{"id":103635,"date":"2019-07-06T13:56:52","date_gmt":"2019-07-06T16:56:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=103635"},"modified":"2019-07-06T13:56:52","modified_gmt":"2019-07-06T16:56:52","slug":"ministerio-proibe-venda-de-azeite-de-oliva-de-seis-marcas-apos-descoberta-de-fraudes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/07\/06\/ministerio-proibe-venda-de-azeite-de-oliva-de-seis-marcas-apos-descoberta-de-fraudes\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio pro\u00edbe venda de azeite de oliva de seis marcas ap\u00f3s descoberta de fraudes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento proibiu a venda de azeites de oliva de seis marcas ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o de ter encontrado produtos fraudados e impr\u00f3prios ao consumo. At\u00e9 a pr\u00f3xima segunda-feira (8), dever\u00e3o ser recolhidos dos supermercados e atacados de todo o pa\u00eds os azeites das marcas Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D\u2019Oro, \u00c9vora, Costanera e Olivais do Porto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Minist\u00e9rio est\u00e1 intimando as redes varejistas e atacadistas (onde foram encontrados os produtos fraudados) a informar os estoques existentes, sob pena de autua\u00e7\u00e3o em caso de omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Os respons\u00e1veis pelas marcas s\u00e3o Rhaiza do Brasil Ltda, Mundial Distribuidora e Comercial Quinta da Serra Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os comerciantes que forem flagrados vendendo os produtos, ap\u00f3s as advert\u00eancias, ser\u00e3o denunciados ao MPF (Procuradoria Regional dos Direitos do Cidad\u00e3o), encaminhados \u00e0 Pol\u00edcia Judici\u00e1ria para eventual responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal e multados em R$ 5 mil por ocorr\u00eancia com acr\u00e9scimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fiscaliza\u00e7\u00e3o do Mapa encontrou os produtos fraudados em oito estados, desde Alagoas at\u00e9 Santa Catarina, em redes de atacado, atacarejo e pequenos mercados. Foram analisadas 19 amostras do Oliveiras do Conde; oito do Quinta Lusitana e duas da marca \u00c9vora. Da Costanera e Olivais do Porto, foram encontrados r\u00f3tulos em uma f\u00e1brica clandestina, em Guarulhos (SP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>F\u00e1brica clandestina<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o diretor do Departamento de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Minist\u00e9rio, Glauco Bertoldo, a proibi\u00e7\u00e3o foi resultante de opera\u00e7\u00e3o, realizada em 12 de maio, pela Delegacia de Pol\u00edcia de Guarulhos (Demacro \u2013 PC\/SP), que descobriu uma f\u00e1brica clandestina de azeites falsificados, com mistura de \u00f3leos, sem a presen\u00e7a de azeite de oliva. \u201cAtualmente, o azeite de oliva \u00e9 o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado\u201d, alerta o diretor. Glauco Bertoldo adverte que a adultera\u00e7\u00e3o e falsifica\u00e7\u00e3o de azeite de oliva, al\u00e9m de ser fraude ao consumidor, \u00e9 crime contra a sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para comprovar a fraude, o Minist\u00e9rio utilizou pela primeira vez equipamento de an\u00e1lise que emite raios infravermelhos, capazes de fazer a leitura da composi\u00e7\u00e3o dos produtos (\u00e1cidos graxos), com resultado instant\u00e2neo. As amostras tamb\u00e9m foram enviadas para o Laborat\u00f3rio Federal de Defesa Agropecu\u00e1ria (LFDA) do Rio Grande do Sul, que utilizou novo equipamento que detecta \u00f3leos refinados e misturas mesmo que adicionadas em quantidades baix\u00edssimas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a descoberta da f\u00e1brica clandestina pela pol\u00edcia, foi realizada uma for\u00e7a-tarefa pelo minist\u00e9rio em Curitiba e S\u00e3o Paulo, no qual foram testadas 54 marcas de azeite de oliva em grandes redes de varejo. A for\u00e7a-tarefa constatou conformidade de 98,1% das marcas analisadas. O que atesta que o varejo possui controle de qualidade eficiente para selecionar fornecedores. Entretanto, as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Mapa evidenciam que este fato n\u00e3o se repete em redes de atacados, atacarejos, e pequenos mercados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alertas<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Minist\u00e9rio alerta que o consumidor deve desconfiar de azeites muito baratos, pois, em geral, s\u00e3o fraudados. Glauco Bertoldo constata que os produtos fraudados custam em m\u00e9dia entre R$ 7 e R$ 10, e o verdadeiro azeite de oliva tem pre\u00e7o a partir de R$ 17.