O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.300 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos primeiros três dias de funcionamento de um canal exclusivo para registrar esse tipo de ocorrência. Os dados foram divulgados neste sábado (31).
A plataforma foi lançada na quarta-feira (28), após a circulação de campanhas nas redes sociais incentivando empresários a demitir trabalhadores por suas posições políticas. O serviço permite o registro de denúncias de forma anônima.
Segundo o levantamento, a região Sudeste concentra a maior parte dos registros, com 2.087 denúncias. São Paulo lidera o ranking estadual, com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345.
Na região Sul, o Paraná contabilizou 268 denúncias, enquanto Santa Catarina registrou 259. Todos os casos recebidos pelo MTE estão em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho.
Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ter recebido 2.400 denúncias de assédio eleitoral durante o ano de 2026, sendo 530 após a divulgação do resultado das eleições presidenciais.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que nenhum empregador pode ameaçar, constranger ou discriminar funcionários por suas escolhas políticas. O assédio eleitoral é crime e pode envolver ameaças de demissão, pressão para direcionar votos ou qualquer tentativa de interferir na liberdade de escolha dos trabalhadores.
Na Justiça, uma decisão liminar determinou que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivem empresários a vigiar, expor ou demitir funcionários em razão de suas escolhas eleitorais. O MPT também ingressou com uma ação contra a empresa, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, solicitando R$ 50 milhões por danos morais coletivos.
CARIRI EM AÇÃO
Com Portal Correio
