{"id":103947,"date":"2019-07-09T15:39:39","date_gmt":"2019-07-09T18:39:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=103947"},"modified":"2019-07-09T15:39:39","modified_gmt":"2019-07-09T18:39:39","slug":"apoio-a-reforma-da-previdencia-cresce-e-contrarios-deixam-de-ser-maioria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/07\/09\/apoio-a-reforma-da-previdencia-cresce-e-contrarios-deixam-de-ser-maioria\/","title":{"rendered":"Apoio \u00e0 reforma da Previd\u00eancia cresce e contr\u00e1rios deixam de ser maioria"},"content":{"rendered":"\n<p>v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o pelos deputados federais, a reforma da Previd\u00eancia deixou de ser rejeitada pela maioria dos brasileiros, mostra pesquisa Datafolha.<\/p>\n\n\n\n<p>A fatia dos que se op\u00f5em \u00e0s mudan\u00e7as nas aposentadorias e pens\u00f5es caiu de 51% para 44% entre abril e julho.<\/p>\n\n\n\n<p>A parcela dos que apoiam a proposta subiu de 41% para 47% e \u00e9 agora numericamente superior \u00e0 dos contr\u00e1rios, mas dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais para mais ou para menos), o que configura empate t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda na rejei\u00e7\u00e3o e o crescimento do apoio \u00e0 reforma aparecem em todas as faixas de idade, escolaridade e renda familiar e ocorreram tamb\u00e9m independentemente das escolhas eleitorais em 2018 (veja quadro acima).<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a de opini\u00e3o foi mais forte entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e entre os que declaram n\u00e3o ter votado nem no atual presidente nem em Fernando Haddad (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaristas favor\u00e1veis \u00e0 reforma eram 55% em abril e agora s\u00e3o 67%; contr\u00e1rios ca\u00edram de 36% para 27%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os haddadistas, a rejei\u00e7\u00e3o passou de 72% para 67%, e o apoio subiu de 22% para 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo dos que n\u00e3o votaram em nenhum dos dois, a oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 majorit\u00e1ria (61%), mas 11 pontos abaixo de abril; o apoio foi de 19% para 26%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Datafolha ouviu, nos dias 4 e 5 de julho, 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre essa pesquisa e a de abril, deputados federais alteraram a proposta original do governo Bolsonaro, atenuando as regras para parcelas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo texto reduz o tempo de espera pela aposentadoria de servidores e trabalhadores do setor privado que est\u00e3o mais perto de obter o benef\u00edcio, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m retira da reforma o funcionalismo estadual e municipal e antecipa em at\u00e9 cinco anos (em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o original do governo ) o recebimento de aposentadorias mais altas pelos servidores mais antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o oposta, a nova proposta reduz valores de benef\u00edcio de quem est\u00e1 a pelo menos dois anos da aposentadoria no setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas que atenuam os requisitos para mulheres, como a redu\u00e7\u00e3o da idade para professoras e da contribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima para trabalhadoras do setor privado, n\u00e3o foram suficientes para conquistar a maioria delas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Datafolha mostra homens e mulheres em polos opostos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma: entre homens, 57% s\u00e3o a favor da proposta e 38% contra. Entre mulheres, 50% s\u00e3o contra e 39% a favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como as regras atuais para as mulheres s\u00e3o mais generosas que as dos homens, a reforma significa um aperto proporcionalmente maior para elas, mesmo com as concess\u00f5es feitas pelo novo texto.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que a oposi\u00e7\u00e3o mais forte \u00e0 reforma aparece entre estudantes (57% contra e 35% a favor), assalariados sem registro (52% a 41%), funcion\u00e1rios p\u00fablicos (52% a 42%) e desempregados (51% a 41%).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os servidores continuem majoritariamente contr\u00e1rios \u00e0 proposta, a rejei\u00e7\u00e3o caiu 11 pontos em tr\u00eas meses, e a concord\u00e2ncia com a reforma cresceu 8 pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento mostra tamb\u00e9m uma divis\u00e3o geogr\u00e1fica: os que apoiam a reforma s\u00e3o maioria no Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste, mas minoria no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta regi\u00e3o, de onde v\u00eam tamb\u00e9m pol\u00edticos que t\u00eam se manifestado contra as mudan\u00e7as propostas pelo governo, 55% se op\u00f5em \u00e0 PEC e 36% dizem apoi\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nordeste \u00e9 tamb\u00e9m a \u00fanica regi\u00e3o em que n\u00e3o cresceu o apoio \u00e0 reforma nem caiu a rejei\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tr\u00eas meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa indica ainda que nem todos foram atingidos pela campanha publicit\u00e1ria da reforma da Previd\u00eancia, apresentada pelo presidente no final de maio, a um custo de R$ 37 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Um m\u00eas e meio depois, 50% dos brasileiros com ensino fundamental e 45% dos que vivem em fam\u00edlias com renda mensal de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos dizem n\u00e3o ter tomado conhecimento da proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre os mais ricos e mais escolarizados, as taxas de conhecimento chegam a 95% e 93%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais bem informado se considera o brasileiro, mais se declara a favor da reforma \u2013e maior tamb\u00e9m o movimento de apoio nesses \u00faltimos tr\u00eas meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os que se dizem bem informados, 56% apoiam uma mudan\u00e7a nas regras, contra 42% contr\u00e1rios. H\u00e1 empate entre os mais ou menos informados, e a situa\u00e7\u00e3o se inverte para os mal informados: 54% s\u00e3o contra e 34% a favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros itens da pesquisa indicam mudan\u00e7a de mentalidade sobre as aposentadorias: nos \u00faltimos tr\u00eas anos, caiu de 59% para 45% a parcela dos que acham que os brasileiros se aposentam mais tarde do que deveriam.<\/p>\n\n\n\n<p>Os que avaliam a idade como adequada passaram de 27%, em julho de 2016, para 41% agora, e os que dizem que os brasileiros se aposentam cedo demais ficaram est\u00e1veis em 11%.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorte por renda e escolaridade ilumina disparidades nesses movimentos de opini\u00e3o: entre os de maior renda familiar \u2013dos quais a maioria hoje consegue se aposentar no setor privado sem idade m\u00ednima\u2013, 31% respondem que o brasileiro se aposenta mais cedo do que deveria.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a aparece tamb\u00e9m por ocupa\u00e7\u00e3o: s\u00e3o os empres\u00e1rios os que t\u00eam maior fatia (21%) dos que acham que a aposentadoria \u00e9 muito precoce.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre os que ganham at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos \u2013maioria entre os que s\u00f3 conseguem se aposentar por idade\u2013, 50% dizem que a previd\u00eancia chega mais tarde do que deveria. Esse fen\u00f4meno aparece tamb\u00e9m nas ocupa\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis: 56% dos assalariados sem registro e 55% dos desempregados opinam que a aposentadoria vem tarde demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia Social brasileira, os brasileiros se mostram divididos: 33% a aprovam, 31% a reprovam e 35% a consideram regular.<\/p>\n\n\n\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 mais positiva entre os mais pobres \u2013para os quais os benef\u00edcios t\u00eam peso maior\u2013 e os menos escolarizados: 35% dos que ganham at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos e 40% dos que t\u00eam ensino fundamental consideram a Previd\u00eancia \u00f3tima ou boa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o pelos deputados federais, a reforma da Previd\u00eancia deixou de ser rejeitada pela maioria dos brasileiros, mostra pesquisa Datafolha. 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