{"id":126981,"date":"2019-10-16T08:38:24","date_gmt":"2019-10-16T11:38:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=126981"},"modified":"2019-10-16T08:38:24","modified_gmt":"2019-10-16T11:38:24","slug":"livro-destaca-lutas-das-mulheres-rurais-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/10\/16\/livro-destaca-lutas-das-mulheres-rurais-no-mundo\/","title":{"rendered":"Livro destaca lutas das mulheres rurais no mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi lan\u00e7ado hoje (15) no Brasil e em mais 13 pa\u00edses o livro&nbsp;<em>Lutadoras<\/em>. A obra traz 37 artigos abordando a realidade das mulheres do campo em distintos pa\u00edses e as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a elas. Os textos discutem tamb\u00e9m suas reivindica\u00e7\u00f5es por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e garantia de mais direitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 uma iniciativa do Instituto Interamericano de Coopera\u00e7\u00e3o para a Agricultura (IICA), em parceria com outras organiza\u00e7\u00f5es. Entre os artigos, 41 autoras discutem os diversos aspectos das lutas das mulheres rurais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio retratado nos textos \u00e9 de desigualdade. As mulheres produzem metade dos alimentos do mundo e cerca de 80% da produ\u00e7\u00e3o na maior parte dos pa\u00edses em desenvolvimento. \u201cContudo, correspondem a 60% das pessoas com fome no globo, t\u00eam menos de 15% das terras no mundo e menos de 2% das propriedades nos pa\u00edses em desenvolvimento\u201d, disse na cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento a especialista em g\u00eanero do IICA Cristina Costa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Empoderamento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hern\u00e1n Chiriboga, representante do IICA no Brasil, disse que os projetos liderados por mulheres passaram de 10% para 31% de 2012 para 2019. \u201cMulheres est\u00e3o tomando lideran\u00e7a do agro brasileiro. S\u00e3o dados importantes que queremos trazer. Esperamos que o livro seja uma ferramenta para valorizar o papel da mulher no campo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o coordenador da Regi\u00e3o Sul do IICA, Caio Rocha, o livro ressalta a equidade e de empoderamento para trabalhadoras do campo. \u201cEmpoderamento n\u00e3o \u00e9 um ato pol\u00edtico em si. Ele depende de pol\u00edticas p\u00fablicas, para acesso a cr\u00e9dito, para a quest\u00e3o dos mercados, para economia criativa, as mais variadas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A representa do Movimento de Mulheres do Nordeste Parense, Rita Teixeira, elencou entre essas pol\u00edticas a necessidade de apoiar a inclus\u00e3o produtiva das mulheres do campo. Ela apontou o benef\u00edcio do ganho de renda em diversos aspectos, inclusive na redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. \u201cMulheres independentes financeiramente s\u00e3o menos violentadas. Mulheres s\u00e3o protagonistas pelo trabalho com a agricultura, mas vemos a invisibilidade delas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento e educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IICA ouviu 2.000 mulheres, sendo 500 no Brasil, sobre a avalia\u00e7\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o e seus anseios. Do total, 90% das mulheres ouvidas manifestaram&nbsp;orgulho de pertencer ao agroneg\u00f3cio agr\u00edcola. Mas 80% das entrevistadas colocavam a quest\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o como um fator ainda relevante que impactava sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres ouvidas demandaram mais reconhecimento do seu quadro e das jornadas duplas que fazem. Tamb\u00e9m houve reivindica\u00e7\u00e3o por educa\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o formal, bem como maior representa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00f5es produtivas e pol\u00edticas, como cooperativas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inser\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro aborda essas e outras tem\u00e1ticas em seus cap\u00edtulos. Em seu texto, a representante da Secretaria Geral da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (FLACSO), Josette Borb\u00f3n, ressaltou o papel das mulheres no desenvolvimento dos territ\u00f3rios rurais da Am\u00e9rica Latina e Caribe, assegurando estabilidade e sobreviv\u00eancia de suas fam\u00edlias. Quase metade dos alimentos consumidos, diz a acad\u00eamica, seria gerado por trabalhadoras rurais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora assinala melhorias na condi\u00e7\u00e3o das mulheres, como diversifica\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e amplia\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis educacionais, superando os homens. Al\u00e9m disso, s\u00e3o beneficiadas com programas de transfer\u00eancia de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia no Brasil. Contudo, elas ainda est\u00e3o exclu\u00eddas em diversos