento da dívida.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em junho do ano passado e aguarda a análise do Senado. “Ele [Pacheco] se comprometeu a pautar o projeto. Essa é uma maneira de a gente ajudar a tornar o crédito mais barato, favorecer quem está precisando tomar crédito”, disse Alckmin.

FONTE: Portal Correio

Edit Template
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial