{"id":101152,"date":"2019-06-19T17:02:04","date_gmt":"2019-06-19T20:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=101152"},"modified":"2019-06-19T17:02:04","modified_gmt":"2019-06-19T20:02:04","slug":"total-medio-de-anos-de-estudo-cresce-no-brasil-diz-pesquisa-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/06\/19\/total-medio-de-anos-de-estudo-cresce-no-brasil-diz-pesquisa-do-ibge\/","title":{"rendered":"Total m\u00e9dio de anos de estudo cresce no Brasil, diz pesquisa do IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo no Brasil aumentou entre 2016 e 2018. O indicador passou de 8,9 anos para 9,3 anos em 2018. Desde 2016, essa m\u00e9dia vem crescendo, anualmente, 0,2 ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mulheres ficou em 9,5 anos, enquanto entre os homens \u00e9 de 9 anos. A diferen\u00e7a entre pessoas brancas, pretas e pardas \u00e9 evidente neste caso. As brancas registraram 10,3 anos, mas o n\u00famero cai para 8,4 anos nas pretas e pardas, uma diferen\u00e7a de quase dois anos que se mant\u00e9m desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados est\u00e3o inclu\u00eddos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2018 (Pnad Educa\u00e7\u00e3o), divulgada hoje (19),no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as regi\u00f5es do pa\u00eds tiveram melhoras, sendo que o Centro-Oeste e o Norte registraram o maior ganho. A primeira passou de 9,2 para 9,6 e a segunda de 8,3 para 8,7 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Nordeste saiu de 7,6 para 7,9 entre 2016 e 2018; o Sudeste subiu de 9,7 para 10,0; e o Sul foi de 9,2 para 9,5 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntre as regi\u00f5es isso mostra que as oportunidades de estudo s\u00e3o distintas. Isso a gente olha tamb\u00e9m entre as pessoas de cor preta ou parda e as de cor branca\u201d, disse a analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE (Coren), Marina Aguas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Primeiros anos<\/h2>\n\n\n\n<p>A faixa de zero a 3 anos tem apenas 34,2% de escolariza\u00e7\u00e3o que s\u00e3o as creches, mas aumenta muito quando a crian\u00e7a tem idade mais elevada. Entre 4 e 5 anos atinge 92,4% e de 6 a 14 anos chega a 99,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Marina, o grande destaque \u00e9 que as crian\u00e7as de 6 a 14 anos est\u00e3o na escola, e isso vem se mantendo desde 2016, quando foi divulgada a primeira Pnad Cont\u00ednua Ampliada de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 um ponto negativo: depois dessa faixa come\u00e7a a ocorrer um descasamento de perman\u00eancia escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas crian\u00e7as que est\u00e3o na idade educacional est\u00e3o estudando e \u00e9 [um fato] superpositivo. Agora, j\u00e1 come\u00e7a um descasamento entre a idade e a etapa adequada com 15 anos de idade. Entre 11 e 14 anos, essas crian\u00e7as deveriam estar na segunda parte do ensino fundamental, do sexto ao nono ano. O que a gente observa \u00e9 que j\u00e1 vem um grupo atrasado. Se ele est\u00e1 atrasado, ainda est\u00e1 fazendo os anos iniciais do fundamental e, provavelmente, chega atrasado no ensino m\u00e9dio, isso mostra essa quest\u00e3o de inadequa\u00e7\u00e3o de idade e etapa\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alerta<\/h2>\n\n\n\n<p>A analista alertou que o problema do atraso pode influenciar a perman\u00eancia do aluno na escola. \u201c\u00c9 importante notar que o atraso nos anos finais no ensino fundamental pode aumentar a probabilidade dessa crian\u00e7a vir a sair ou ficar desmotivada com a escola na etapa seguinte. Ent\u00e3o, tem que se dar uma import\u00e2ncia maior ao ensino fundamental para que a crian\u00e7a n\u00e3o fique atrasada e n\u00e3o desanime\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, de acordo com a pesquisa, 13,3% das crian\u00e7as entre 11 e 14 anos j\u00e1 estavam atrasadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 etapa de ensino, que deveriam estar cursando ou n\u00e3o estavam na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os que estavam frequentando pelo menos os anos finais do ensino fundamental, 84,7% eram meninos e 88,7% meninas. Nas de cor branca, 90,4% estavam na idade e s\u00e9rie adequada e as pretas e pardas a taxa era 84,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas perguntas feitas aos jovens de 15 a 29 anos sobre as raz\u00f5es de n\u00e3o frequentar a escola, ou um curso de educa\u00e7\u00e3o profissional ou de pr\u00e9-vestibular, 47,7% dos homens disseram que era por causa do trabalho, e a segunda maior parcela reunia 25,3%, porque n\u00e3o havia interesse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mulheres<\/h2>\n\n\n\n<p>As respostas das mulheres t\u00eam diferen\u00e7as. Enquanto 27,9% disseram que o empecilho era o trabalho, 23,3% indicaram afazeres dom\u00e9sticos e cuidados de pessoas, motivo que entre os homens \u00e9 quase insignificante (0,8%). \u201cIsso \u00e9 o principal motivo. A pessoa alegou como principal raz\u00e3o por n\u00e3o estar estudando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora destacou que n\u00e3o se deve aplicar a express\u00e3o&nbsp;<em>nem, nem<\/em>, que costuma ser usada para classificar a pessoa que n\u00e3o estuda e nem trabalha, para avaliar a quest\u00e3o de condi\u00e7\u00e3o de estudo e a situa\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o que faz parte da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/Yv_GS2IAA2QjAKA_htr81ykeRZc=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/ensino_medio_0.jpg?itok=tFjmkWPp\" alt=\"ensino medio\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisa identificou tempo em que alunos passam estudando em salas de aula&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>(Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fato de a pessoa n\u00e3o estar ocupada no mercado e n\u00e3o estar estudando, n\u00e3o significa que ela \u00e9 in\u00fatil.Grande parte das mulheres alegou que n\u00e3o est\u00e3o estudando por causa de afazeres dom\u00e9sticos ou est\u00e3o cuidando de pessoas. Isso dentro das quest\u00f5es de g\u00eanero \u00e9 muito importante. \u00c9 visto como uma outra forma de trabalho que n\u00e3o \u00e9 voltado para o mercado, ent\u00e3o, n\u00e3o se deve usar o nem, nem, porque esquecem que a pessoa pode estar fazendo outras coisas\u201d, defendeu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, desde 2012 a Pnad Cont\u00ednua levanta trimestralmente, por meio de question\u00e1rio b\u00e1sico, informa\u00e7\u00f5es sobre as caracter\u00edsticas de educa\u00e7\u00e3o para as pessoas de 5 anos ou mais de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2016, o estudo come\u00e7ou a incluir o m\u00f3dulo anual de educa\u00e7\u00e3o, que, durante o segundo trimestre de cada ano civil, amplia a investiga\u00e7\u00e3o dessa tem\u00e1tica para todas as pessoas inclu\u00eddas na amostra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo no Brasil aumentou entre 2016 e 2018. 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