Segundo o dirigente, epidemias recentes, como os surtos de ebola na República Democrática do Congo e de hantavírus, demonstram que as ameaças sanitárias podem ultrapassar fronteiras e exigem cooperação entre os países.
O acordo internacional foi aprovado pelos Estados-membros da OMS em maio de 2025, mas ainda depende da definição de regras para sua implementação. O principal ponto de negociação é o Sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS), que deverá estabelecer critérios para o acesso a agentes infecciosos e a distribuição de benefícios, como vacinas, testes e tratamentos.
A discussão também busca evitar que se repitam as desigualdades observadas durante a pandemia de covid-19, quando diversos países enfrentaram dificuldades para ter acesso às vacinas, enquanto outras nações conseguiram adquirir doses em quantidade superior às suas necessidades.
A nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental da OMS segue até 13 de novembro. A conclusão das negociações é considerada necessária para que o tratado possa entrar em vigor.
CARIRI EM AÇÃO
Com Agência Brasil
