{"id":124880,"date":"2019-10-09T12:43:10","date_gmt":"2019-10-09T15:43:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=124880"},"modified":"2019-10-09T12:43:10","modified_gmt":"2019-10-09T15:43:10","slug":"brasil-e-o-71o-em-ranking-global-de-competitividade-indica-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/10\/09\/brasil-e-o-71o-em-ranking-global-de-competitividade-indica-relatorio\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o 71\u00ba em ranking global de competitividade, indica relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relat\u00f3rio elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (WEC \u2013 World Economic Forum) aponta que, em um ranking global de competitividade que abrange 141 pa\u00edses, o Brasil ocupa a 71\u00aa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pa\u00eds mais bem posicionado neste ranking foi Singapura, superando os Estados Unidos, que ocupam a segunda posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hong Kong est\u00e1 na 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o, seguido por Holanda, Su\u00ed\u00e7a, Jap\u00e3o, Alemanha, Su\u00e9cia, Reino Unido. O levantamento foi divulgado hoje (9), em Bras\u00edlia, durante o 1\u00ba Semin\u00e1rio de Competitividade do Setor de Infraestrutura, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2018, o Brasil ocupava a 72\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking, elaborado em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC). Segundo o levantamento, o pa\u00eds encontra-se em um \u201cprocesso lento de recupera\u00e7\u00e3o da sua competitividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo o estudo, os anos seguintes apresentaram \u201cqueda livre em praticamente todos os indicadores de competitividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPerdeu neste per\u00edodo em competitividade absoluta e relativa, chegando a sua pior posi\u00e7\u00e3o no ranking em 2016. Em 2017, dada a mudan\u00e7a da metodologia do relat\u00f3rio, maior controle dos gastos p\u00fablicos e expectativas de mudan\u00e7as futuras, o pa\u00eds iniciou um novo ciclo de crescimento que, entretanto, n\u00e3o teve continuidade em 2018\u201d, informou o documento divulgado pelo F\u00f3rum e pela FDC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dimens\u00e3o e gargalos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, a competitividade \u00e9 uma \u201cestrat\u00e9gia de governo, apesar de alguns fatores gerarem distor\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, disse ele na abertura do evento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossa expectativa \u00e9 a de dar o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o a este ousado objetivo, porque a infraestrutura \u00e9 um dos principais entraves para o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, que deixou de crescer em fun\u00e7\u00e3o dos excessivos gargalos\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o&nbsp;secret\u00e1rio especial de Produtividade e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia, Carlos da Costa,&nbsp;o Brasil ainda tem muito o que melhorar. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos, nossa produtividade vem caindo desde 1980 e&nbsp;hoje&nbsp;\u00e9 aproximadamente 25% da americana. O baixo progresso na produtividade brasileira levou \u00e0 queda do pa\u00eds nos rankings de competitividade global. Ainda estamos distantes dos pa\u00edses da OCDE [Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico]. Os estudos internacionais convergem sobre os principais gargalos da produtividade no Brasil, e estamos trabalhando para atac\u00e1-los um a um\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia \u00e9 que o Brasil chegue ao 50\u00ba lugar em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00edndice do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial \u00e9 composto por mais de 110 vari\u00e1veis, das quais parte \u00e9 proveniente de pesquisa de opini\u00e3o executiva e parte decorre de indicadores setoriais. As vari\u00e1veis est\u00e3o organizadas em 12 pilares, com cada pilar representando uma \u00e1rea considerada como um importante determinante da competitividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Am\u00e9rica Latina<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pa\u00edses latino-americanos, o Chile (33\u00ba) se mant\u00e9m na lideran\u00e7a regional, seguido pelo M\u00e9xico (46\u00ba) e Uruguai (54\u00ba). Ambos perderam posi\u00e7\u00f5es este ano. Todos as demais na\u00e7\u00f5es latino-americanas, com exce\u00e7\u00e3o do Brasil e da Col\u00f4mbia, tiveram retrocessos competitivos no levantamento de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise do ranking sugere uma tend\u00eancia para a concentra\u00e7\u00e3o da competitividade em poucos pa\u00edses. J\u00e1 o exame dos relat\u00f3rios dos \u00faltimos tr\u00eas anos aponta para um aumento da dist\u00e2ncia entre nas na\u00e7\u00f5es mais e menos competitivas do ranking.