Presidente norte-americano chocou a comunidade internacional com tarifaço global e tensões militares. Internamente, ano foi marcado por ofensiva contra imigrantes e perseguição a instituições.
Donald Trump completa, nesta terça-feira (20), um ano desde seu retorno à Casa Branca, com um segundo mandato marcado por decisões e embates que abalaram os Estados Unidos e todo o planeta. Sem freios e imprevisível, o republicano age como “presidente do mundo” frente a adversários e aliados.
Em 12 meses, o presidente norte-americano lançou mão de um tarifaço global, ordenou ataques militares e ameaçou até países parceiros. Internamente, encampou uma ofensiva sem precedentes contra imigrantes, perdoou invasores do Capitólio e perseguiu instituições, universidades e a imprensa.
Confira, em 10 pontos, as principais medidas que marcaram o período:
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- Caçada a imigrantes
- Perdão aos invasores do Capitólio
- O tarifaço global que chacoalhou o mundo
- Perseguição a universidades, imprensa e advogados
- Parceria com Israel e tensão máxima com o Irã
- Entre o amor e o ódio com Putin e Zelensky
- ‘Execuções’ no Caribe
- Captura de Maduro e ameaças à Groenlândia
- ‘Guerra às vacinas’ e ‘morte’ da USAID
- Os arquivos secretos do caso Epstein
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Antes mesmo de assumir o poder, Trump prometeu expulsar dos EUA todos os imigrantes que vivem em situação irregular no país. A promessa não se cumpriu, mas Trump colocou nas ruas mais de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês). Antes dedicados a vigiar fronteiras, eles passaram a caçar e prender imigrantes, alguns inclusive em processo de regularização.
O resultado: 605 mil deportados até dezembro, além de 1,9 milhão de “autodeportações” voluntárias. Mas as ações do ICE também geraram revolta: a morte de uma cidadã americana baleada por um agente de imigração em Minnesota desencadeou uma onda de protestos no estado e uma batalha jurídica.
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Logo no seu primeiro dia de volta à Casa Branca, há exatamente um ano, Trump concedeu o perdão presidencial para cerca de 1.500 acusados pelo ataque ao Capitólio, em uma das mais notórias demonstrações de desprezo do republicano ao sistema judiciário dos EUA, segundo análise da colunista Sandra Cohen.
➡️ Relembre: No dia 6 de janeiro de 2021, seus apoiadores invadiram o prédio do Congresso para impedir a ratificação do resultado da eleição de 2020, que Trump perdeu para o democrata Joe Biden. Quatro pessoas morreram.
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Foto: Arte/g1
No início de abril, Trump anunciou subitamente um aumento nas tarifas de importação sobre produtos de 185 países, algumas chegando a até 50%, alegando defender o setor produtivo americano. Economistas questionaram o cálculo e até mesmo se o tarifaço surtiria o efeito desejado.
O Brasil inicialmente se saiu relativamente bem, com tarifas fixadas em 10%. Meses depois, porém, um adicional de 40% foi imposto a produtos nacionais, sob o argumento de que Bolsonaro supostamente sofria perseguição de autoridades brasileiras.
A questão só foi resolvida após uma reaproximação dos governos do Brasil e dos EUA, que culminou em uma reunião no fim de outubro entre Trump e Lula. No mês seguinte, a Casa Branca anunciou a retirada progressiva do tarifaço sobre a maioria das exportações brasileiras, em produtos como carne, café e aço.



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