{"id":123702,"date":"2019-10-05T17:33:32","date_gmt":"2019-10-05T20:33:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=123702"},"modified":"2019-10-05T17:33:32","modified_gmt":"2019-10-05T20:33:32","slug":"mulheres-e-criancas-infectadas-por-zika-desenvolvem-imunidade-ao-virus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/10\/05\/mulheres-e-criancas-infectadas-por-zika-desenvolvem-imunidade-ao-virus\/","title":{"rendered":"Mulheres e crian\u00e7as infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao v\u00edrus"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crian\u00e7as que j\u00e1 foram infectadas pelo v\u00edrus Zika podem desenvolver imunidade \u00e0 doen\u00e7a. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos \u00e0 infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As crian\u00e7as nasceram em 2016 e v\u00eam sendo acompanhadas desde ent\u00e3o junto \u00e0s m\u00e3es pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas come\u00e7aram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunol\u00f3gico delas a uma nova exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente come\u00e7ou a avaliar o sangue tanto das m\u00e3es quanto das crian\u00e7as para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o v\u00edrus, elas teriam a capacidade de responder a esse v\u00edrus e n\u00e3o ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, participam do estudo 50 m\u00e3es e 50 crian\u00e7as infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF tamb\u00e9m faz o acompanhamento cl\u00ednico de mais de 260 crian\u00e7as infectadas pelo v\u00edrus que nasceram na regi\u00e3o de Niter\u00f3i. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Ara\u00fajo Cardoso, \u00e9 verificar se elas desenvolvem alguma doen\u00e7a ou complica\u00e7\u00e3o ao longo dos cinco primeiros anos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns beb\u00eas que nasceram aparentemente saud\u00e1veis desenvolveram um quadro de microcefalia de tr\u00eas a seis meses ap\u00f3s o parto. Claudete explica que o fen\u00f4meno j\u00e1 havia sido constatado em 13 crian\u00e7as do Nordeste e foi confirmado agora em seis crian\u00e7as que est\u00e3o sendo acompanhadas pela UFF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cElas nasceram com per\u00edmetro cef\u00e1lico normal, mas, por a\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, o c\u00e9rebro da crian\u00e7a para de crescer e de se desenvolver. Esse \u00e9 um alerta que a gente passa para a popula\u00e7\u00e3o: se nasceu durante uma epidemia ou a m\u00e3e teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede b\u00e1sica, no posto de sa\u00fade\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crian\u00e7as que j\u00e1 foram infectadas pelo v\u00edrus Zika podem desenvolver imunidade \u00e0 doen\u00e7a. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. As crian\u00e7as nasceram em 2016 e v\u00eam sendo acompanhadas desde ent\u00e3o junto \u00e0s m\u00e3es pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas come\u00e7aram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunol\u00f3gico delas a uma nova exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus. \u201cA gente come\u00e7ou a avaliar o sangue tanto das m\u00e3es quanto das crian\u00e7as para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o v\u00edrus, elas teriam a capacidade de responder a esse v\u00edrus e n\u00e3o ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade\u201d. Segundo ela, participam do estudo 50 m\u00e3es e 50 crian\u00e7as infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos. Al\u00e9m do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF tamb\u00e9m faz o acompanhamento cl\u00ednico de mais de 260 crian\u00e7as infectadas pelo v\u00edrus que nasceram na regi\u00e3o de Niter\u00f3i. 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