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Piora de indicadores sociais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o coordenador do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo da FDC, Carlos Arruda, em muitos dos pa\u00edses pesquisados houve &#8220;piora em diversos indicadores sociais importantes\u201d, como desemprego e desigualdade social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs resultados apontam para frustra\u00e7\u00e3o nos avan\u00e7os sociais e ambientais, tendo em vista os objetivos sustent\u00e1veis do mil\u00eanio da agenda 2020\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso do Brasil, acrescentou, \u201ca mobilidade social demora, em m\u00e9dia, nove gera\u00e7\u00f5es para acontecer, enquanto que em na\u00e7\u00f5es como a Dinamarca e o Chile, esse n\u00famero \u00e9 de duas ou seis gera\u00e7\u00f5es, respectivamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pa\u00edses que tiveram a competitividade mais bem avaliada, 20 s\u00e3o europeus; dois s\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte; sete s\u00e3o asi\u00e1ticos; quatro do Oriente M\u00e9dio; dois da Oceania e apenas um (Chile) \u00e9 latino-americano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (WEC \u2013 World Economic Forum) aponta que, em um ranking global de competitividade que abrange 141 pa\u00edses, o Brasil ocupa a 71\u00aa posi\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds mais bem posicionado neste ranking foi Singapura, superando os Estados Unidos, que ocupam a segunda posi\u00e7\u00e3o. Hong Kong est\u00e1 na 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o, seguido por Holanda, Su\u00ed\u00e7a, Jap\u00e3o, Alemanha, Su\u00e9cia, Reino Unido. O levantamento foi divulgado hoje (9), em Bras\u00edlia, durante o 1\u00ba Semin\u00e1rio de Competitividade do Setor de Infraestrutura, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em 2018, o Brasil ocupava a 72\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking, elaborado em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC). Segundo o levantamento, o pa\u00eds encontra-se em um \u201cprocesso lento de recupera\u00e7\u00e3o da sua competitividade\u201d. Ainda segundo o estudo, os anos seguintes apresentaram \u201cqueda livre em praticamente todos os indicadores de competitividade\u201d. \u201cPerdeu neste per\u00edodo em competitividade absoluta e relativa, chegando a sua pior posi\u00e7\u00e3o no ranking em 2016. Em 2017, dada a mudan\u00e7a da metodologia do relat\u00f3rio, maior controle dos gastos p\u00fablicos e expectativas de mudan\u00e7as futuras, o pa\u00eds iniciou um novo ciclo de crescimento que, entretanto, n\u00e3o teve continuidade em 2018\u201d, informou o documento divulgado pelo F\u00f3rum e pela FDC. Dimens\u00e3o e gargalos Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, a competitividade \u00e9 uma \u201cestrat\u00e9gia de governo, apesar de alguns fatores gerarem distor\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, disse ele na abertura do evento. \u201cNossa expectativa \u00e9 a de dar o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o a este ousado objetivo, porque a infraestrutura \u00e9 um dos principais entraves para o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, que deixou de crescer em fun\u00e7\u00e3o dos excessivos gargalos\u201d, acrescentou. Para o&nbsp;secret\u00e1rio especial de Produtividade e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia, Carlos da Costa,&nbsp;o Brasil ainda tem muito o que melhorar. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos, nossa produtividade vem caindo desde 1980 e&nbsp;hoje&nbsp;\u00e9 aproximadamente 25% da americana. O baixo progresso na produtividade brasileira levou \u00e0 queda do pa\u00eds nos rankings de competitividade global. Ainda estamos distantes dos pa\u00edses da OCDE [Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico]. Os estudos internacionais convergem sobre os principais gargalos da produtividade no Brasil, e estamos trabalhando para atac\u00e1-los um a um\u201d, afirma. A meta da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia \u00e9 que o Brasil chegue ao 50\u00ba lugar em 2022. O \u00edndice do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial \u00e9 composto por mais de 110 vari\u00e1veis, das quais parte \u00e9 proveniente de pesquisa de opini\u00e3o executiva e parte decorre de indicadores setoriais. As vari\u00e1veis est\u00e3o organizadas em 12 pilares, com cada pilar representando uma \u00e1rea considerada como um importante determinante da competitividade. Am\u00e9rica Latina Entre os pa\u00edses latino-americanos, o Chile (33\u00ba) se mant\u00e9m na lideran\u00e7a regional, seguido pelo M\u00e9xico (46\u00ba) e Uruguai (54\u00ba). Ambos perderam posi\u00e7\u00f5es este ano. Todos as demais na\u00e7\u00f5es latino-americanas, com exce\u00e7\u00e3o do Brasil e da Col\u00f4mbia, tiveram retrocessos competitivos no levantamento de 2019. A an\u00e1lise do ranking sugere uma tend\u00eancia para a concentra\u00e7\u00e3o da competitividade em poucos pa\u00edses. J\u00e1 o exame dos relat\u00f3rios dos \u00faltimos tr\u00eas anos aponta para um aumento da dist\u00e2ncia entre nas na\u00e7\u00f5es mais e menos competitivas do ranking. Piora de indicadores sociais Segundo o coordenador do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo da FDC, Carlos Arruda, em muitos dos pa\u00edses pesquisados houve &#8220;piora em diversos indicadores sociais importantes\u201d, como desemprego e desigualdade social. \u201cOs resultados apontam para frustra\u00e7\u00e3o nos avan\u00e7os sociais e ambientais, tendo em vista os objetivos sustent\u00e1veis do mil\u00eanio da agenda 2020\u201d, afirmou. No caso do Brasil, acrescentou, \u201ca mobilidade social demora, em m\u00e9dia, nove gera\u00e7\u00f5es para acontecer, enquanto que em na\u00e7\u00f5es como a Dinamarca e o Chile, esse n\u00famero \u00e9 de duas ou seis gera\u00e7\u00f5es, respectivamente\u201d. Entre os pa\u00edses que tiveram a competitividade mais bem avaliada, 20 s\u00e3o europeus; dois s\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte; sete s\u00e3o asi\u00e1ticos; quatro do Oriente M\u00e9dio; dois da Oceania e apenas um (Chile) \u00e9 latino-americano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23718,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-124880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124880"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":124882,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124880\/revisions\/124882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}