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017, o Minist\u00e9rio desencadeou a Opera\u00e7\u00e3o Isis que detectou fraude que consistia na mistura de \u00f3leo de soja com \u00f3leo de oliva lampante importado (de p\u00e9ssima qualidade, impr\u00f3prio para o consumo e usado em lamparinas). Desde ent\u00e3o, o Minist\u00e9rio conseguiu coibir a importa\u00e7\u00e3o do lampante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento proibiu a venda de azeites de oliva de seis marcas ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o de ter encontrado produtos fraudados e impr\u00f3prios ao consumo. At\u00e9 a pr\u00f3xima segunda-feira (8), dever\u00e3o ser recolhidos dos supermercados e atacados de todo o pa\u00eds os azeites das marcas Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D\u2019Oro, \u00c9vora, Costanera e Olivais do Porto. O Minist\u00e9rio est\u00e1 intimando as redes varejistas e atacadistas (onde foram encontrados os produtos fraudados) a informar os estoques existentes, sob pena de autua\u00e7\u00e3o em caso de omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Os respons\u00e1veis pelas marcas s\u00e3o Rhaiza do Brasil Ltda, Mundial Distribuidora e Comercial Quinta da Serra Ltda. Os comerciantes que forem flagrados vendendo os produtos, ap\u00f3s as advert\u00eancias, ser\u00e3o denunciados ao MPF (Procuradoria Regional dos Direitos do Cidad\u00e3o), encaminhados \u00e0 Pol\u00edcia Judici\u00e1ria para eventual responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal e multados em R$ 5 mil por ocorr\u00eancia com acr\u00e9scimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites. A fiscaliza\u00e7\u00e3o do Mapa encontrou os produtos fraudados em oito estados, desde Alagoas at\u00e9 Santa Catarina, em redes de atacado, atacarejo e pequenos mercados. Foram analisadas 19 amostras do Oliveiras do Conde; oito do Quinta Lusitana e duas da marca \u00c9vora. Da Costanera e Olivais do Porto, foram encontrados r\u00f3tulos em uma f\u00e1brica clandestina, em Guarulhos (SP). F\u00e1brica clandestina Segundo o diretor do Departamento de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Minist\u00e9rio, Glauco Bertoldo, a proibi\u00e7\u00e3o foi resultante de opera\u00e7\u00e3o, realizada em 12 de maio, pela Delegacia de Pol\u00edcia de Guarulhos (Demacro \u2013 PC\/SP), que descobriu uma f\u00e1brica clandestina de azeites falsificados, com mistura de \u00f3leos, sem a presen\u00e7a de azeite de oliva. \u201cAtualmente, o azeite de oliva \u00e9 o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado\u201d, alerta o diretor. Glauco Bertoldo adverte que a adultera\u00e7\u00e3o e falsifica\u00e7\u00e3o de azeite de oliva, al\u00e9m de ser fraude ao consumidor, \u00e9 crime contra a sa\u00fade p\u00fablica. Para comprovar a fraude, o Minist\u00e9rio utilizou pela primeira vez equipamento de an\u00e1lise que emite raios infravermelhos, capazes de fazer a leitura da composi\u00e7\u00e3o dos produtos (\u00e1cidos graxos), com resultado instant\u00e2neo. As amostras tamb\u00e9m foram enviadas para o Laborat\u00f3rio Federal de Defesa Agropecu\u00e1ria (LFDA) do Rio Grande do Sul, que utilizou novo equipamento que detecta \u00f3leos refinados e misturas mesmo que adicionadas em quantidades baix\u00edssimas. Ap\u00f3s a descoberta da f\u00e1brica clandestina pela pol\u00edcia, foi realizada uma for\u00e7a-tarefa pelo minist\u00e9rio em Curitiba e S\u00e3o Paulo, no qual foram testadas 54 marcas de azeite de oliva em grandes redes de varejo. A for\u00e7a-tarefa constatou conformidade de 98,1% das marcas analisadas. O que atesta que o varejo possui controle de qualidade eficiente para selecionar fornecedores. Entretanto, as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Mapa evidenciam que este fato n\u00e3o se repete em redes de atacados, atacarejos, e pequenos mercados. Alertas O Minist\u00e9rio alerta que o consumidor deve desconfiar de azeites muito baratos, pois, em geral, s\u00e3o fraudados. Glauco Bertoldo constata que os produtos fraudados custam em m\u00e9dia entre R$ 7 e R$ 10, e o verdadeiro azeite de oliva tem pre\u00e7o a partir de R$ 17.&nbsp; Em 2017, o Minist\u00e9rio desencadeou a Opera\u00e7\u00e3o Isis que detectou fraude que consistia na mistura de \u00f3leo de soja com \u00f3leo de oliva lampante importado (de p\u00e9ssima qualidade, impr\u00f3prio para o consumo e usado em lamparinas). 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