O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de suspeitas de ter mantido participação indireta na Best Bet, uma plataforma de apostas on-line, segundo reportagem publicada pela revista piauí nesta terça-feira (20). A apuração reúne documentos empresariais, registros bancários e informações sobre relações comerciais envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.
De acordo com a publicação, a estrutura empresarial ligada à Best Bet envolve a Cathedral Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, e a Alcazar Holdings, empresa que também mantém vínculos societários e administrativos com Willer Tomaz.
Um dos principais pontos levantados pela reportagem é o cadastro de Flávio como usuário máster de uma conta bancária da Alcazar no Santander, ao lado de Tomaz. Esse tipo de acesso permite administrar serviços bancários digitais e consultar ou realizar operações, conforme as permissões concedidas.
A reportagem afirma que a Polícia Federal reuniu informações sobre as conexões entre as empresas e solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de investigação para apurar se o senador atuava como sócio oculto da casa de apostas.
O material também menciona viagens realizadas por Flávio e Tomaz, incluindo deslocamentos internacionais em jato contratado em nome de uma empresa ligada à Best Bet. Segundo a publicação, o senador deixou de constar como usuário máster da conta em maio de 2025.
Flávio Bolsonaro negou a existência do vínculo bancário nos termos apresentados pela reportagem e afirmou que nunca manteve conta tendo Willer Tomaz ou empresas dele como usuário máster. Tomaz também contestou as informações sobre a conta.
A suspeita de participação indireta na empresa ainda depende de apuração. Até o momento, os elementos relatados pela revista não equivalem, por si só, a uma comprovação de que o senador era sócio oculto da plataforma.
