O monteirense Inácio Feitosa compartilhou, neste 2 de setembro, um poema marcado por memórias, perdas, conquistas, recomeços e fé. Em versos carregados de significado pessoal, ele revisita diferentes capítulos de sua trajetória, passando pela família, pelos desafios, pelos lugares que fizeram parte de sua caminhada e pela certeza da presença de Deus em cada etapa. Confira:
02.09
Eu vi um menino descobrir o valor do suor. Eu vi uma marca nascer do esforço. Eu vi um sonho aprovado à força de madrugadas. Eu vi a vitória ser derrota.
Eu vi um pai e dois irmãos partirem. Eu vi um casamento e uma missão nascerem. Eu vi o fundo do poço. Eu vi Isabel, uma luz na escuridão, e duas florzinhas.
Eu vi o feio, o sujo e o egoísmo. Eu vi a vaidade e a soberba. Eu vi amigos partirem. Eu vi outros serem “partidos”. Eu vi poucos seguirem.
Eu vi o retrovisor quebrado, e o futuro à frente. Eu vi Olinda, Recife, Fortaleza, Monteiro.
Eu vi o Poço virar começo, não fim. Eu vi o Antigo virar Recife. Eu vi negócios e livros nascerem.
Eu vi cada queda virar degrau. Eu vi, a cada 02 de setembro, um novo capítulo.
Eu vi minha bela Bernadete com 96 primaveras. Eu vi adultos voltarem à sala de aula para construir um novo Cariri.
Eu vejo Deus na esquina, e ele nunca esqueceu de mim.
Inácio Feitosa
