{"id":104880,"date":"2019-07-15T15:13:58","date_gmt":"2019-07-15T18:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=104880"},"modified":"2019-07-15T15:13:58","modified_gmt":"2019-07-15T18:13:58","slug":"inadimplencia-do-consumidor-cresce-09-no-primeiro-semestre-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/07\/15\/inadimplencia-do-consumidor-cresce-09-no-primeiro-semestre-de-2019\/","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia do consumidor cresce 0,9% no primeiro semestre de 2019"},"content":{"rendered":"\n<p>volume de consumidores com contas sem pagar cresceu 9% no primeiro semestre de 2019, na compara\u00e7\u00e3o com o final do ano passado. Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) \u00e9 a segunda menor varia\u00e7\u00e3o nos atrasos, desde 2012, quando a inadimpl\u00eancia havia crescido 5,8% no primeiro semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando analisado s\u00f3 o m\u00eas de junho, o volume de consumidores com contas sem pagar, e registrados em listas de inadimplentes, teve alta de 1,7% ante o mesmo m\u00eas de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da CNDL, Jos\u00e9 Cesar da Costa, a inadimpl\u00eancia apresentar crescimento mais modesta \u00e9 fator positivo, que acompanha a lenta recupera\u00e7\u00e3o da economia. Mas o n\u00famero de pessoas com atraso nas contas e dificuldade de voltar ao mercado de cr\u00e9dito ainda \u00e9 muito elevado. At\u00e9 abril deste ano, eram 62,6 milh\u00f5es de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, o que representa quase 41% da popula\u00e7\u00e3o adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o ano de 2019 vem frustrando as expectativas de que haveria uma consolida\u00e7\u00e3o no processo de retomada econ\u00f4mica, com reflexo positivo no dia a dia dos consumidores. Embora os juros estejam menores e a infla\u00e7\u00e3o dentro da meta, o desemprego ainda \u00e9 elevado e acaba reduzindo tanto a capacidade de pagamento das fam\u00edlias, quanto ao apetite \u00e0s compras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais lenta que o esperado e as proje\u00e7\u00f5es mostram que teremos um segundo semestre ainda t\u00edmido para as finan\u00e7as do brasileiro, mesmo com o avan\u00e7o de reformas estruturais, cujos efeitos ser\u00e3o sentidos no longo prazo. A expectativa \u00e9 que a inadimpl\u00eancia comece a apresentar recuos a partir de 2020\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>O indicador mostrou alta no n\u00famero de inadimplentes em tr\u00eas das cinco regi\u00f5es do pa\u00eds. Na Regi\u00e3o Sudeste ocorreu maior crescimento em junho, na compara\u00e7\u00e3o com junho do ano passado (3,4%). Em segundo lugar, ficou a Regi\u00e3o Norte, com alta de 2,2%, seguida da regi\u00e3o Sul (1,79%). Com exce\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Norte, todas tamb\u00e9m apresentaram desacelera\u00e7\u00e3o nos atrasos. J\u00e1 no caso das regi\u00f5es Nordeste e Centro-Oeste, foram observados recuos de -0,6% e -0,3%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Faixa et\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento tamb\u00e9m indicou que na faixa dos 18 aos 24 anos, houve queda de -22,7% e na faixa dos 25 aos 29 anos, de -9,1%. Na faixa que abrange pessoas de 30 a 39 anos, a inadimpl\u00eancia ficou praticamente est\u00e1vel (-0,8%). O maior crescimento no atraso de contas foi observado na popula\u00e7\u00e3o idosa, que varia de 65 aos 84 anos, cuja alta foi de 7,5%. Em seguida, aparecem os consumidores de 50 a 64 anos (3,9%) e de 40 a 49 anos (2,8%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Valores<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, somando todas as pend\u00eancias, cada consumidor inadimplente deve, em m\u00e9dia, R$ 3.252,70, valor 0,4% inferior ao constatado no m\u00eas anterior (R$ 3.239,48). O valor representa quase tr\u00eas vezes e meia o sal\u00e1rio m\u00ednimo no pa\u00eds (R$ 998,00). Em m\u00e9dia, cada devedor tem duas contas em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s d\u00edvidas contra\u00eddas em nome de pessoas f\u00edsicas em junho deste ano, na compara\u00e7\u00e3o com 2018, houve queda de 1,0%.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas b\u00e1sicas para o funcionamento do lar, como contas de \u00e1gua e luz foram as que mais cresceram em junho de 2019, com alta de 17,2% na base anual de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As d\u00edvidas banc\u00e1rias, como cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cheque especial, financiamentos e empr\u00e9stimos tiveram alta de 2,7%. J\u00e1 as compras feitas no carn\u00ea ou credi\u00e1rio, em estabelecimentos comerciais, ca\u00edram -5,2%, enquanto os atrasos em contas de internet, TV por assinatura e servi\u00e7os de telefonia despencaram -20,3% no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o indicador do SPC Brasil, mais da metade das d\u00edvidas pendentes (53%) de pessoas f\u00edsicas no pa\u00eds t\u00eam como credor algum banco ou institui\u00e7\u00e3o financeira, seguido do com\u00e9rcio, que concentra 17% do total de d\u00edvidas n\u00e3o pagas e do setor de comunica\u00e7\u00e3o (11%). Os d\u00e9bitos com as empresas concession\u00e1rias de servi\u00e7os b\u00e1sicos como \u00e1gua e luz representam 10% das d\u00edvidas n\u00e3o pagas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara evitar o chamado efeito &#8220;bola de leve&#8221;, o consumidor deve priorizar o pagamento de d\u00edvidas com juros mais elevados, que, geralmente, s\u00e3o as d\u00edvidas banc\u00e1rias. \u00c9 preocupante que o segmento represente a maior fatia das contas em aberto no pa\u00eds. Uma op\u00e7\u00e3o que pode ser analisada em certos casos \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o da d\u00edvida por uma outra que cobra juros mais baixos, como \u00e9 o caso do consignado\u201d, disse o educador financeiro do SPC Brasil, Jos\u00e9 Vignoli.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>volume de consumidores com contas sem pagar cresceu 9% no primeiro semestre de 2019, na compara\u00e7\u00e3o com o final do ano passado. 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