{"id":139882,"date":"2019-12-07T10:17:29","date_gmt":"2019-12-07T13:17:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=139882"},"modified":"2019-12-07T10:17:29","modified_gmt":"2019-12-07T13:17:29","slug":"carros-da-f-1-em-2021-estao-sendo-criados-em-supercomputador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/07\/carros-da-f-1-em-2021-estao-sendo-criados-em-supercomputador\/","title":{"rendered":"Carros da F-1 em 2021 est\u00e3o sendo criados em supercomputador"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a tecnologia dispon\u00edvel h\u00e1 uma d\u00e9cada seria imposs\u00edvel chegar ao design da nova vers\u00e3o do carro da F-1, que estar\u00e1 nas pistas a partir de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do engenheiro Rob Smedley, um dos respons\u00e1veis pelo projeto. Ele foi companheiro de Felipe Massa por anos -trabalhou com o brasileiro na Ferrari e o acompanhou na ida para a Williams. Hoje, \u00e9 consultor da Liberty Media, dona da F-1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia da organiza\u00e7\u00e3o foi fazer um carro que permitisse mais tempo com os pilotos pr\u00f3ximos uns aos outros, n\u00e3o necessariamente em embates, mas com menos tempo entre a passagem de um e de outro em frente aos olhos do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe precisava de um modelo capaz de maximizar a downforce (for\u00e7a aerodin\u00e2mica que empurra o carro para baixo e pode ajudar a ir mais r\u00e1pido) e de minimizar o arrasto (for\u00e7a que oferece resist\u00eancia, para tr\u00e1s).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO problema \u00e9 que, quando um carro est\u00e1 a um segundo de dist\u00e2ncia do outro, ele perde 30% de downforce. Quando est\u00e1 meio segundo atr\u00e1s, a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria para ultrapassar, perde 40%\u201d, explica Smedley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na nova vers\u00e3o, a downforce cai 5% a um segundo de dist\u00e2ncia e 7% a meio. \u201cA tecnologia nos permitiu ter um grau maior de precis\u00e3o\u201d, afirma o engenheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para isso, a F-1 usou um sistema chamado HPC, sigla em ingl\u00eas para computa\u00e7\u00e3o de alta performance \u2013um supercomputador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As equipes j\u00e1 usam HPCs para desenvolver seus carros h\u00e1 anos, mas vers\u00f5es menos potentes. O time que desenvolveu o ve\u00edculo da regula\u00e7\u00e3o de 2021 se aproveitou de computa\u00e7\u00e3o de nuvem para chegar a uma m\u00e1quina melhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na computa\u00e7\u00e3o de nuvem, em vez de ter acesso f\u00edsico ao computador, s\u00e3o usados equipamentos espec\u00edficos (normalmente mais avan\u00e7ados) de empresas especializadas, pagando pelo uso. Ou seja, aluga-se o tempo de trabalho naquele computador, pela internet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa modalidade de computa\u00e7\u00e3o existe desde os anos 1990, mas passou a se popularizar depois de 2006. Desde ent\u00e3o, as melhores nas capacidades de processamento de informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o constantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/formula-567x378.jpg\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-501503\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Peter DeSantis, vice-presidente de infraestrutura da AWS, uma das principais empresas do mundo nesse setor, o salto em desempenho foi de 20 vezes entre 2013 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDado o custo, as pessoas tendem a manter um supercomputador por bastante tempo, mas ele tende a ficar lento com o passar dos anos porque fica velho\u201d, explica DeSantis. Da\u00ed a diferen\u00e7a na pot\u00eancia ao se usar um sistema especializado, onde o equipamento f\u00edsico \u00e9 atualizado com maior frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O HPC foi usado para fazer c\u00e1lculos de fluidodin\u00e2mica computacional. O nome estranho se refere a um ramo da f\u00edsica que, com