Governo venezuelano confirma 920 mortes, além de 3.360 feridos na tragédia. As primeiras 48 a 72 horas após a tragédia são cruciais — após esse período, a chance de encontrar sobreviventes cai consideravelmente.
A Venezuela entra neste sábado (27) no terceiro dia de buscas das vítimas do terremoto, ainda aguardando a chegada de ajuda internacional para procurar e resgatar as pessoas que ainda estão em meio aos escombros.
Segundo o balanço provisório do governo, 920 pessoas morreram nos tremores da última quarta-feira (26), 3.360 ficaram feridas e 4.000 estão desabrigadas. Quase 400 prédios foram danificados ou desabaram completamente.
O número real de vítimas, contudo, pode ser muito maior. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Moradores que reviravam os escombros de suas casas na sexta (26) relataram ter visto poucas equipes de resgate do Estado nas áreas mais atingidas.
A falta de ajuda agrava o desespero das famílias, à medida que a pressão para encontrar sobreviventes soterrados aumentava a cada hora.
Agências de assistência consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar pessoas com vida, embora esse prazo possa ser estendido caso elas tenham acesso a alimentos e água.
Na noite de sexta-feira, as autoridades venezuelanas anunciaram que bloqueariam o acesso a La Guaira, o epicentro da destruição, à medida que o caos e o trânsito começavam a prejudicar as operações de busca.
Representantes do governo informaram que aqueles que desejassem entrar precisariam obter autorizações oficiais, mas forneceram poucos detalhes sobre quem teria permissão para ingressar na área.
Fonte: G1
