{"id":105367,"date":"2019-07-18T14:22:32","date_gmt":"2019-07-18T17:22:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=105367"},"modified":"2019-07-18T14:22:32","modified_gmt":"2019-07-18T17:22:32","slug":"nasa-planeja-enviar-1a-mulher-e-criar-base-para-escala-ate-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/07\/18\/nasa-planeja-enviar-1a-mulher-e-criar-base-para-escala-ate-marte\/","title":{"rendered":"Nasa planeja enviar 1\u00aa mulher e criar base para escala at\u00e9 Marte"},"content":{"rendered":"\n<p>Cinquenta anos depois de a miss\u00e3o Apollo 11 pousar na Lua pela primeira vez, chegou a hora de voltar. Novas viagens tripuladas est\u00e3o previstas, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de uma base orbital e da chegada da primeira mulher ao sat\u00e9lite. Qual \u00e9 a raz\u00e3o de tudo isso? Se aproximar de um projeto de &#8220;Lua coloniz\u00e1vel&#8221; e, assim, criar um lugar para fazer escala antes de chegar at\u00e9 Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>A ag\u00eancia espacial americana (Nasa) quer estabelecer presen\u00e7a humana permanente na Lua na pr\u00f3xima d\u00e9cada. A nave Gateway est\u00e1 em fase de projeto e dever\u00e1 orbitar o sat\u00e9lite natural. Ela ser\u00e1 um &#8220;escrit\u00f3rio&#8221; para os astronautas a cinco dias de viagem da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte da Gateway dever\u00e1 ser lan\u00e7ada em 2022. Depois, o Sistema de Lan\u00e7amento Espacial (SLS, sigla em ingl\u00eas) levar\u00e1 dois novos m\u00f3dulos para acoplar \u00e0 nave orbital. Toda essa infraestrutura ser\u00e1 o n\u00facleo para a explora\u00e7\u00e3o humana da Lua, transformando-a em uma base para a pr\u00f3xima miss\u00e3o. Os testes devem come\u00e7ar em uma miss\u00e3o n\u00e3o tripulada no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ISS &#8211; Lua &#8211; Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A viagem at\u00e9 a Lua \u00e9 mil vezes mais distante do que at\u00e9 a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS) \u2013 a atual estrutura de pesquisas na \u00f3rbita da Terra. O pr\u00f3ximo passo da Nasa ser\u00e1 incentivar mais o uso de recursos privados para manter a ISS e investir dinheiro americano (de parceria p\u00fablico-privada) nas pesquisas lunares.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo deve incluir 1,6 bilh\u00e3o de d\u00f3lares (R$ 6 bilh\u00f5es) a mais no or\u00e7amento da ag\u00eancia em 2020. As novas ferramentas, instrumentos e equipamentos implantados precisam abrir caminho para a chegada at\u00e9 Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>Jim Bridenstine, diretor-administrativo da Nasa, anunciou em abril deste ano que os planos de explora\u00e7\u00e3o t\u00eam duas etapas principais: levar a primeira mulher \u00e0 Lua at\u00e9 2024 e estabelecer miss\u00f5es sustent\u00e1veis at\u00e9 2028.<\/p>\n\n\n\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o de 50 anos do Apolo 11, Nasa confirma que mulher ser\u00e1 pr\u00f3xima a pisar na lua<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A primeira astronauta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O envio da primeira mulher \u00e0 Lua \u00e9 quest\u00e3o de igualdade. At\u00e9 hoje, doze seres humanos pisaram no sat\u00e9lite, e todos s\u00e3o homens.<\/p>\n\n\n\n<p>As miss\u00f5es Apollo, que h\u00e1 meio s\u00e9culo encabe\u00e7aram a corrida espacial dos Estados Unidos contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, n\u00e3o extravasaram para uma discuss\u00e3o de igualdade nas ag\u00eancias espaciais. Na verdade, isso nem era poss\u00edvel, porque a carreira de astronauta na d\u00e9cada de 60 exigia testes militares. E o ex\u00e9rcito americano, assim como acontecia na maior parte do mundo, n\u00e3o aceitava mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o final da Guerra Fria, os or\u00e7amentos dos programas espaciais minguaram e a aventura humana no espa\u00e7o ficou cara&#8221;, explicou o professor de astronomia da USP Jo\u00e3o Steiner.<\/p>\n\n\n\n<p>Dali em diante, as miss\u00f5es usaram rob\u00f4s e sondas. Com a ajuda da tecnologia, o homem j\u00e1 chegou a Marte, Plut\u00e3o, Saturno, J\u00fapiter e at\u00e9 ao Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma miss\u00e3o americana com uma mulher s\u00f3 ocorreu em 1978, com Sally Ride; os russos foram os pioneiros e enviaram Valentina Tereshkova, em 1963. Desde ent\u00e3o, o mundo j\u00e1 realizou 138 lan\u00e7amentos, com 60 mulheres a bordo. Mas at\u00e9 hoje nenhuma pisou na Lua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artemis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica est\u00e1 prevista para acontecer at\u00e9 2024. A ag\u00eancia americana vai lan\u00e7ar a Artemis, a nova miss\u00e3o para o sat\u00e9lite. O nome \u00e9 uma homenagem \u00e0 g\u00eamea de Apollo, a deusa da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O retorno do ser humano tem a ver com a parte humana das descobertas, nem tanto pol\u00edtica. O homem, quando pisa em alguma coisa, entende melhor. Na realidade, rob\u00f4s fazem coisas maravilhosas sem a presen\u00e7a humana, mas gostamos de ir l\u00e1 e ver com os pr\u00f3prios olhos.