O governo da China criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada na semana passada, deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que tarifas não devem ser usadas como instrumentos de coerção ou intimidação e reforçou que o protecionismo comercial prejudica todos os envolvidos. Ela também destacou a importância do respeito à soberania e à não interferência, princípios fundamentais da Carta da ONU.
A taxação foi comunicada em carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, o ex-presidente americano menciona o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no STF, como justificativa para a medida.
Em resposta, Lula prometeu acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica. Especialistas avaliam a medida como uma retaliação política ao fortalecimento do Brics, bloco que reuniu chefes de Estado em cúpula recente no Rio de Janeiro.
CARIRI EM AÇÃO


