Militares da Polônia e dos Estados Unidos realizaram um teste com um drone de grande porte equipado com inteligência artificial para retirada de feridos em zonas de combate. A demonstração ocorreu em Bemowo Piskie, no território polonês.
O equipamento utilizado foi o FC-100, um veículo aéreo não tripulado fabricado pela Flowcopter e que foi desenvolvido para transportar soldados feridos diretamente do campo de batalha, sem expor outros militares ao perigo.
Durante o exercício, os militares simularam a evacuação de um ferido utilizando um boneco de teste conhecido como “Rescue Randy”, que possui peso semelhante ao de uma pessoa adulta. O drone realizou o transporte enquanto soldados americanos coordenavam procedimentos de resgate para um veículo médico, conhecido como MEDEVAC.
Como funciona?
Diferentemente de drones convencionais movidos a baterias elétricas, o FC-100 utiliza um sistema hidráulico alimentado por um motor a gás. A tecnologia, construída com aço tubular, permite carregar cargas mais pesadas e reduzir o intervalo entre missões por meio de reabastecimento rápido.
A Flowcopter afirma que o drone conta com peso máximo de decolagem de 650 kg. O dispositivo pode carregar carga útil de até 200 kg. Além disso, é capaz de permanecer no ar por até seis horas com apenas um tanque de combustível e operar em condições climáticas adversas, como chuva intensa e neve.
O exercício também serviu para testar novas estratégias de atendimento médico em combate utilizando inteligência artificial e sistemas autônomos. O major Garrett Kuipers afirmou, em trecho publicado pela agência Reuters, que a iniciativa busca preencher a lacuna existente entre o local do ferimento e as instalações médicas durante operações de retirada em combate.
Outras fontes citadas pela Reuters destacam que, embora a retirada de feridos seja uma das aplicações mais visíveis, a principal função do drone deverá ser o suporte logístico diário das tropas.
Além disso, o equipamento poderá ser utilizado para transportar suprimentos essenciais, como bolsas de sangue, equipamentos médicos e outros materiais necessários para manter unidades militares operando em áreas de conflito.
FONTE: Portal Correio