aspectos. Os programas sociais, por exemplo, auxiliam mas chegam apenas a 20% dos lares rurais da regi\u00e3o. Outro ponto de ainda baixa cobertura \u00e9 a previd\u00eancia para mulheres rurais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito da divis\u00e3o do trabalho, ainda ficam mais restritas geralmente aos minif\u00fandios de subsist\u00eancia, com pouca participa\u00e7\u00e3o em empregos de segmentos de maior produtividade, como na agropecu\u00e1ria (20%, contra 53% dos homens). Al\u00e9m disso, pela ocupa\u00e7\u00e3o com tarefas familiares n\u00e3o remuneradas, elas t\u00eam dificuldades de obter renda suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA mulher rural depende do apoio decisivo das pol\u00edticas p\u00fablicas para poder fazer a transi\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o intensiva e industrializada; para que possa ter seguran\u00e7a ante as ema\u00e7as potenciais a seu cultivo; e para poder se inserir, de forma equ\u00e2nime, nos mercado de produ\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou a vice-presidente da Rep\u00fablica Dominicana e embaixadora da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), Margarita Cede\u00f1o, em outro texto do livro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relatos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos relatos \u00e9 de Rita Teixeira, do Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense. No texto, ela conta sobre dores que adquiriu no corpo em raz\u00e3o do trabalho pesado e a falta de direitos na condi\u00e7\u00e3o onde se encontra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLuto n\u00e3o s\u00f3 porque nasci e cresci em um ambiente carente. Fa\u00e7o-o porque o conformismo n\u00e3o cabe em mim e porque n\u00e3o posso (nem quero) calar a minha voz interior. Sonho com a reestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade patriarcal, a qual, acredito, \u00e9 ainda mais violenta e injusta nos territ\u00f3rios onde habito\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora da Rede Nacional de Mulheres Rurais do M\u00e9xico, Nuria Leonardo, abordou em seu cap\u00edtulo a situa\u00e7\u00e3o das trabalhadoras rurais em seu pa\u00eds. L\u00e1 8,5 milh\u00f5es de mulheres do campo est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza (60% do total). Destas, 3 milh\u00f5es est\u00e3o em condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema e 5,5 milh\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de pobreza moderada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo levantamento apresentado em seu texto, 47% das mulheres ind\u00edgenas n\u00e3o possu\u00edam instru\u00e7\u00e3o educacional, contra 28% dos homens nessa mesma posi\u00e7\u00e3o. \u201cA magnitude do atraso nas regi\u00f5es ind\u00edgenas \u00e9 ultrajante, e representa, sem d\u00favida, a maior d\u00edvida do Estado mexicano\u201d, diz a ativista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi lan\u00e7ado hoje (15) no Brasil e em mais 13 pa\u00edses o livro&nbsp;Lutadoras. A obra traz 37 artigos abordando a realidade das mulheres do campo em distintos pa\u00edses e as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a elas. Os textos discutem tamb\u00e9m suas reivindica\u00e7\u00f5es por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e garantia de mais direitos. O livro \u00e9 uma iniciativa do Instituto Interamericano de Coopera\u00e7\u00e3o para a Agricultura (IICA), em parceria com outras organiza\u00e7\u00f5es. Entre os artigos, 41 autoras discutem os diversos aspectos das lutas das mulheres rurais. O cen\u00e1rio retratado nos textos \u00e9 de desigualdade. As mulheres produzem metade dos alimentos do mundo e cerca de 80% da produ\u00e7\u00e3o na maior parte dos pa\u00edses em desenvolvimento. \u201cContudo, correspondem a 60% das pessoas com fome no globo, t\u00eam menos de 15% das terras no mundo e menos de 2% das propriedades nos pa\u00edses em desenvolvimento\u201d, disse na cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento a especialista em g\u00eanero do IICA Cristina Costa. Empoderamento Hern\u00e1n Chiriboga, representante do IICA no Brasil, disse que os projetos liderados por mulheres passaram de 10% para 31% de 2012 para 2019. \u201cMulheres est\u00e3o tomando lideran\u00e7a do agro brasileiro. S\u00e3o dados importantes que queremos trazer. Esperamos que o livro seja uma ferramenta para valorizar o papel da mulher no campo\u201d, disse. Segundo o coordenador da Regi\u00e3o Sul do IICA, Caio Rocha, o livro ressalta a equidade e de empoderamento para trabalhadoras do campo. \u201cEmpoderamento n\u00e3o \u00e9 um ato pol\u00edtico em si. Ele depende de pol\u00edticas p\u00fablicas, para acesso a cr\u00e9dito, para a quest\u00e3o dos mercados, para economia criativa, as mais variadas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, disse. A representa do Movimento de Mulheres do Nordeste Parense, Rita Teixeira, elencou entre essas pol\u00edticas a necessidade de apoiar a inclus\u00e3o produtiva das