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Paraibano Ciro Fernandes celebra entrega de xilogravura a Leonardo DiCaprio

Durante sua visita ao Brasil, o xilogravura foi apresentada como um presente pela Ministra da Cultura Margareth Menezes, ocorrido na última quarta-feira (2), em encontro no Palácio do Planalto.

O criador apenas soube da entrega através de publicação no jornal O Globo. O xilogravador, que já realizou diversas obras e cartazes cinematográficos no país, celebrou a entrega do presente, declarando: “É uma honra muito grande.”

Ainda mais uma figura com ampla representatividade. Ciro Fernandes, o responsável pela obra entregue a Leonardo DiCaprio, comentou: “Me sinto muito honrado e muito feliz.”

A composição retrata São Jorge, o santo guerreiro, vestindo um chapéu de Lampião, elemento típico do Nordeste, região de origem do artista. Complementando a cena, o santo enfrenta um dragão de três cabeças, entidade mística frequente no cordel. A peça integra o Clube de Colecionadores do Museu do Pontal, localizado no Rio de Janeiro.

Em uma publicação nas redes sociais, a Ministra Margareth Menezes destacou a identidade brasileira expressa através da arte popular. “Um verdadeiro tesouro da nossa identidade, criadas a partir do que observava — gatos, bois, trabalhadores e bairros do Rio de Janeiro, cidade onde reside, e que possuem uma forte representatividade brasileira, do Nordeste ao Sul.”, afirmou. “Ele retrata de fato muitos elementos sertanejos.”

Nascido no Alto Sertão, na Paraíba, Ciro Fernandes cresceu em uma família que convivia com Lampião. Essa tradição é refletida em suas obras. “É uma forma de perpetuar a raiz dele,” explicou. Contudo, ele representa o Brasil inteiro. Sua arte é figurativa, pois ele desenha tudo o que vê, especialmente o cotidiano das pessoas. Sobre sua trajetória, Ciro Fernandes nasceu em Uiraúna, no sertão paraibano. Na infância, começou a desenhar em madeiras e nas paredes da casa dos avós. Em 1958, aos 16 anos, deixou a Paraíba. Antes de se tornar artista, exerceu diversas profissões, incluindo cobrador de ônibus, soldador mecânico, operário e pintor de paredes. Hoje, mantém um ateliê na Lapa, no Rio de Janeiro, e suas obras estão presentes em acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes. Sua atuação também foi marcada por cargos de direção de arte em agências.

Fonte: G1 Paraíba

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