{"id":132988,"date":"2019-11-06T10:46:19","date_gmt":"2019-11-06T13:46:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=132988"},"modified":"2019-11-06T10:46:19","modified_gmt":"2019-11-06T13:46:19","slug":"acesso-a-nivel-superior-no-brasil-e-abaixo-dos-padroes-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/11\/06\/acesso-a-nivel-superior-no-brasil-e-abaixo-dos-padroes-internacionais\/","title":{"rendered":"Acesso a n\u00edvel superior no Brasil \u00e9 abaixo dos padr\u00f5es internacionais"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar de o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil ter aumentado nos \u00faltimos anos, com a frequ\u00eancia escolar na faixa de zero a 3 anos subindo de 30,4%, em 2016, para 34,2% em 2018 e na idade de 4 e 5 anos ter passado de 90,2% para 92,4%, o acesso ao ensino superior continua muito restrito, estabilizado em 32,7% dos jovens de 18 a 24 anos estudando.<br>&nbsp;<br>Os dados est\u00e3o na pesquisa S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, lan\u00e7ada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que analisa as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<br>&nbsp;<br>Segundo a pesquisadora do IBGE Betina Fresneda, que integra a coordena\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o da SIS, a entrada dos jovens no ensino superior n\u00e3o est\u00e1 compat\u00edvel com os padr\u00f5es internacionais. Ela explica que as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o estabelecem para 2024 a propor\u00e7\u00e3o de 33% dos jovens cursando a faculdade na idade correta, enquanto em 2018 a taxa foi de 23,1%.<br>&nbsp;<br>\u201cA gente tem um residual da popula\u00e7\u00e3o jovem com ensino superior relativamente baixo, a gente tem que aumentar muito ainda a entrada dos jovens no ensino superior, n\u00e3o temos um padr\u00e3o compat\u00edvel com o padr\u00e3o internacional, apesar de j\u00e1 ter garantido o acesso universal na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica\u201d, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na faixa de 6 a 10 anos e de 11 a 14 anos, o acesso est\u00e1 praticamente universalizado, com 99,6% e 99,1% das crian\u00e7as na escola. J\u00e1 no ensino m\u00e9dio, com idade de 15 a 17 anos, a frequ\u00eancia cai para 88,2%, um leve aumento na compara\u00e7\u00e3o com 2016, quando 87,2% dos jovens nessa idade estavam estudando. De acordo com Betina, h\u00e1 1,2 milh\u00e3o de jovens de 15 a 17 anos fora da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil universalizou o acesso ao ensino fundamental s\u00f3 na d\u00e9cada de 1990, v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina j\u00e1 tinham passado por esse processo de expans\u00e3o do sistema de ensino antes. Isso se reflete num atraso para voc\u00ea superar mais rapidamente essas defasagens de n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos indicadores sobre acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a pesquisa mostra que 27,6% tinham alguma restri\u00e7\u00e3o em 2018. S\u00e3o consideradas aqui crian\u00e7as e adolescentes de 6 a 14 anos que n\u00e3o frequentam escola, pessoas com mais de 15 anos analfabetas e maiores de 16 anos sem o ensino fundamental completo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Analfabetismo<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa indica que o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 melhorando, mas ainda est\u00e1 longe de patamares internacionais. Enquanto a m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) de pessoas de 25 a 64 anos que n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio \u00e9 de 21,8%, no Brasil o \u00edndice \u00e9 mais do que o dobro: 49%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ensino superior completo no grupo entre 25 e 34 anos, a m\u00e9dia da OCDE \u00e9 de 36% e no Brasil \u00e9 de 19,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice de analfabetismo no pa\u00eds est\u00e1 em 7,2%, uma queda na compara\u00e7\u00e3o com 2015, quando a taxa ficou em 8%. Naquele ano, o Brasil ocupava a quinta posi\u00e7\u00e3o com a maior propor\u00e7\u00e3o de analfabetos na Am\u00e9rica Latina, \u00e0 frente apenas de Guatemala, Honduras, El Salvador e Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds da regi\u00e3o com o menor \u00edndice de analfabetismo \u00e9 Cuba, com 0,2%, seguido de Argentina, com 0,8% e Uruguai, que tem 1,5% da popula\u00e7\u00e3o analfabeta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/AU4ZpVvQKU8Yp0OJU5SsDRNqOsU=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2019_infografico_ibge_ensino-superior.png?itok=6Kqw0owZ\" alt=\"Acesso ao Ensino Superior\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Divulga\u00e7\u00e3o\/IBGE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao sal\u00e1rio inicial pago aos docentes, o Brasil est\u00e1 atr\u00e1s de todos os pa\u00edses da OCDE, com um total anual de US$ 13.971 na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. A m\u00e9dia da OCDE \u00e9 US$ 34.534, chegando perto de US$ 80 mil em Luxemburgo e acima de US$ 60 mil na Alemanha e na Su\u00ed\u00e7a.<br>&nbsp;<br>O Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o estabelece que at\u00e9 2020 os docentes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da rede p\u00fablica devem ter seus sal\u00e1rios equiparados aos demais profissionais com forma\u00e7\u00e3o equivalente. Por\u00e9m, de acordo com o IBGE, a propor\u00e7\u00e3o era de 74,8% em 2017.<br>&nbsp;<br>A pesquisa indica que, em 2018, 95,7% dos munic\u00edpios brasileiros tinham aprovado um plano de carreira para os professores, mas 25,8% n\u00e3o tinham definido o piso salarial. E em 69,5% dos munic\u00edpios a indica\u00e7\u00e3o dos diretores de escola seguia somente indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade racial<\/h2>\n\n\n\n<p>A desigualdade racial do Brasil tamb\u00e9m se reflete no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, principalmente ao ensino superior. Entre os jovens brancos de 18 a 24 anos, 55,7% n\u00e3o frequentam escola e n\u00e3o tem a etapa conclu\u00edda, 8,2% frequentam a escola fora da etapa adequada e 36,1% est\u00e3o na etapa adequada para a idade. J\u00e1 entre os pretos e pardos, as propor\u00e7\u00f5es s\u00e3o de 68,9% fora da escola, 12,8% fora da etapa adequada e 18,3% na etapa adequada para a idade.<br>&nbsp;<br>Quando se verifica a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o por cor ou ra\u00e7a, o IBGE comprova a desigualdade racial em todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, apesar dessa diferen\u00e7a diminuir com o aumento da escolaridade.<br>&nbsp;<br>Na m\u00e9dia, a desocupa\u00e7\u00e3o entre as pessoas brancas fica em torno de 9,5% e entre as negras \u00e9 de 14,1%. Na faixa sem instru\u00e7\u00e3o ou ensino fundamental incompleto, a taxa fica em 8,4% para os brancos e 12,7% para os negros, enquanto 5,5% das pessoas brancas com ensino superior est\u00e3o sem trabalho e 7,1% das negras na mesma condi\u00e7\u00e3o de ensino.<br>&nbsp;<br>Na faixa com ensino fundamental completo ou ensino m\u00e9dio incompleto a propor\u00e7\u00e3o de desocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 13,7% entre brancos e de 18,4% entre pretos e pardos e para quem tem ensino m\u00e9dio completo ou ensino superior incompleto a taxa \u00e9 de 11,3% entre brancos e 15,4% entre negros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil ter aumentado nos \u00faltimos anos, com a frequ\u00eancia escolar na faixa de zero a 3 anos subindo de&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37373,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-132988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":132990,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132988\/revisions\/132990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}