{"id":133148,"date":"2019-11-07T08:00:12","date_gmt":"2019-11-07T11:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=133148"},"modified":"2019-11-07T08:00:12","modified_gmt":"2019-11-07T11:00:12","slug":"ibge-identifica-que-135-milhoes-de-brasileiros-ainda-vivem-com-menos-de-r-8-por-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/11\/07\/ibge-identifica-que-135-milhoes-de-brasileiros-ainda-vivem-com-menos-de-r-8-por-dia\/","title":{"rendered":"IBGE identifica que 13,5 milh\u00f5es de brasileiros ainda vivem com menos de R$ 8 por dia"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;A amplia\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o e o crescimento do rendimento no trabalho ajudaram a tirar cerca de 1 milh\u00e3o de brasileiros da pobreza em 2018. Por\u00e9m, o pa\u00eds ainda tinha 13,5 milh\u00f5es de pessoas em pobreza extrema, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero se manteve est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com 2017, de acordo com a S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE divulgada nesta quarta (6). Em 2018, 6,5% da popula\u00e7\u00e3o se encontrava nessa situa\u00e7\u00e3o, 0,1 ponto percentual a mais que no ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela linha definida pelo Banco Mundial \u2014 que \u00e9 a m\u00e9trica adotada pelo IBGE \u2014, s\u00e3o considerados em pobreza extrema aqueles que vivem com at\u00e9 US$ 1,90 por dia (o equivalente a R$ 145 por m\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Os brasileiros na pobreza extrema aumentaram 2 pontos percentuais entre 2014 e 2018, resultando, no ano passado, em 13,5 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse contingente \u00e9 superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o total de pa\u00edses como Bol\u00edvia, B\u00e9lgica, Cuba, Gr\u00e9cia e Portugal&#8221;, analisou o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, s\u00e3o considerados pobres aqueles que tem o PPC menor que US$ 5,50 (R$ 420 por m\u00eas) por dia. E esse n\u00famero caiu de 0,7% no ano passado, atingindo agora 52,5 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse grupo necessita de cuidados maiores que seriam, por exemplo, pol\u00edticas p\u00fablicas de transfer\u00eancia de renda e de dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho&#8221;, disse o gerente do estudo do IBGE, Andr\u00e9 Sim\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o valor do indicador de pobreza do Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 de R$ 89, inferior ao par\u00e2metro atual global de R$ 145. Em 2011, o valor de R$ 70 para o benef\u00edcio era compat\u00edvel com o valor global daquela ocasi\u00e3o (US$ 1,25 por dia).<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Sim\u00f5es, explicou que o valor atual est\u00e1 abaixo por falta de corre\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condi\u00e7\u00f5es de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza&#8221;, disse Andr\u00e9 Sim\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE creditou a melhora tamb\u00e9m ao crescimento do rendimento proveniente de aposentadorias e pens\u00f5es. Por\u00e9m, essa din\u00e2mica est\u00e1 restrita \u00e0 Regi\u00e3o Sudeste.<br>&#8220;Nas demais regi\u00f5es a varia\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi significativa&#8221;, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos absolutos, cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas alcan\u00e7aram ou superaram o limite de US$ 5,50 por dia, mas 700 mil delas se encontravam no Sudeste. J\u00e1 quase metade dos brasileiros (47%) abaixo da linha da pobreza no ano passado estava no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>O Maranh\u00e3o \u00e9 a unidade federativa com o maior percentual de pessoas abaixo da linha da pobreza: 53% do estado. Santa Catarina, por sua vez, demonstrou a menor desigualdade, com 8% de pobres em sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste apresentaram indicadores de pobreza acima da m\u00e9dia nacional, de 25,3% dos brasileiros. J\u00e1 as demais unidades federativas do pa\u00eds ficaram abaixo desse n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do IBGE mostra que mesmo a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o suficiente para que a pobreza seja superada. Entre os ocupados, 14,3% estavam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, 24,2% exercem a fun\u00e7\u00e3o de trabalhadores dom\u00e9sticos, enquanto 23,4% atuam como empregados sem carteira de trabalho assinada e 19,9% trabalham por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel analisar tamb\u00e9m que a pobreza n\u00e3o afeta igualmente a todos os brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas at\u00e9 os 14 anos de idade, 42,3% estavam abaixo da linha. Os idosos representavam somente 7,5% do total.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o racial, as pessoas de cor ou ra\u00e7a preta ou parda eram 32,9% dos pobres brasileiros no ano passado. Os brancos n\u00e3o tinham menos da metade, com 15,4% deles abaixo da linha da pobreza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;A amplia\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o e o crescimento do rendimento no trabalho ajudaram a tirar cerca de 1 milh\u00e3o de brasileiros da pobreza em 2018. 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