{"id":140010,"date":"2019-12-08T15:31:35","date_gmt":"2019-12-08T18:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=140010"},"modified":"2019-12-08T15:31:35","modified_gmt":"2019-12-08T18:31:35","slug":"cidades-brasileiras-precisam-atingir-meta-para-reducao-de-mortes-no-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/08\/cidades-brasileiras-precisam-atingir-meta-para-reducao-de-mortes-no-transito\/","title":{"rendered":"Cidades brasileiras precisam atingir meta para redu\u00e7\u00e3o de mortes no tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"\n<p>O ano de 2020 \u00e9 o \u00faltimo para que as cidades brasileiras (e o pa\u00eds) reduzam em 50% o n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito. A meta foi pactuada junto \u00e0 ONU e leva em conta o per\u00edodo de 2011 a 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento in\u00e9dito da Folha mostra que em 2018 seis capitais (Rio Branco, Salvador, Belo Horizonte, Aracaju, Curitiba e Porto Alegre) se adiantaram e atingiram o objetivo.<br>O Distrito Federal e outras cinco capitais (Recife, Fortaleza, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m e Campo Grande) tamb\u00e9m tiveram boa redu\u00e7\u00e3o e, mantido o ritmo, alcan\u00e7ar\u00e3o a meta em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, cidades como Palmas e Florian\u00f3polis viram seu tr\u00e2nsito matar mais.<\/p>\n\n\n\n<p>As cidades com melhores indicadores t\u00eam em comum a a\u00e7\u00e3o integrada entre prefeituras, estado e governo federal, al\u00e9m da elabora\u00e7\u00e3o constante de relat\u00f3rios estat\u00edsticos que norteiam pol\u00edticas p\u00fablicas que salvam vidas no asfalto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do SUS, cerca de 36 mil pessoas morrem por ano no tr\u00e2nsito no pa\u00eds. A viol\u00eancia vi\u00e1ria consome recursos da sa\u00fade p\u00fablica e da previd\u00eancia, al\u00e9m de afetar a capacidade produtiva do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 sem d\u00favida um dos maiores problemas de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds\u201d, diz Antonio Meira, presidente eleito da Abramet (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Tr\u00e1fego). \u201cNa Bahia, 52% das interna\u00e7\u00f5es hospitalares s\u00e3o com v\u00edtimas de tr\u00e2nsito. S\u00e3o leitos, recursos e energia que poderiam ser aplicados em outros pacientes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento da Folha, a capital do Acre, Rio Branco, conseguiu diminuir em 64% a letalidade do seu tr\u00e2nsito, chegando ao topo do ranking nesse quesito. Se em 2011 a cidade registrou 18 mortes no tr\u00e2nsito para cada 100 mil habitantes, em 2018 o \u00edndice passou para 6,5. O novo patamar colocou Rio Branco como a quarta capital no pa\u00eds em tr\u00e2nsito seguro.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Fernando Duarte, presidente do Detran do estado, cita o aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o da Lei Seca com o uso de baf\u00f4metros com uma das principais ferramentas de mudan\u00e7a. Os testes com baf\u00f4metro foram de 6.423, em 2011, para quase 42 mil em 2013. Mas em 2019 a perspectiva n\u00e3o \u00e9 boa: no primeiro semestre, o batalh\u00e3o efetuou 314 testes.<\/p>\n\n\n\n<p>Creso Machado Lopes, professor Centro de Ci\u00eancia da Sa\u00fade da Ufac (Universidade Federal do Acre), diz que, para ter efeito, o rigor na fiscaliza\u00e7\u00e3o tem que ser perene. \u201cFazer campanhas educativas e pesquisas \u00e9 importante, mas, sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhora. \u00c9 preciso mexer no bolso de quem transgride a lei\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A capital com a segunda maior redu\u00e7\u00e3o foi Salvador, cujo tr\u00e2nsito em 2018 foi 55% menos letal do que em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2016, Salvador tem a menor taxa de mortes por 100 mil habitantes no tr\u00e2nsito, e a redu\u00e7\u00e3o foi conseguida mesmo com aumento da frota de 31% no per\u00edodo. Em 2018, sua taxa foi de 3,99 \u2013n\u00famero que, segundo a OMS, equivale ao da Dinamarca.<\/p>\n\n\n\n<p>Na lanterna entre as capitais brasileiras est\u00e1 Palmas, com taxa de 18,8 mortes a cada 100 mil habitantes, desempenho semelhante ao do L\u00edbano.<\/p>\n\n\n\n<p>A Transalvador, autarquia vinculada \u00e0 prefeitura soteropolitana, lista as medidas que teriam ajudado a diminuir a letalidade no tr\u00e2nsito. Entre elas, a redu\u00e7\u00e3o de velocidades m\u00e1ximas em grandes avenidas, que em trechos foi de 70 km\/h para 40 km\/h.