A troca de acusações entre as campanhas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), após a confusão registrada antes de um ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), no Recife, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (18).
A equipe jurídica da coligação de Raquel Lyra apresentou à Polícia Federal fotografias e informações sobre Alexsandro Pereira da Silva, homem detido durante a ocorrência envolvendo material de campanha da governadora. A coligação sustenta que ele teria relações políticas com integrantes do PSB e afirma suspeitar de uma ação para utilizar bandeiras e pessoas vestidas com as cores da campanha de Raquel no evento de Flávio Bolsonaro.
Até o momento, porém, não foi apresentada publicamente prova de que a direção do PSB ou a campanha de João Campos tenha organizado, financiado ou participado da mobilização. O caso segue sob apuração das autoridades.
O episódio também repercutiu no debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco realizado na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru. Raquel Lyra voltou a mencionar o caso e afirmou que as responsabilidades precisam ser investigadas.
João Campos rebateu as declarações e classificou como irresponsável estabelecer ligação entre sua campanha e o episódio sem comprovação. O candidato do PSB também voltou a fazer acusações relacionadas à existência de uma suposta estrutura de ataques políticos nas redes sociais, questão igualmente contestada pela campanha adversária.
Em outro desdobramento, a coligação de João Campos apresentou notícia de fato ao Ministério Público Eleitoral pedindo investigação sobre a atuação de um policial civil envolvido na ocorrência. A campanha questiona uma suposta relação do agente com uma empresa fornecedora da campanha de Raquel Lyra. As alegações também deverão ser analisadas pelos órgãos competentes.
O episódio ocorreu na quarta-feira (16), nas proximidades da Avenida Guararapes, antes do ato de Flávio Bolsonaro no Cais da Alfândega, no Recife. Durante a ocorrência houve um disparo efetuado por um policial civil. O caso passou a ser objeto de apuração.
As duas campanhas apresentam versões diferentes sobre os acontecimentos e têm recorrido às autoridades eleitorais e policiais. As responsabilidades individuais e eventual participação de grupos políticos permanecem sob investigação.
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