{"id":123981,"date":"2019-10-07T08:18:04","date_gmt":"2019-10-07T11:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=123981"},"modified":"2019-10-07T08:18:04","modified_gmt":"2019-10-07T11:18:04","slug":"fotografia-para-cegos-e-tema-de-entrevista-na-tv-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/10\/07\/fotografia-para-cegos-e-tema-de-entrevista-na-tv-brasil\/","title":{"rendered":"Fotografia para cegos \u00e9 tema de entrevista na TV Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Formada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Hoana Gon\u00e7alves acabou caminhando para o mundo das imagens. \u201cDesde o in\u00edcio, eu queria mais pela lingu\u00edstica, mais pelas pontes, por ligar pa\u00edses, pessoas. E acho que tudo tem a ver com o trabalho que fa\u00e7o&nbsp;hoje\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho com fotografia a levou a um desafio que poucas pessoas enfrentam: ensinar pessoas cegas a fotografar. Hoana contou que entrou em um projeto da Faculdade de Po\u00e9ticas Contempor\u00e2neas e quis direcionar seu trabalho para os cegos. &#8220;Foi pela pesquisa cient\u00edfica que eu cheguei a esse assunto e acabei percebendo que n\u00e3o tinha ningu\u00e9m que pesquisava isso, que em Bras\u00edlia nunca havia tido aulas de fotografia para cegos&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a percep\u00e7\u00e3o de mundo mudou ap\u00f3s come\u00e7ar a trabalhar com pessoas cegas. Hoana costuma usar a express\u00e3o \u201cfoto para sentir\u201d ao se referir a esse trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSentir a foto \u00e9 muito mais de algo que vem de dentro do que da vis\u00e3o em si. E&nbsp;hoje&nbsp;em dia, com aparelhos fotogr\u00e1ficos, a gente pode perceber o que quer mostrar e conseguir mostrar isso, mesmo sem vis\u00e3o\u201d detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o come\u00e7o do trabalho n\u00e3o foi f\u00e1cil. Ela reuniu cegos que frequentavam uma biblioteca braile ao lado de sua casa e se sentiu perdida, porque n\u00e3o havia material pr\u00e1tico nem te\u00f3rico sobre o assunto. Foi uma constru\u00e7\u00e3o conjunta: ela ensinando como o seu mundo visual funcionava num aparelho fotogr\u00e1fico, e os alunos cegos mostrando que a percep\u00e7\u00e3o de mundo deles era diferente e maior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs primeiras vezes em que fui ensinar, tinha gente que segurava o aparelho fotogr\u00e1fico e n\u00e3o sabia se ele ia sair na foto ou se sa\u00eda o que estava na frente. E eu fui percebendo que a vis\u00e3o deles \u00e9 de 360 graus, e para eles \u00e9 tudo uma coisa s\u00f3\u201d, recordou.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoana diz que percebeu que sua vis\u00e3o era limitada por s\u00f3 enxergar para frente enquanto para eles, os cegos, n\u00e3o havia limita\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas oficinas, eles desenvolveram as fotografias t\u00e1teis, com pequenos furos no papel fotogr\u00e1fico para que as imagens&nbsp;feitas pudessem ser vistas pelos alunos cegos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles ficam emocionados ao perceber que estavam retratados nas fotos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho da fot\u00f3grafa chama a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para a inclus\u00e3o social de pessoas com defici\u00eancia, mas tamb\u00e9m para as limita\u00e7\u00f5es de quem enxerga. E faz um alerta para o excesso de informa\u00e7\u00f5es do mundo de&nbsp;hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil a gente imaginar porque acha que tudo \u00e9 s\u00f3 pela vis\u00e3o. Inclusive,&nbsp;hoje&nbsp;em dia, as pessoas est\u00e3o com a vis\u00e3o muito polu\u00edda, \u00e9 muita informa\u00e7\u00e3o visual, e a gente fica naquele esquema de quase n\u00e3o ver mais de tanto que a gente v\u00ea&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Hoana Gon\u00e7alves acabou caminhando para o mundo das imagens. \u201cDesde o in\u00edcio, eu queria mais pela lingu\u00edstica, mais pelas pontes, por&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":123982,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-123981","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":123983,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123981\/revisions\/123983"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}