&#8221; &#8211; Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observat\u00f3rio Nacional.<br>Em toda a hist\u00f3ria, o homem ficou 80 horas sobre superf\u00edcie lunar. Por isso, ainda n\u00e3o houve contato cient\u00edfico maior com o regolito, material dispon\u00edvel no solo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Artemis pretende descobrir:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Como se mover com seguran\u00e7a e desvendar o material do solo da Lua;<\/li><li>Como conseguir montar uma estrutura em solo lunar;<\/li><li>Testar tecnologias que podem ser aplicadas nas pesquisas em Marte;<\/li><li>Como manter seres humanos mais tempo fora da Terra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O plano inclui tamb\u00e9m a tentativa de chegar pela primeira vez ao polo Sul da Lua, onde h\u00e1 evid\u00eancias de gelo, mas ainda sem comprova\u00e7\u00e3o se isso de fato representa uma reserva aqu\u00e1tica extraterrestre.<br><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na realidade, sobre a Lua, uma coisa de que ainda temos d\u00favida \u00e9 sobre a quantidade de \u00e1gua. Isso \u00e9 muito importante para uma possibilidade de ter realmente uma col\u00f4nia fora da Terra. Se n\u00e3o tiver \u00e1gua, vamos levar. A mesma coisa em Marte, e isso \u00e9 importante tamb\u00e9m para estabelecer custos&#8221;, explica Daniela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas tecnologias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar mais longe, \u00e9 preciso mais tecnologia. A cientista Parvathy Prem, formada em Cingapura e que trabalha no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada de Johns Hopkins, projetou um software para a Nasa que pode contribuir com essa nova fase.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu programa \u00e9 capaz de pulverizar cerca de 300 litros de \u00e1gua e outros gases a quil\u00f4metros do pouso. Isso pode ajudar os astronautas a andar uma dist\u00e2ncia maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Parvathy, segundo a Nasa, trabalha para entender como a \u00e1gua se comporta na Lua. Ela se acomoda na superf\u00edcie? Como fazer um reservat\u00f3rio? S\u00e3o algumas respostas que a Artemis pode vir a responder.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caminho at\u00e9 Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mineiro, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Ivair Gontijo trabalha na miss\u00e3o Mars 2020. Essa n\u00e3o \u00e9 a primeira experi\u00eancia: ele ajudou na descida do rob\u00f4 Curiosity. Essa miss\u00e3o triunfou desde 2012 e encontrou mol\u00e9culas org\u00e2nicas, desvendou detalhes sobre as esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas marcianas e detalhou as varia\u00e7\u00f5es de temperatura do planeta \u2013 faz -90\u00baC nas noites de inverno e 0\u00baC nas noites de ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 de descobrir a temperatura \u00e9 poss\u00edvel entender que colonizar Marte n\u00e3o \u00e9 uma miss\u00e3o simples. Por isso, Gontijo conta que a perman\u00eancia na Lua pode ajudar no desenvolvimento de tecnologias para produzir oxig\u00eanio e alimentos para chegar at\u00e9 o planeta vermelho no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 importante levar as mat\u00e9rias primas para a Lua e depois usar as mesmas at\u00e9 Marte&#8221;, disse. Gontijo escreveu um livro, o &#8220;A caminho de Marte: A incr\u00edvel jornada de um cientista brasileiro at\u00e9 a Nasa&#8221;, onde comenta essa rela\u00e7\u00e3o e explica as comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da chegada do homem \u00e0 Lua.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gontijo, s\u00e3o movimentos paralelos nas pesquisas espaciais. A miss\u00e3o Mars 2020 tamb\u00e9m levar\u00e1 instrumentos para a produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Eles pretendem observar rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, um caminho para encontrar vida no planeta vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniela Lazzaro, do Observat\u00f3rio Nacional, explica que o grande problema para mandar miss\u00f5es tripuladas para Marte \u00e9 o tempo que demora para chegar at\u00e9 l\u00e1. A Lua pode funcionar como uma esta\u00e7\u00e3o antes de chegar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso corpo n\u00e3o aguentaria. Se voc\u00ea quebra uma perna no espa\u00e7o e fica 15 dias parado, o seu m\u00fasculo j\u00e1 afina. Imagina meses e meses sem gravidade<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma base na Lua poderia ajudar a ir mais longe. Seria uma escala e tamb\u00e9m um laborat\u00f3rio para a gente se adaptar \u00e0s viagens no espa\u00e7o&#8221;, diz Daniela Lazzaro, do Observat\u00f3rio Nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinquenta anos depois de a miss\u00e3o Apollo 11 pousar na Lua pela primeira vez, chegou a hora de voltar. 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