{"id":111907,"date":"2019-08-26T08:50:33","date_gmt":"2019-08-26T11:50:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=111907"},"modified":"2019-08-26T08:50:33","modified_gmt":"2019-08-26T11:50:33","slug":"biocarvao-pode-ser-usado-para-recuperar-solo-degradado-indica-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/08\/26\/biocarvao-pode-ser-usado-para-recuperar-solo-degradado-indica-estudo\/","title":{"rendered":"Biocarv\u00e3o pode ser usado para recuperar solo degradado, indica estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa in\u00e9dita realizada pela professora do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Agnieska Latawiec, provou que o biocarv\u00e3o, ou biochar, pode ser utilizado como insumo para recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas no Brasil. Agnieska disse \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;que o biocarv\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um adubo. \u201c\u00c9 um potencializador de solo\u201d. O biocarv\u00e3o \u00e9 um produto obtido por meio da queima controlada de res\u00edduos org\u00e2nicos (pir\u00f3lise), como casca de coco ou galhos de \u00e1rvores podadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m diretora do Instituto Internacional de Sustentabilidade (IIS), a professora da PUC Rio coordenou um grupo de pesquisadores da Embrapa Agrobiologia e de institui\u00e7\u00f5es estrangeiras que efetuaram dois tipos de experimentos: no campo, em Serop\u00e9dica, regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro; e tamb\u00e9m em laborat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores aplicaram o biocarv\u00e3o no solo, na propor\u00e7\u00e3o de 15 toneladas por hectare, depois de an\u00e1lises preliminares. Em seguida, repetiram as an\u00e1lises para verificar a fertilidade e qualidade do solo. Foi analisado tamb\u00e9m o crescimento das gram\u00edneas forrageiras, que s\u00e3o comidas pelo gado. Comparando as gram\u00edneas com e sem a adi\u00e7\u00e3o de biocarv\u00e3o, Agnieska observou aumento de 27% na produtividade da gram\u00ednea forrageira do g\u00eanero Brachiaria, de alta produ\u00e7\u00e3o de massa seca, mais comumente usada nas pastagens, no Brasil, ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o do biochar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sustentabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo explicou Agnieska, o biocarv\u00e3o tem potencial para contribuir para um manejo do solo mais sustent\u00e1vel. Como n\u00e3o existe uma produ\u00e7\u00e3o do biochar em n\u00edvel comercial no pa\u00eds, cada produtor rural teria que produzir o seu pr\u00f3prio insumo. \u201cIsso requer biomassa, como mat\u00e9ria-prima para produzir biocarv\u00e3o, e tempo dele (do produtor)\u201d, destacou a diretora do IIS. \u201cEu acredito que tem situa\u00e7\u00f5es em que o biocarv\u00e3o pode ajudar a recuperar terras degradadas, aumentar a produtividade e at\u00e9 prevenir a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, seja atrav\u00e9s de desmatamento ou pelo fogo, porque as queimas do lixo org\u00e2nico no meio rural acontecem o tempo inteiro, diariamente, o que tamb\u00e9m causa polui\u00e7\u00e3o, sem falar de outros impactos para a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, flora, fauna\u201d.Nessas situa\u00e7\u00f5es, o biocarv\u00e3o pode ser uma solu\u00e7\u00e3o, reiterou Agnieska Latawiec.<\/p>\n\n\n\n<p>O biocarv\u00e3o usado no experimento coordenado por Agnieszka Latawiec foi aplicado em v\u00e1rios tipos de cultivos: em pastagens e tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o de milho, feij\u00e3o e mudas nativas da Mata Atl\u00e2ntica, para ajudar no crescimento de viveiros. \u201cCom feij\u00e3o, funcionou, mas com milho, n\u00e3o aumentou a produtividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pecu\u00e1ria de leite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como a pesquisa inicial foi feita no contexto da pecu\u00e1ria de corte, Anieska pretende agora testar o biocarv\u00e3o nos solos t\u00edpicos para a pecu\u00e1ria de leite, com pequenos produtores, e tamb\u00e9m nos sistemas agroflorestais. Um projeto-piloto est\u00e1 sendo realizado no sistema agroflorestal de Arma\u00e7\u00e3o dos B\u00fazios, munic\u00edpio da Regi\u00e3o dos Lagos do estado do Rio de Janeiro. Os resultados positivos da aplica\u00e7\u00e3o do biochar dependem da situa\u00e7\u00e3o do solo, do manejo, do cultivo e da planta. A professora est\u00e1 pesquisando agora os melhores lugares onde essa pesquisa ter\u00e1 seguimento, dentro da biomassa da Mata Atl\u00e2ntica, mas ainda no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O biocarv\u00e3o pode diminuir tamb\u00e9m a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e reduzir as emiss\u00f5es de gases poluentes. Segundo a professora da PUC Rio, al\u00e9m do aumento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos, o estudo revelou que cada hectare fertilizado com biocarv\u00e3o salvou 91 toneladas de carbono equivalente (CO2eq) como efeito poupa-terra e teve 13 toneladas de CO2eq sequestradas no solo, o que equivale a US$ 455 em cr\u00e9dito de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Anieska observou que a maioria das terras desmatadas no Brasil \u00e9 ocupada por pecu\u00e1ria de baixa produtividade, onde cerca de 70% das pastagens s\u00e3o consideradas degradadas, com menos de um animal por hectare.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da pesquisa foi tema de reportagem na revista \u2018Scientific Reports\u2019, publicada na \u00faltima segunda-feira (19).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa in\u00e9dita realizada pela professora do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Agnieska Latawiec, provou que&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":87064,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-111907","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111907"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111907\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":111908,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111907\/revisions\/111908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}