As campanhas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) passaram a trocar acusações após a confusão registrada durante um ato político do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), no Centro do Recife. O episódio ocorreu na quarta-feira (16) e terminou com um homem ferido após um disparo efetuado por um policial civil.
A coligação Pernambuco de Coração, que representa Raquel Lyra, afirma que Alexsandro Pereira da Silva, envolvido na confusão, teria ligações com pessoas vinculadas ao PSB. A defesa da campanha sustenta ainda que integrantes do grupo teriam participado do ato utilizando material associado à candidatura da governadora sem fazer parte oficialmente de sua militância. As alegações deverão ser apuradas pelas autoridades.
Em reação, a Frente Popular de Pernambuco, ligada à candidatura de João Campos, levou ao Ministério Público Eleitoral informações sobre o policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior, responsável pelo disparo. Segundo a coligação, ele teve vínculo societário com uma empresa contratada pela campanha de Raquel Lyra para serviços relacionados à gestão de militância. O contrato citado pela campanha adversária seria de R$ 2,5 milhões.
Durante a confusão, Alexsandro ficou ferido. Segundo registro da ocorrência, ele relatou ter sido baleado. A campanha de Raquel, por outro lado, afirma que o ferimento teria sido provocado por estilhaços decorrentes de um disparo de contenção efetuado pelo policial. As circunstâncias do tiro também são objeto de apuração.
A coligação de Raquel informou ainda que Alexsandro foi conduzido à Polícia Federal e liberado após prestar esclarecimentos. A defesa da campanha declarou que as investigações devem esclarecer tanto a origem do grupo envolvido no tumulto quanto os demais fatos relacionados ao episódio.
Já a Frente Popular pediu que sejam apurados o vínculo do policial com a empresa contratada pela campanha adversária, as alterações societárias da empresa e a regularidade dos serviços e pagamentos mencionados na prestação de contas eleitoral.
A Polícia Federal informou que instaurou procedimento para investigar possível prática de crime eleitoral relacionada à propaganda eleitoral. Até a conclusão das apurações, as acusações apresentadas pelas duas campanhas permanecem como versões das respectivas coligações e não representam conclusões das autoridades.
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