mulheres do campo. Ela apontou o benef\u00edcio do ganho de renda em diversos aspectos, inclusive na redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. \u201cMulheres independentes financeiramente s\u00e3o menos violentadas. Mulheres s\u00e3o protagonistas pelo trabalho com a agricultura, mas vemos a invisibilidade delas\u201d, disse. Reconhecimento e educa\u00e7\u00e3o O IICA ouviu 2.000 mulheres, sendo 500 no Brasil, sobre a avalia\u00e7\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o e seus anseios. Do total, 90% das mulheres ouvidas manifestaram&nbsp;orgulho de pertencer ao agroneg\u00f3cio agr\u00edcola. Mas 80% das entrevistadas colocavam a quest\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o como um fator ainda relevante que impactava sal\u00e1rios. As mulheres ouvidas demandaram mais reconhecimento do seu quadro e das jornadas duplas que fazem. Tamb\u00e9m houve reivindica\u00e7\u00e3o por educa\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o formal, bem como maior representa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00f5es produtivas e pol\u00edticas, como cooperativas. Inser\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o O livro aborda essas e outras tem\u00e1ticas em seus cap\u00edtulos. Em seu texto, a representante da Secretaria Geral da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (FLACSO), Josette Borb\u00f3n, ressaltou o papel das mulheres no desenvolvimento dos territ\u00f3rios rurais da Am\u00e9rica Latina e Caribe, assegurando estabilidade e sobreviv\u00eancia de suas fam\u00edlias. Quase metade dos alimentos consumidos, diz a acad\u00eamica, seria gerado por trabalhadoras rurais. A pesquisadora assinala melhorias na condi\u00e7\u00e3o das mulheres, como diversifica\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e amplia\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis educacionais, superando os homens. Al\u00e9m disso, s\u00e3o beneficiadas com programas de transfer\u00eancia de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia no Brasil. Contudo, elas ainda est\u00e3o exclu\u00eddas em diversos aspectos. Os programas sociais, por exemplo, auxiliam mas chegam apenas a 20% dos lares rurais da regi\u00e3o. Outro ponto de ainda baixa cobertura \u00e9 a previd\u00eancia para mulheres rurais. No \u00e2mbito da divis\u00e3o do trabalho, ainda ficam mais restritas geralmente aos minif\u00fandios de subsist\u00eancia, com pouca participa\u00e7\u00e3o em empregos de segmentos de maior produtividade, como na agropecu\u00e1ria (20%, contra 53% dos homens). Al\u00e9m disso, pela ocupa\u00e7\u00e3o com tarefas familiares n\u00e3o remuneradas, elas t\u00eam dificuldades de obter renda suficiente. \u201cA mulher rural depende do apoio decisivo das pol\u00edticas p\u00fablicas para poder fazer a transi\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o intensiva e industrializada; para que possa ter seguran\u00e7a ante as ema\u00e7as potenciais a seu cultivo; e para poder se inserir, de forma equ\u00e2nime, nos mercado de produ\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou a vice-presidente da Rep\u00fablica Dominicana e embaixadora da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), Margarita Cede\u00f1o, em outro texto do livro. Relatos Um dos relatos \u00e9 de Rita Teixeira, do Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense. No texto, ela conta sobre dores que adquiriu no corpo em raz\u00e3o do trabalho pesado e a falta de direitos na condi\u00e7\u00e3o onde se encontra. \u201cLuto n\u00e3o s\u00f3 porque nasci e cresci em um ambiente carente. Fa\u00e7o-o porque o conformismo n\u00e3o cabe em mim e porque n\u00e3o posso (nem quero) calar a minha voz interior. Sonho com a reestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade patriarcal, a qual, acredito, \u00e9 ainda mais violenta e injusta nos territ\u00f3rios onde habito\u201d, escreveu. A diretora da Rede Nacional de Mulheres Rurais do M\u00e9xico, Nuria Leonardo, abordou em seu cap\u00edtulo a situa\u00e7\u00e3o das trabalhadoras rurais em seu pa\u00eds. L\u00e1 8,5 milh\u00f5es de mulheres do campo est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza (60% do total). Destas, 3 milh\u00f5es est\u00e3o em condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema e 5,5 milh\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de pobreza moderada. Segundo levantamento apresentado em seu texto, 47% das mulheres ind\u00edgenas n\u00e3o possu\u00edam instru\u00e7\u00e3o educacional, contra 28% dos homens nessa mesma posi\u00e7\u00e3o. \u201cA magnitude do atraso nas regi\u00f5es ind\u00edgenas \u00e9 ultrajante, e representa, sem d\u00favida, a maior d\u00edvida do Estado mexicano\u201d, diz a ativista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23718,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-126981","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126982,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126981\/revisions\/126982"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}