{"id":110915,"date":"2019-08-18T13:56:45","date_gmt":"2019-08-18T16:56:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=110915"},"modified":"2019-08-18T13:56:45","modified_gmt":"2019-08-18T16:56:45","slug":"pesquisa-revela-que-77-dos-brasileiros-usaram-maconha-pelo-menos-uma-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/08\/18\/pesquisa-revela-que-77-dos-brasileiros-usaram-maconha-pelo-menos-uma-vez\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela que 7,7% dos brasileiros usaram maconha pelo menos uma vez"},"content":{"rendered":"\n<p><br>A maconha \u00e9 a subst\u00e2ncia il\u00edcita mais consumida no Brasil, segundo a pesquisa. Dados do 3\u00ba Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos j\u00e1 usaram maconha ao menos uma vez na vida. A segunda droga com maior consumo no pa\u00eds \u00e9 a coca\u00edna em p\u00f3 (3,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento que ouviu cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, entre maio e outubro de 2015, \u00e9 apontado como um dos mais completos por sua abrang\u00eancia. Pesquisadores tamb\u00e9m destacaram n\u00fameros preocupantes relacionados ao uso do crack.<\/p>\n\n\n\n<p>A segundo a estimativa da pesquisa, por amostragem, aproximadamente 1,4 milh\u00e3o de pessoas devem ter feito uso de crack e similares alguma vez na vida, o que corresponde a 0,9% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste aspecto, o levantamento destaca um diferencial pronunciado entre homens (1,4%) e mulheres (0,4%). Nos 12 meses anteriores ao levantamento, o uso dessa droga foi reportado por 0,3% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores explicam que estes resultados devem ser observados com cautela, uma vez que o inqu\u00e9rito domiciliar n\u00e3o \u00e9 capaz de captar as pessoas que s\u00e3o usu\u00e1rias e n\u00e3o se encontram regularmente domiciliadas ou est\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es especiais, vivendo em abrigos ou em pres\u00eddios, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/folha_maconha_divulgacao_policia_federal.jpg\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Federal\" class=\"wp-image-759023 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Federal<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO percentual que encontramos no 3\u00b0 Levantamento \u00e9 inferior ao que aparece na Pesquisa Nacional do Uso do Crack [Fiocruz, 2013]. Isso porque nosso levantamento foi domiciliar. Mas os usu\u00e1rios de crack comp\u00f5em uma popula\u00e7\u00e3o majoritariamente marginalizada, que vive em situa\u00e7\u00e3o de rua. Desse modo, importante refor\u00e7ar que o levantamento corrobora o grave problema de sa\u00fade p\u00fablica que \u00e9 o uso de crack no Brasil. Mas faz isso justamente por mostrar, a partir da visibilidade diminuta dentro dos lares, que o consumo dessa subst\u00e2ncia no pa\u00eds \u00e9 um fen\u00f4meno do espa\u00e7o p\u00fablico\u201d, afirmou o coordenador da pesquisa, In\u00e1cio Bastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Medicamentos<br>Outro dado destacado pelos pesquisadores diz respeito ao uso dos analg\u00e9sicos opi\u00e1ceos e dos tranquilizantes benzodiazep\u00ednicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa eles foram consumidos de forma n\u00e3o prescrita, ou de modo diferente \u00e0quele recomendado pela prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, por 0,6% e 0,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um n\u00famero que revela um padr\u00e3o muito preocupante, e que faz lembrar o problema norte-americano de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, em termos de classe de subst\u00e2ncias\u201d, alertou Bastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diminui\u00e7\u00e3o de cigarro<br>Sobre tabaco, o coordenador da pesquisa da Fiocruz destacou uma redu\u00e7\u00e3o do consumo identificado no levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutras pesquisas t\u00eam mostrado que h\u00e1 um decl\u00ednio com rela\u00e7\u00e3o ao uso do cigarro convencional. Por outro lado, t\u00eam chamado aten\u00e7\u00e3o para formas emergentes de fumo, com a ascens\u00e3o de aparatos como cigarros eletr\u00f4nicos e narguil\u00e9s\u201d, disse Bastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento<br>O 3\u00b0 Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela Popula\u00e7\u00e3o Brasileira teve sua origem numa concorr\u00eancia p\u00fablica lan\u00e7ada em 2014 pela Secretaria Nacional de Pol\u00edticas sobre Drogas (Senad), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo contou com a parceria de v\u00e1rias outras institui\u00e7\u00f5es, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) e a Universidade de Princeton, nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco In\u00e1cio Bastos disse que definiu seu plano amostral a partir de crit\u00e9rios metodol\u00f3gicos semelhantes aos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um enorme desafio em realizar uma pesquisa como esta, que busque ser representativa da popula\u00e7\u00e3o brasileira. O Brasil n\u00e3o \u00e9 apenas muito heterog\u00eaneo, como tamb\u00e9m conta com regi\u00f5es muito pobres, territ\u00f3rios de popula\u00e7\u00e3o esparsa e dificuldade de acesso\u201d, avaliou o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maconha \u00e9 a subst\u00e2ncia il\u00edcita mais consumida no Brasil, segundo a pesquisa. 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