{"id":134939,"date":"2019-11-13T10:37:46","date_gmt":"2019-11-13T13:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=134939"},"modified":"2019-11-13T10:37:46","modified_gmt":"2019-11-13T13:37:46","slug":"negros-tem-27-mais-chances-de-serem-mortos-do-que-brancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/11\/13\/negros-tem-27-mais-chances-de-serem-mortos-do-que-brancos\/","title":{"rendered":"Negros t\u00eam 2,7 mais chances de serem mortos do que brancos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A popula\u00e7\u00e3o negra tem 2,7 mais chances de ser v\u00edtima de assassinato do que os brancos. \u00c9 o que revela o informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, divulgado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho, enquanto a viol\u00eancia contra pessoas brancas se mant\u00e9m est\u00e1vel, a taxa de homic\u00eddio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa s\u00e9rie de 2012 a 2017, que foi o per\u00edodo que a gente analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homic\u00eddios por 100 mil habitantes da popula\u00e7\u00e3o preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto para a popula\u00e7\u00e3o branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno de 16\u201d disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foram registradas 255 mil mortes de pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os jovens brancos de 15 a 29 anos, a taxa era de 34 mortes para cada 100 mil habitantes em 2017, \u00faltimo ano com dados de mortes dispon\u00edveis no DataSus. Entre os pretos e pardos, eram 98,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Fazendo o recorte apenas dos homens negros nessa faixa et\u00e1ria, a taxa de homic\u00eddio sobe para 185. Para as mulheres jovens, a taxa \u00e9 de 5,2 entre as brancas e 10,1 para as pretas e pardas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudantes<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o levantamento, a viol\u00eancia vivenciada na escola tamb\u00e9m atinge mais a popula\u00e7\u00e3o preta e parda do que a branca. O IBGE analisou dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono ano e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de ir \u00e0 aula em algum dia por falta de seguran\u00e7a no trajeto entre a casa e a escola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam em escolas localizadas em \u00e1reas de risco, enquanto entre os brancos a propor\u00e7\u00e3o cai para 45,7%. A diferen\u00e7a cresce na compara\u00e7\u00e3o apenas entre escolas privadas, com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os estudantes pretos e pardos, 15,1% disseram ter sido agredidos fisicamente por um adulto da fam\u00edlia. Entre os brancos, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 13,1%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o IBGE, jovens expostos \u00e0 viol\u00eancia t\u00eam mais propens\u00e3o a sofrer de doen\u00e7as como depress\u00e3o, v\u00edcio de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e problemas de aprendizagem, al\u00e9m de suic\u00eddio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o negra tem 2,7 mais chances de ser v\u00edtima de assassinato do que os brancos. \u00c9 o que revela o informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, divulgado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). &nbsp;Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho, enquanto a viol\u00eancia contra pessoas brancas se mant\u00e9m est\u00e1vel, a taxa de homic\u00eddio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas et\u00e1rias. \u201cNa s\u00e9rie de 2012 a 2017, que foi o per\u00edodo que a gente analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homic\u00eddios por 100 mil habitantes da popula\u00e7\u00e3o preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto para a popula\u00e7\u00e3o branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno de 16\u201d disse ela. De acordo com dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foram registradas 255 mil mortes de pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados. Entre os jovens brancos de 15 a 29 anos, a taxa era de 34 mortes para cada 100 mil habitantes em 2017, \u00faltimo ano com dados de mortes dispon\u00edveis no DataSus. Entre os pretos e pardos, eram 98,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Fazendo o recorte apenas dos homens negros nessa faixa et\u00e1ria, a taxa de homic\u00eddio sobe para 185. Para as mulheres jovens, a taxa \u00e9 de 5,2 entre as brancas e 10,1 para as pretas e pardas. Estudantes Segundo o levantamento, a viol\u00eancia vivenciada na escola tamb\u00e9m atinge mais a popula\u00e7\u00e3o preta e parda do que a branca. O IBGE analisou dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono ano e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de ir \u00e0 aula em algum dia por falta de seguran\u00e7a no trajeto entre a casa e a escola. Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam em escolas localizadas em \u00e1reas de risco, enquanto entre os brancos a propor\u00e7\u00e3o cai para 45,7%. A diferen\u00e7a cresce na compara\u00e7\u00e3o apenas entre escolas privadas, com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos. Entre os estudantes pretos e pardos, 15,1% disseram ter sido agredidos fisicamente por um adulto da fam\u00edlia. Entre os brancos, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 13,1%. 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