PF identifica estrutura usada pelo Banco Master para produzir documentos falsos.
A Polícia Federal identificou uma estrutura dentro do Banco Master que teria sido utilizada para produzir documentos falsos com o objetivo de dar aparência de legitimidade a operações de crédito investigadas pela corporação.
Segundo relatório técnico-pericial da PF, funcionários do banco utilizaram dados reais de clientes, planilhas, Microsoft Word, programas de edição de PDF e sistemas desenvolvidos pela própria área de tecnologia para produzir documentos em larga escala.
A investigação aponta que a estrutura estava relacionada a operações envolvendo cerca de R$ 7,15 bilhões em créditos atribuídos à Tirreno Consultoria e posteriormente negociados com o Banco de Brasília (BRB).
Entre os documentos produzidos estavam Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento. De acordo com a períícia, dados de clientes do programa CredCesta foram utilizados para gerar os arquivos.
A PF também encontrou registros de alterações em documentos, como retirada de datas, separação de páginas de assinatura e montagem de novos arquivos em PDF. Em um dos procedimentos identificados, uma ferramenta do Microsoft Word teria sido utilizada para gerar milhares de procurações a partir de planilhas.
As informações foram encontradas em uma apresentação interna localizada em um HD do Banco Master. O arquivo, com 30 slides, detalhava etapas da produção dos documentos e a participação de funcionários de diferentes setores.
Para os investigadores, o material reforça a suspeita de que documentos foram produzidos para sustentar créditos que não teriam lastro correspondente às operações apresentadas. O caso faz parte das investigações da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master e negociações com o BRB.
CARIRI EM AÇÃO
Com G1
