{"id":101075,"date":"2019-06-19T11:45:33","date_gmt":"2019-06-19T14:45:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=101075"},"modified":"2019-06-19T11:45:33","modified_gmt":"2019-06-19T14:45:33","slug":"analfabetismo-no-brasil-cai-entre-2016-e-2018-de-72-para-68","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/06\/19\/analfabetismo-no-brasil-cai-entre-2016-e-2018-de-72-para-68\/","title":{"rendered":"Analfabetismo no Brasil cai entre 2016 e 2018 de 7,2% para 6,8%"},"content":{"rendered":"\n<p>O analfabetismo no Brasil caiu entre 2016 e 2018. Na faixa entre 15 anos ou mais, passou de 7,2% em 2016 para 6,8% em 2018. No ano passado, eram 11,3 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2017, a queda de 0.1 ponto percentual corresponde a menos 121 mil analfabetos entre os dois anos. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2018 (Pnad Educa\u00e7\u00e3o), divulgada hoje (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, o analfabetismo no Brasil est\u00e1 diretamente associado \u00e0 idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a propor\u00e7\u00e3o de analfabetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas pessoas de 60 anos ou mais, a taxa declinou de 20,4% para 18,6%, o mais alto percentual entre as faixas de idade. A taxa de 2018 equivale a quase 6 milh\u00f5es de analfabetos.<\/p>\n\n\n\n<p>O percentual de mulheres \u00e9 maior (19,1%) que o dos homens (18%), mas quando a an\u00e1lise \u00e9 entre 15 ou mais anos, as mulheres t\u00eam taxa menor (6,6%) do que os homens (7%). Segundo o IBGE, entre os mais velhos, o analfabetismo, em grande parte, ocorre por quest\u00f5es demogr\u00e1ficas, como o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da queda no analfabetismo, o Brasil pode n\u00e3o cumprir a meta de erradica\u00e7\u00e3o em 2024 para a faixa de 15 anos ou mais. Segundo a analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE (Coren), Marina Aguas, a queda verificada entre 2016 e 2018 \u00e9 significativa em termos estat\u00edsticos, mas at\u00e9 2024 muita coisa pode acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem uma meta intermedi\u00e1ria que foi de 2015, que era do analfabetismo ser de 6,5%. At\u00e9 agora a gente n\u00e3o cumpriu a meta intermedi\u00e1ria e a erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo em 2024. Para alcan\u00e7armos essa erradica\u00e7\u00e3o, os desafios s\u00e3o grandes, mas para&nbsp; acontecer vai depender do que a pol\u00edtica p\u00fablica vai fazer por este grupo para que essas pessoas sejam alfabetizadas\u201d, observou a analista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cor ou ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise de cor ou ra\u00e7a a diferen\u00e7a \u00e9 grande. Em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais analfabetas eram brancas, enquanto as pessoas pretas ou pardas eram 9,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Com 60 anos ou mais, a diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior. As brancas s\u00e3o 10,3% e as pretas e pardas, 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Analfabetismo por regi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora tenha registrado no per\u00edodo 2017 e 2018 uma queda de 14,48% para 13,87% na faixa de 15 anos ou mais, o Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o com maior percentual, seguido do Norte (7,98%), Centro-Oeste (5,40%), Sul (3,63%) e Sudeste (3,47%).&nbsp; As diferen\u00e7as se mant\u00eam na faixa de 60 anos ou mais. No Nordeste s\u00e3o 36,87, no Norte 27,02%, no Centro-Oeste 18,27%, no Sul 10,80% e no Sudeste 10,33%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro dado que chamou aten\u00e7\u00e3o no Brasil em termos educacionais entre 2016 e 2018 foi o percentual maior de pessoas que conclu\u00edram pelo menos as etapas b\u00e1sicas de educa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, que \u00e9 chegar, no m\u00ednimo, ao ensino m\u00e9dio completo.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa subiu de 45% em 2016 para 47,4% em pessoas com 25 anos ou mais. Em 2018, as mulheres nesta situa\u00e7\u00e3o (49,5%) eram em maior quantidade que os homens (45%).<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas brancas somavam 55,8%, enquanto as pretas e pardas, 40,3%. Quando a an\u00e1lise se refere aos sem instru\u00e7\u00e3o, o percentual caiu de 7,8% para 6,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o IBGE, como as trajet\u00f3rias educacionais variam ao longo da vida, o indicador \u00e9 melhor avaliado entre as pessoas que j\u00e1 poderiam ter conclu\u00eddo o processo regular de escolariza\u00e7\u00e3o, em geral, em torno dos 25 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m nesses dados, as diferen\u00e7as regionais chamam aten\u00e7\u00e3o. No Nordeste, apesar do n\u00famero de pessoas com ao menos a etapa do ensino b\u00e1sico completo ter crescido em 2018 (38,9%), ainda \u00e9 baixo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No Centro-Oeste \u00e9 de 48,7%, no Sul ( 45,7%), no Norte (43,6%) e no Sudeste (53,6%). \u201c\u00c9 uma diferen\u00e7a grande\u201d, disse Marina Aguas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia<\/h2>\n\n\n\n<p>A Pnad Cont\u00ednua levanta trimestralmente, por meio de question\u00e1rio b\u00e1sico, informa\u00e7\u00f5es sobre as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas de educa\u00e7\u00e3o para as pessoas de 5 anos ou mais de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2016, come\u00e7ou a incluir o m\u00f3dulo anual de educa\u00e7\u00e3o, que, durante o segundo trimestre de cada ano civil, amplia a investiga\u00e7\u00e3o dessa tem\u00e1tica para todas as pessoas da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O analfabetismo no Brasil caiu entre 2016 e 2018. 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