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dpvat-transito-567x376.jpg\" alt=\"Foto: Ag\u00eancia Brasil\/ Arquivo\" class=\"wp-image-398358 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 567px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 567\/376;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Ag\u00eancia Brasil\/ Arquivo<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia da prefeitura foi adequar a velocidade \u00e0 presen\u00e7a de pedestres nos cal\u00e7ad\u00f5es e pra\u00e7as. Assim, caiu o n\u00famero de atropelamentos e a gravidade desses eventos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns bairros, foram criadas \u00e1reas calmas, per\u00edmetros onde nenhuma via tem velocidade acima de 30 km\/h ou 40 km\/h. Um novo projeto inclui ciclovias, redesenho de esquinas e avan\u00e7o de cal\u00e7adas. A cidade tamb\u00e9m aumentou em 71% os radares.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a maior fiscaliza\u00e7\u00e3o, as infra\u00e7\u00f5es quase triplicaram de 2012 a 2016. Desde o pico em 2016, por\u00e9m, a viola\u00e7\u00e3o do limite de velocidade caiu 35%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Transalvador, \u00e9 sinal de que mudou o comportamento dos motoristas.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso de radares est\u00e1 em xeque ap\u00f3s o presidente Jair Bolsonaro ordenar a retirada dos equipamentos de rodovias federais, o que contraria pesquisas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Antonio Meira, da Abramet, outro trunfo de Salvador \u00e9 o comit\u00ea que integra entidades municipais, estaduais e federais, incluindo pol\u00edcias, secretarias de tr\u00e2nsito e sa\u00fade: \u201cAs reuni\u00f5es, duas vezes ao m\u00eas, identificam pontos cr\u00edticos \u00e0 seguran\u00e7a e quais as medidas que podemos tomar para frear as mortes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e o estabelecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas conjuntas tamb\u00e9m fazem parte da receita das outras capitais que conseguiram atingir a meta: Belo Horizonte, Aracaju, Curitiba e Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim do ranking, Palmas, com o tr\u00e2nsito mais inseguro entre as capitais, tamb\u00e9m viu subir a taxa de mortalidade: 27% desde 2011. A prefeitura atribui a alta ao aumento da frota e da popula\u00e7\u00e3o, de 55%, o segundo entre as capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A gest\u00e3o municipal diz ainda que a cidade, por ser plana, com avenidas largas e planejadas, impulsiona o desrespeito aos limites de velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Florian\u00f3polis tamb\u00e9m teve uma d\u00e9cada err\u00e1tica no tr\u00e2nsito. Pelos dados estaduais, a cidade registrou, em 2018, 6% mais mortes do que em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu secret\u00e1rio de mobilidade, Michel Mittmann, admite a piora, mas diz que novas medidas de seguran\u00e7a est\u00e3o sendo implementadas e devem ter efeito ben\u00e9fico no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mittmann, o objetivo agora \u00e9 conferir mais espa\u00e7o a pedestres e ciclistas, protegendo os mais vulner\u00e1veis no tr\u00e2nsito. Ele promete integrar esfor\u00e7os com os governos estadual e federal, j\u00e1 que muitas das mortes em Florian\u00f3polis ocorrem nas estradas que d\u00e3o acesso ou cruzam a capital.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento da Folha identificou ainda prefeituras de capitais que nem sequer fazem acompanham sistem\u00e1tico do tema. \u00c9 o caso de Vit\u00f3ria, S\u00e3o Lu\u00eds e o Rio de Janeiro \u2013para elas, o levantamento usou dados estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao n\u00e3o tabularem indicadores de seguran\u00e7a, essas prefeituras deixam de seguir as diretrizes do projeto Vida no Tr\u00e2nsito, conduzido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade desde 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema \u00e9 que nem todas as cidades tinham uma s\u00e9rie hist\u00f3rica desde 2011. No caso de Macap\u00e1, a prefeitura s\u00f3 a iniciou em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Cuiab\u00e1 os dados consolidados come\u00e7am em 2014, e desde ent\u00e3o a letalidade subiu 35%. A prefeitura local tamb\u00e9m aponta a frota maior como uma das causas do salto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para frear o desrespeito aos limites de velocidade, a prefeitura de Cuiab\u00e1 disse ter instalado 109 radares em locais cr\u00edticos em 2017. Em alguns dos pontos, as mortes acabaram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO papel das prefeituras \u00e9 ordenar a cidade. Alguns lugares ainda n\u00e3o entendem o espa\u00e7o urbano como um dos fatores que influenciam a ocorr\u00eancia de mortes\u201d, diz Rafael Godoy, coordenador de dados da Iniciativa Bloomberg para Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o em Salvador ou Belo Horizonte n\u00e3o precisa ser exce\u00e7\u00e3o. \u00c9 fruto de trabalho que pode ser replicado.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2020 \u00e9 o \u00faltimo para que as cidades brasileiras (e o pa\u00eds) reduzam em 50% o n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito. 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