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Operação prende policiais penais suspeitos de corrupção no presídio de Vitória de Santo Antão

Uma organização criminosa suspeita de operar um esquema de corrupção dentro do presídio de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, foi alvo da Operação Controle Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (25).

De acordo com a corporação, policiais penais estão entre os investigados, entre eles o ex-diretor da unidade prisional. Os agentes, segundo a polícia, participavam diretamente do esquema.

As investigações começaram em outubro de 2022 e apontam a existência de um esquema no qual os detentos recebiam benefícios indevidos em troca de pagamentos.

Os suspeitos são acusados de corrupção ativa e passiva, extorsão contra detentos e seus familiares, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O delegado titular do Grupo de Operações Especiais (GOE), Jorge Pinto, detalhou em entrevista coletiva nesta terça-feira (25), no Recife, como acontecia o esquema.

“Foi uma investigação complexa envolvendo corrupção sistêmica na unidade prisional de Vitória de Santo Antão. [Começou] a partir de uma requisição do Ministério Público para se apurar extorsões e agressões praticadas pelo chaveiro daquela unidade prisional contra detentos que não pagavam algumas regalias que eram oferecidas no estabelecimento prisional”, afirmou o delegado.

A polícia cumpriu nesta terça-feira quatro mandados de prisão temporária, de um total de seis expedidos. Os presos são o ex-diretor do presídio de Vitória de Santo Antão, um policial penal aposentado, o sobrinho do chaveiro e um suspeito ligado ao tráfico de drogas com passagem pela unidade. O chaveiro e outro suspeito não foram localizados.

A Operação Controle Paralelo cumpriu 14 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de efetuar o bloqueio judicial de R$ 3,5 milhões e sequestro de quatro veículos.

Como funcionava o esquema?
Um preso, apelidado de “chaveiro”, tinha o poder de controlar e administrar pavilhões da unidade prisional. Além das extorsões, a polícia identificou um esquema de corrupção sistêmica com agentes de segurança.

Segundo as investigações, a lavagem de dinheiro era feita por meio da criação de viveiros de camarões e comercialização do pescado.

“Identificamos não só as práticas de extorsões centralizadas na figura do chaveiro, mas também uma corrupção sistêmica envolvendo policiais penais com a participação direta desse mesmo chaveiro”, acrescentou o delegado do GOE.

“Além do até então diretor [que permaneceu no cargo até 2023], conseguimos apurar práticas de corrupção de outros dois policiais penais que se valiam desse dinheiro arrecadado pelo chaveiro da unidade e fazia inserir esse dinheiro decorrente não só da corrupção mas também de origem duvidosa numa empresa para promover a lavagem de capitais através da criação de viveiros de camarões”, completou Jorge Pinto.

Antes de ser preso, o ex-diretor do presídio de Vitória de Santo Antão estava lotado na unidade de Palmares, na Mata Sul do estado, sem ocupar cargos de liderança.

Com Folha de Pernambuco 

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