O brasileiro Alex Frota, natural do Ceará, realizou uma jornada única ao percorrer os cinco continentes do planeta a bordo de um avião monomotor experimental. A expedição iniciou-se em março de 2026 e o retorno ao país ocorreu esta semana, com parada na capital paraibana João Pessoa. Conhecido como Alex Bacana, o administrador e piloto afirma ser o primeiro brasileiro a realizar essa façanha.
Ele pousou em João Pessoa na última terça-feira (9) e, em seguida, dirigiu-se até a capital da Paraíba, onde permaneceu até a sexta-feira (11). A previsão de chegada a Fortaleza — local de partida da viagem — era para o dia 12 de setembro, dois dias antes do encerramento do projeto de seis meses.
Ao final de sua trajetória, Alex relatou: “Já conseguimos os recordes que buscávamos. Agora, a missão é chegar em casa e concluir o projeto”.
A rota percorrida incluiu diversas cidades e regiões: Fortaleza, Boa Vista (no norte do Brasil), ilhas do Caribe, Lakeland (EUA), Oshkosh (EUA), Canadá, Groenlândia, Islândia, Escócia, Reino Unido, Europa continental, África, Oriente Médio, Ásia, Austrália, Timor-Leste, Filipinas, Taiwan, Coreia do Sul. Durante o percurso, o piloto contornou a Coreia do Norte, Rússia, Alasca e novamente o Canadá, além de visitar Oshkosh (EUA).
Os principais obstáculos enfrentados durante a expedição foram variados. As condições climáticas representaram um desafio constante, com chuva intensa na Floresta Amazônica, temperaturas abaixo de 22 °C na Groenlândia e calor superior a 50 °C no Oriente Médio. Em Groenlândia, o avião congelou exigindo troca de óleo, enquanto no Oriente Médio algumas peças sofreram danos devido ao calor extremo. Na Sibéria, houve necessidade de pouso com vazamento de combustível que exigiu reparo no tanque. Entre Dubai e Índia, um problema elétrico demorou cerca de duas semanas para ser resolvido. Além disso, em regiões afetadas por conflitos, ele enfrentou limitações tecnológicas e burocráticas, como trechos sem sinal confiável de GPS.
Durante a passagem pela Ásia, o trajeto coincidiu com a época das monções, ventos sazonais e presença de tufões. Já na Sibéria, existiam poucos pontos de pouso disponíveis no norte da África, segundo relatou Alex.
O piloto também mencionou que a parte burocrática da viagem foi o aspecto mais preocupante, pois dependia de fatores externos. Ele projetou uma nova rota dentro do Brasil, estimada em 20 a 30 dias, com paradas para palestras e eventos.
Agora, o retorno ao Brasil está completo, com a parada em João Pessoa marcando o encerramento da longa jornada.
Fonte: G1 Paraíba
