{"id":121378,"date":"2019-09-28T00:34:37","date_gmt":"2019-09-28T03:34:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=121378"},"modified":"2019-09-28T00:34:37","modified_gmt":"2019-09-28T03:34:37","slug":"brasil-possui-o-maior-sistema-publico-de-transplantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/09\/28\/brasil-possui-o-maior-sistema-publico-de-transplantes\/","title":{"rendered":"Brasil possui o maior sistema p\u00fablico de transplantes"},"content":{"rendered":"\n<p> H\u00e1 \u00a011 anos, Renata Vilela, 34 anos, renasceu. Seu segundo nascimento foi poss\u00edvel ap\u00f3s sua madrinha, Andrea Reusing, ter doado um dos rins para o transplante.<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento foi realizado no Hospital do Rim e Hipertens\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, por meio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Transplante de \u00d3rg\u00e3os (ABTO), o segundo pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de transplantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o maior sistema p\u00fablico de transplantes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 95% dos procedimentos realizados em todo o pa\u00eds s\u00e3o financiados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de se chamar sobrevida, eu n\u00e3o sinto que tenho uma sobrevida. Sinto que tenho uma vida plena, satisfat\u00f3ria. Posso trabalhar, posso estudar, posso namorar, posso produzir, posso sonhar. O que \u00e9 muito diferente de quando voc\u00ea est\u00e1 em um tratamento de di\u00e1lise, que te impede de viajar. \u00c9 como se ela [a madrinha] tivesse me dado \u00e0 luz pela segunda vez. A minha m\u00e3e me deu \u00e0 luz pela primeira vez; a minha madrinha, pela segunda vez\u201d, disse Renata, \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho 34 anos e um rim de 65 anos que garante que eu possa viver plenamente e ser feliz. Minha madrinha devolveu a minha capacidade, e n\u00e3o s\u00f3 a capacidade de sonhar, mas a possibilidade real de fazer isso, de transformar meus sonhos em realidade. Hoje eu trabalho com uma coisa que amo, moro em uma cidade que amo, tenho possibilidades de estudar, de conhecer pessoas, de me relacionar, de trabalhar por aquilo que acredito e isso tudo eu devo \u00e0 segunda vida que minha madrinha me deu\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7a<br>Renata tinha 19 anos quando descobriu que tinha uma doen\u00e7a renal, ap\u00f3s ter apresentado um quadro de anemia muito forte quando estudava no interior paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00eas anos e meio ela passou por sess\u00f5es de di\u00e1lise e teve restri\u00e7\u00f5es na alimenta\u00e7\u00e3o. Chegou a ficar um m\u00eas inteiro sem poder comer nada al\u00e9m de carboidratos.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi nesse momento que, ap\u00f3s ter se entregue \u00e0 vontade de comer uma mexerica, apresentou uma s\u00e9ria complica\u00e7\u00e3o no tratamento, e quase \u201cempirulitou\u201d [morreu].<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/hospital-sus2108-562x417.jpg\" alt=\"Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil\" class=\"wp-image-505216 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 562px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 562\/417;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o tratamento, integrantes de sua fam\u00edlia foram testados para ver quem poderia doar um rim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas dei azar grande porque n\u00e3o tenho irm\u00e3os, meu pai tamb\u00e9m \u00e9 filho \u00fanico. Da fam\u00edlia da minha m\u00e3e, ningu\u00e9m p\u00f4de doar por problemas de sa\u00fade, porque para voc\u00ea poder fazer a doa\u00e7\u00e3o de um rim voc\u00ea precisa ter uma sa\u00fade perfeita. E esse n\u00e3o era o caso, por exemplo, da minha tia. E meus primos tinham tipo sangu\u00edneo diferente do meu, que \u00e9 o primeiro impeditivo para fazer a doa\u00e7\u00e3o de sangue. O tempo foi passando. Infelizmente, na fam\u00edlia n\u00e3o consegui ningu\u00e9m\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Renata tamb\u00e9m n\u00e3o era o primeiro caso na fam\u00edlia. Quando ela tinha cerca de quatro anos, sua m\u00e3e teve que doar um rim ao seu pai, que tamb\u00e9m tinha problemas renais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA minha m\u00e3e n\u00e3o podia me doar [rim] porque ela j\u00e1 tinha doado para o meu pai. Meu pai fez dois transplantes. Um foi minha av\u00f3 quem doou para ele. Esse transplante durou por volta de 10 anos. E ele teve uma rejei\u00e7\u00e3o. [O segundo foi da m\u00e3e]. Eu era bem menina na \u00e9poca\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o encontrou doadores poss\u00edveis entre seus parentes, Renata ent\u00e3o entrou na fila nacional do transplante, esperando por um doador.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, essa fila por um transplante de \u00f3rg\u00e3os no Brasil somava 39.663 pessoas, segundo a ABTP, sendo que 12.460 esperavam na fila por um rim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDurante tr\u00eas anos e meio eu fiquei na fila do transplante aguardando que houvesse um doador. E essa \u00e9 uma fila \u00fanica, administrada pelo SUS, de uma maneira muito correta\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor\u00e9m minha situa\u00e7\u00e3o foi se agravando. A di\u00e1lise j\u00e1 n\u00e3o estava mais funcionando t\u00e3o bem quanto deveria. Foi quando a minha madrinha de batismo, que era uma amiga de inf\u00e2ncia da minha m\u00e3e, perguntou para a minha m\u00e3e: \u2018Por que n\u00e3o posso doar para a Renata?\u2019. E foi assim que ela fez esse gesto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os testes deram positivo e a madrinha pode fazer a doa\u00e7\u00e3o do rim para Renata. Desde 2008, quando fez a cirurgia, ela vive bem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO transplante de rim n\u00e3o \u00e9 uma cura, mas uma terapia renal constitutiva, um tratamento, assim como a di\u00e1lise. Por\u00e9m \u00e9 um tratamento que garante uma qualidade de vida muito melhor, muito maior, uma independ\u00eancia muito maior, uma possibilidade de vida melhor. Posso comer de tudo, menos carambola. Posso me locomover, viajar. O que eu fa\u00e7o s\u00e3o exames e consultas m\u00e9dicas a cada dois meses e tomo rem\u00e9dio fornecido pelo SUS diariamente. \u00c9 uma vida normal\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Doa\u00e7\u00e3o<br>Hoje (27), data em que se celebra o Dia Nacional de Doa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os e Tecidos, Renata ressalta a import\u00e2ncia da doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQue essas pessoas que podem doar os \u00f3rg\u00e3os de seus parentes [com morte encef\u00e1lica] pensem nesses \u00f3rg\u00e3os como um prolongamento da vida de seus entes queridos. Para os que optam em doar em vida \u00f3rg\u00e3os como um rim, um peda\u00e7o do f\u00edgado, medula ou sangue, [saibam que] isso muda a vida de uma pessoa\u201d, disse Renata. \u201c\u00c9 um gesto que transforma a vida de quem recebe e transforma a vida de quem doa\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ressalta que todo o processo foi feito pelo SUS, onde se sentiu respeitada e esteve nas m\u00e3os de bons profissionais. \u201cAt\u00e9 hoje o SUS me mant\u00e9m viva porque os medicamentos s\u00e3o de alto custo e fornecidos pelo SUS\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 \u00a011 anos, Renata Vilela, 34 anos, renasceu. Seu segundo nascimento foi poss\u00edvel ap\u00f3s sua madrinha, Andrea Reusing, ter doado um dos rins para o&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":115308,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-121378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":121379,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121378\/revisions\/121379"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/115308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}