ajuda da inform\u00e1tica, tenta simular como um flu\u00eddo (tipo o ar) vai se comportar em dadas circunst\u00e2ncias \u2013contra o correr do carro, nesse caso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em mi\u00fados, o computador faz uma s\u00e9rie de c\u00e1lculos extremamente complexos para tentar prever como o projeto de carro vai funcionar em termos de aerodin\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para atingir a melhora, o que o modelo novo faz \u00e9 empurrar o ar que corta para cima do carro que vem na sequ\u00eancia em vez de faz\u00ea-lo diretamente para tr\u00e1s, contra o piloto que vem na sequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das mudan\u00e7as no desenho do carro em si, particularmente nas asas, foram feitas altera\u00e7\u00f5es nas rodas para simplificar a aerodin\u00e2mica, diz a F-1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fluidodin\u00e2mica computacional j\u00e1 era usadas pelas equipes em seus supercomputadoers para desenvolver os carros h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a \u00e9 que, nas simula\u00e7\u00f5es, cada time analisa a aerodin\u00e2mica dos seus pr\u00f3prios ve\u00edculos. A F-1 precisou verificar o impacto da m\u00e1quina de um piloto na do que vem atr\u00e1s. Avaliar dois carros ao mesmo tempo torna o c\u00e1lculo ainda mais complicado, explica Smedley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos supercomputadores usados anteriormente, seriam necess\u00e1rios quatro dias de processamento a cada simula\u00e7\u00e3o. Jogando o trabalho pesado para a nuvem, s\u00e3o menos de oito horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A melhora \u00e9 particularmente sens\u00edvel dado que, no processo de desenvolvimento, s\u00e3o necess\u00e1rias v\u00e1rias indas e vindas para ajustes at\u00e9 chegar ao modelo final. O novo carro da F-1 levou dois anos para ficar pronto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, Smedley diz esperar que as equipes tentem encontrar formas de dobrar essas regras na produ\u00e7\u00e3o de seus carros, o que, no fim, deve fazer com que a queda na downforce retroceda. \u201cPermitimos alguma liberdade\u201d, diz Smedley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es no modelo do carro, a FIA passar\u00e1, pela primeira vez, a limitar o valor gasto pelas equipes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 2021, os times poder\u00e3o gastar US$ 175 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 735 mi) por temporada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*O jornalista viajou a convite da AWS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a tecnologia dispon\u00edvel h\u00e1 uma d\u00e9cada seria imposs\u00edvel chegar ao design da nova vers\u00e3o do carro da F-1, que estar\u00e1 nas pistas a partir de 2021. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do engenheiro Rob Smedley, um dos respons\u00e1veis pelo projeto. Ele foi companheiro de Felipe Massa por anos -trabalhou com o brasileiro na Ferrari e o acompanhou na ida para a Williams. Hoje, \u00e9 consultor da Liberty Media, dona da F-1. A ideia da organiza\u00e7\u00e3o foi fazer um carro que permitisse mais tempo com os pilotos pr\u00f3ximos uns aos outros, n\u00e3o necessariamente em embates, mas com menos tempo entre a passagem de um e de outro em frente aos olhos do p\u00fablico. A equipe precisava de um modelo capaz de maximizar a downforce (for\u00e7a aerodin\u00e2mica que empurra o carro para baixo e pode ajudar a ir mais r\u00e1pido) e de minimizar o arrasto (for\u00e7a que oferece resist\u00eancia, para tr\u00e1s). \u201cO problema \u00e9 que, quando um carro est\u00e1 a um segundo de dist\u00e2ncia do outro, ele perde 30% de downforce. Quando est\u00e1 meio segundo atr\u00e1s, a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria para ultrapassar, perde 40%\u201d, explica Smedley. Na nova vers\u00e3o, a downforce cai 5% a um segundo de dist\u00e2ncia e 7% a meio. \u201cA tecnologia nos permitiu ter um grau maior de precis\u00e3o\u201d, afirma o engenheiro. Para isso, a F-1 usou um sistema chamado HPC, sigla