{"id":127072,"date":"2019-10-16T15:13:47","date_gmt":"2019-10-16T18:13:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=127072"},"modified":"2019-10-16T15:13:47","modified_gmt":"2019-10-16T18:13:47","slug":"pesquisa-indica-alta-de-46-do-mercado-de-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/10\/16\/pesquisa-indica-alta-de-46-do-mercado-de-trabalho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa indica alta de 4,6% do mercado de trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milh\u00f5es de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 uma recupera\u00e7\u00e3o da queda anotada h\u00e1 tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2012 e 2015, o crescimento m\u00e9dio anual foi de 1,2%. A trajet\u00f3ria foi interrompida em 2016, quando houve queda de 1,0%. Em 2017, se manteve est\u00e1vel para, em 2018, subir um pouco: 1,5%. Entre 2012 e 2018, a alta ficou em 4,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as mulheres representem mais da metade da popula\u00e7\u00e3o em idade para trabalhar (52,3%), cabem aos homens a maior parcela de trabalhadores: 56,7%. A participa\u00e7\u00e3o masculina supera a feminina em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o Sudeste anotou a maior participa\u00e7\u00e3o feminina na ocupa\u00e7\u00e3o atingindo 44,6%. Entretanto, se for observado o per\u00edodo de seis anos, em rela\u00e7\u00e3o a 2012, o Nordeste teve o maior avan\u00e7o no percentual de mulheres ocupadas, passando de 39,8% em 2012, para 42,1% em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados fazem parte da avalia\u00e7\u00e3o dos rendimentos de todos os tipos de trabalho e de outras fontes de pessoas residentes no Brasil, inclu\u00edda na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) Rendimento de Todas as Fontes 2018, divulgada, hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo IBGE.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rendimentos<\/h2>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre homens e mulheres fica clara tamb\u00e9m quando se analisam os rendimentos de cada grupo. Em 2018, o rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 2.234,00. Enquanto os homens alcan\u00e7avam R$ 2.460,00, as mulheres n\u00e3o passavam de R$ 1.938,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, isso indica que a propor\u00e7\u00e3o do rendimento das mulheres em rela\u00e7\u00e3o ao dos homens chegou a 78,8%.<br>&nbsp;<br>Para a gerente da PNAD, Maria L\u00facia Vieira, j\u00e1 \u00e9 hist\u00f3rica a quest\u00e3o de diferen\u00e7a de rendimento entre homens e mulheres. \u201cSe manteve em 2018 na compara\u00e7\u00e3o com 2017. A gente est\u00e1 pegando todos os rendimentos de mulheres e homens ocupados e est\u00e1 vendo a m\u00e9dia que ainda \u00e9 uns 20% abaixo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cor e ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa indica ainda que, em 2018, a popula\u00e7\u00e3o branca somou 45,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada. A parda era de 43,5%, mas a preta era bem menor (10,1%). Na compara\u00e7\u00e3o com 2012, a banca diminuiu 3,7 pontos percentuais, ao contr\u00e1rio da preta que cresceu 2,0 pontos percentuais, e da parda com alta de 1,3 ponto percentual.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos de R$ 2.897,00, em 2018, as pessoas brancas apresentaram rendimentos 29,7% superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional: R$ 2234,00.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas pardas com R$ 1.659,00 eram 25,7%, e as pretas com rendimento de R$ 1.636,00 representavam 26,8%. Na vis\u00e3o de Maria L\u00facia, esta \u00e9 mais uma quest\u00e3o hist\u00f3rica que se verifica com a diferen\u00e7a de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mesma coisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor. A gente percebe que a popula\u00e7\u00e3o branca tem rendimentos superiores na ordem de dois mil e poucos reais, enquanto a popula\u00e7\u00e3o preta e parda est\u00e1 na ordem de R$ 1,6 mil. Ent\u00e3o essa popula\u00e7\u00e3o preta e parda percebe, ainda, sal\u00e1rios inferiores ao da popula\u00e7\u00e3o branca\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Escolaridade<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2012, o maior crescimento no n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o deu-se no ensino superior completo. Passou de 14,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada para 20,3% em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, as pessoas com ensino m\u00e9dio completo eram 59,3%, o que representou um crescimento, uma vez que, no ano anterior, tinha-se 57,4%. Ainda no total de ocupados, 25,8% se referiam aos sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto. Em 2017 eram 27,1%. \u201c\u00c9 um reflexo da distribui\u00e7\u00e3o de escolaridade da popula\u00e7\u00e3o como um todo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra ainda que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o foi determinante para o rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos, indicando que, quanto maior o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, maior \u00e9 o rendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a PNAD Cont\u00ednua Rendimento de Todas as Fontes 2018, as pessoas que n\u00e3o possu\u00edam instru\u00e7\u00e3o recebiam R$ 856, o menor rendimento m\u00e9dio registrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tinha ensino fundamental completo ou o equivalente, houve um valor 67,8% maior, e alcan\u00e7ou R$ 1.436,00. Mas, para o ensino superior completo, o rendimento m\u00e9dio (R$ 4.997) era, aproximadamente, tr\u00eas vezes maior dos com ensino m\u00e9dio e cerca de seis vezes para os sem instru\u00e7\u00e3o. \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre rendimento do trabalho e escolaridade \u00e9 rela\u00e7\u00e3o positiva\u201d, completou a pesquisadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milh\u00f5es de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. 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