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Relatório da Polícia Federal utilizado por Moraes gera controvérsias sobre indicação de Messias ao Supremo Tribunal

Interlocutores do governo federal avaliam que o relatório da Polícia Federal, sem assinatura, utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, além de atacar André Mendonça, relator do caso do Banco Master, também busca impedir uma nova indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal.

Na derrota histórica do governo Lula no Senado, em que o nome de Messias foi rejeitado por 42 votos, o Palácio do Planalto também viu digitais de Moraes.

A informação foi divulgada por uma colunista e confirmada por fontes internas do Planalto e da Polícia Federal.

Messias encontra-se no centro de um embate entre a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República. Por um lado, existem críticas à condução das investigações envolvendo o Banco Master, com a Polícia Federal questionando inclusive as intervenções realizadas por André Mendonça. Do outro lado, há a cobrança de Mendonça, que levanta dúvidas sobre o próprio diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Para tentar apaziguar o mal-estar, Messias optou por resolver o conflito através de vias diplomáticas, em vez de questionar as decisões de Mendonça. A cautela do ministro visa evitar dar voz aos questionamentos feitos em diversas instâncias e que poderiam colocar em xeque as provas coletadas até agora, segundo fontes próximas a ele.

O documento da Polícia Federal indica que Messias preferiu não acionar o Supremo Tribunal Federal contra as decisões de Mendonça para preservar alguma relação política. Quando foi indicado ao Supremo Tribunal, Mendonça representava um dos seus aliados, enquanto Moraes lutava contra sua aprovação.

“A escolha do advogado-geral da União por priorizar seu relacionamento com o relator [Mendonça], em detrimento da redução dos riscos de exploração política do caso envolvendo o filho do presidente da República [alvo de inquéritos no âmbito das investigações do INSS], eleva substancialmente a percepção de risco associada a eventual renovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal”, afirma o documento.

Outro trecho afirma que Mendonça estaria “engajado” em uma estratégia de modificar as forças do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Portal Correio

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