em ingl\u00eas para computa\u00e7\u00e3o de alta performance \u2013um supercomputador. As equipes j\u00e1 usam HPCs para desenvolver seus carros h\u00e1 anos, mas vers\u00f5es menos potentes. O time que desenvolveu o ve\u00edculo da regula\u00e7\u00e3o de 2021 se aproveitou de computa\u00e7\u00e3o de nuvem para chegar a uma m\u00e1quina melhor. Na computa\u00e7\u00e3o de nuvem, em vez de ter acesso f\u00edsico ao computador, s\u00e3o usados equipamentos espec\u00edficos (normalmente mais avan\u00e7ados) de empresas especializadas, pagando pelo uso. Ou seja, aluga-se o tempo de trabalho naquele computador, pela internet. Essa modalidade de computa\u00e7\u00e3o existe desde os anos 1990, mas passou a se popularizar depois de 2006. Desde ent\u00e3o, as melhores nas capacidades de processamento de informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o constantes. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Segundo Peter DeSantis, vice-presidente de infraestrutura da AWS, uma das principais empresas do mundo nesse setor, o salto em desempenho foi de 20 vezes entre 2013 e 2019. \u201cDado o custo, as pessoas tendem a manter um supercomputador por bastante tempo, mas ele tende a ficar lento com o passar dos anos porque fica velho\u201d, explica DeSantis. Da\u00ed a diferen\u00e7a na pot\u00eancia ao se usar um sistema especializado, onde o equipamento f\u00edsico \u00e9 atualizado com maior frequ\u00eancia. O HPC foi usado para fazer c\u00e1lculos de fluidodin\u00e2mica computacional. O nome estranho se refere a um ramo da f\u00edsica que, com ajuda da inform\u00e1tica, tenta simular como um flu\u00eddo (tipo o ar) vai se comportar em dadas circunst\u00e2ncias \u2013contra o correr do carro, nesse caso. Em mi\u00fados, o computador faz uma s\u00e9rie de c\u00e1lculos extremamente complexos para tentar prever como o projeto de carro vai funcionar em termos de aerodin\u00e2mica. Para atingir a melhora, o que o modelo novo faz \u00e9 empurrar o ar que corta para cima do carro que vem na sequ\u00eancia em vez de faz\u00ea-lo diretamente para tr\u00e1s, contra o piloto que vem na sequ\u00eancia. Al\u00e9m das mudan\u00e7as no desenho do carro em si, particularmente nas asas, foram feitas altera\u00e7\u00f5es nas rodas para simplificar a aerodin\u00e2mica, diz a F-1. A fluidodin\u00e2mica computacional j\u00e1 era usadas pelas equipes em seus supercomputadoers para desenvolver os carros h\u00e1 anos. A diferen\u00e7a \u00e9 que, nas simula\u00e7\u00f5es, cada time analisa a aerodin\u00e2mica dos seus pr\u00f3prios ve\u00edculos. A F-1 precisou verificar o impacto da m\u00e1quina de um piloto na do que vem atr\u00e1s. Avaliar dois carros ao mesmo tempo torna o c\u00e1lculo ainda mais complicado, explica Smedley. Nos supercomputadores usados anteriormente, seriam necess\u00e1rios quatro dias de processamento a cada simula\u00e7\u00e3o. Jogando o trabalho pesado para a nuvem, s\u00e3o menos de oito horas. A melhora \u00e9 particularmente sens\u00edvel dado que, no processo de desenvolvimento, s\u00e3o necess\u00e1rias v\u00e1rias indas e vindas para ajustes at\u00e9 chegar ao modelo final. O novo carro da F-1 levou dois anos para ficar pronto. Agora, Smedley diz esperar que as equipes tentem encontrar formas de dobrar essas regras na produ\u00e7\u00e3o de seus carros, o que, no fim, deve fazer com que a queda na downforce retroceda. \u201cPermitimos alguma liberdade\u201d, diz Smedley. Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es no modelo do carro, a FIA passar\u00e1, pela primeira vez, a limitar o valor gasto pelas equipes. A partir de 2021, os times poder\u00e3o gastar US$ 175 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 735 mi) por temporada. *O jornalista viajou a convite da AWS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":139883,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-139882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139882"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139884,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139882\/revisions\/139884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}