A Paraíba se aproxima da universalização do acesso à internet em escolas públicas de ensino básico. Informações divulgadas pelo Censo Escolar 2025 indicam que o estado deu um salto de 52 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, 42% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas à internet no Pará. Em 2025, o percentual chegou a 93,9%. O percentual do estado supera a média nacional, que registrou a 93,1% em 2025.
Levando em conta apenas as instituições em áreas urbanas, a evolução da Paraíba foi de 70,2% para 94,8% entre 2015 e 2025 (24,6 pontos percentuais). Já nas áreas rurais, o avanço foi de 72,9 pontos percentuais: saiu do patamar de 19,9% em 2015 para 92,8% em 2025. O mesmo fenômeno se refletiu em escolas quilombolas, indígenas e de educação especial. Nas indígenas, o percentual foi de 40,7% para 97,4% (salto de 56,7 pontos percentuais). Nas quilombolas, o avanço foi de 69,7 pontos percentuais, de 27,6% em 2015 para 97,3% em 2025. Na educação especial, o salto foi de 59,4% para 95,2% (35,8 pontos percentuais).
No plano mais diretamente conectado ao cotidiano dos estudantes da Paraíba, subiu 41,9 pontos percentuais (de 23,2% para 65,1%) o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem entre 2019 e 2025 (ano mais distante de referência neste quesito Censo Escolar 2025), e cresceu 17,9 pontos percentuais (de 45,2% para 63,1%) o número de escolas com computadores disponíveis para alunos (desktops ou laptops) entre 2015 e 2025.
Estratégia nacional
Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) articula ações voltadas à expansão do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e à promoção do uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, foram destinados aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração com estados e municípios.
Fins pedagógicos
“Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).
A Estratégia opera de forma integrada. Combina expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da conexão e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso esteja associado a condições efetivas de aprendizagem e uso pedagógico.
“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou Santana.
Censo Escolar
O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil. A divulgação dos resultados de 2025 foi realizada em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino.
Os indicadores do censo são usados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os resultados servem, ainda, para a definição de programas e critérios para atuação do MEC junto às escolas, aos estados e aos municípios. Além disso, subsidiam o cálculo de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e possibilita contextualizar os resultados das avaliações, bem como o monitoramento da trajetória dos estudantes desde seu ingresso na escola. A precisão dos dados é base para o repasse de recursos de federais, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no ano seguinte.
Complementarmente ao Censo, o Ministério da Educação usa o Indicador Escolas Conectadas (INEC), no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para avaliar se essa internet atende às condições necessárias para o uso pedagógico. O indicador considera a velocidade da conexão, a presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível, além de integrar diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, registros contratuais e dados validados por gestores.
FONTE: MaisPB


