{"id":11244,"date":"2017-01-13T12:33:58","date_gmt":"2017-01-13T15:33:58","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=11244"},"modified":"2017-01-13T12:33:58","modified_gmt":"2017-01-13T15:33:58","slug":"atividade-cerebral-explica-ligacao-entre-estresse-e-risco-cardiaco-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/01\/13\/atividade-cerebral-explica-ligacao-entre-estresse-e-risco-cardiaco-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Atividade cerebral explica liga\u00e7\u00e3o entre estresse e risco card\u00edaco, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No estudo com 300 pessoas foi observado que os que apresentavam uma atividade maior na am\u00edgdala (parte do c\u00e9rebro respons\u00e1vel por orquestrar emo\u00e7\u00f5es) tinham uma probabilidade maior de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares &#8211; e mais cedo que os outros.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estresse pode ser um fator de risco t\u00e3o decisivo como fumo e press\u00e3o alta.<\/p>\n<p>Especialistas em doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o afirmam que os pacientes em situa\u00e7\u00f5es de risco devem receber ajuda para gerenciar o estresse.<\/p>\n<p>O estresse j\u00e1 tinha sido ligado a um aumento no risco de doen\u00e7as cardiovasculares, que afetam o cora\u00e7\u00e3o e os vasos sangu\u00edneos. Mas a forma como isso acontecia nunca tinha sido explicada.<\/p>\n<p>Os pesquisadores de Harvard detectaram que uma atividade maior na am\u00edgdala, a regi\u00e3o do c\u00e9rebro que processa emo\u00e7\u00f5es como medo e raiva, ajuda a explicar a liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As am\u00edgdalas &#8211; s\u00e3o duas, uma de cada lado do c\u00e9rebro &#8211; s\u00e3o grupos de c\u00e9lulas localizadas dentro dos lobos temporais mediais do c\u00e9rebro. Em humanos e animais a am\u00edgdala est\u00e1 ligada a respostas ao medo e tamb\u00e9m ao prazer.<\/p>\n<p>Os cientistas sugerem que a am\u00edgdala sob estresse envia sinais para a medula \u00f3ssea, para que esta produza mais c\u00e9lulas brancas para o sangue. Estas c\u00e9lulas v\u00e3o causar inflama\u00e7\u00e3o nas art\u00e9rias e isto pode causar ataques card\u00edacos, angina e derrames.<\/p>\n<p>Quando exposta a estresse, esta parte do c\u00e9rebro parece funcionar como uma boa forma de prever a ocorr\u00eancia de eventos cardiovasculares. No entanto os pesquisadores de Harvard afirmam que ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para confirmar esta sequ\u00eancia de rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Inflama\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O estudo publicado na <i>Lancet <\/i>analisou duas pesquisas diferentes. A primeira analisou c\u00e9rebro, medula \u00f3ssea, ba\u00e7o e art\u00e9rias de 292 pacientes durante quase quatro anos para verificar se eles desenvolveram doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo de acompanhamento, 22 pacientes desenvolveram o problema; estes eram os que tinham uma atividade maior nas am\u00edgdalas do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O segundo estudo, com apenas 13 pacientes, analisou a rela\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis de estresse e a inflama\u00e7\u00e3o no corpo.<\/p>\n<p>Esta pesquisa descobriu que os que relataram os n\u00edveis mais altos de estresse apresentavam tamb\u00e9m os n\u00edveis mais altos de atividade nas am\u00edgdalas e mais sinais de inflama\u00e7\u00e3o no sangue e nas art\u00e9rias.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados d\u00e3o uma percep\u00e7\u00e3o \u00fanica de como o estresse pode levar \u00e0 doen\u00e7a cardiovascular&#8221;, afirmou Ahmed Tawakol, um dos l\u00edderes da pesquisa e professor na Faculdade de Medicina de Harvard.<\/p>\n<p>&#8220;Isto aumenta a possibilidade de, ao reduzirmos o estresse, tamb\u00e9m obter benef\u00edcios que v\u00e3o al\u00e9m da melhora no bem-estar psicol\u00f3gico.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;No futuro o estresse cr\u00f4nico poder\u00e1 ser tratado como um fator de risco importante para doen\u00e7as cardiovasculares, poder\u00e1 fazer parte dos exames de rotina e ser gerenciado de forma eficaz como os outros grandes fatores de risco para doen\u00e7a cardiovascular&#8221;, explicou Tawakol.<\/p>\n<p><strong>Controle de h\u00e1bitos<\/strong><\/p>\n<p>Comentando a pesquisa, Emily Reeve, enfermeira especialista em problemas card\u00edacos da British Heart Foundation, explica que reduzir o risco de problemas no cora\u00e7\u00e3o e derrame trabalhando com o estresse do paciente geralmente envolve o controle de h\u00e1bitos e estilo de vida como tabagismo, alto consumo de bebidas alco\u00f3licas e excesso de comida.<\/p>\n<p>Mas, a partir desta pesquisa, isso deve mudar.<\/p>\n<p>&#8220;Explorar como o c\u00e9rebro administra o estresse e descobrir a raz\u00e3o do aumento do risco de doen\u00e7a card\u00edaca vai permitir o desenvolvimento de novas formas de gerenciar o estresse psicol\u00f3gico cr\u00f4nico.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;E isto pode garantir que pacientes que correm este risco sejam examinados com frequ\u00eancia e que o estresse destes pacientes seja controlado de forma eficaz.&#8221;<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com BBC Brasil \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Leia mais not\u00edcias em\u00a0<a style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\" href=\"http:\/\/caririemacao.com\/1\/caririemacao.com\">caririemacao.com<\/a>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<a style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\">Facebook<\/a>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias e fotos. 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