{"id":140121,"date":"2019-12-09T12:00:09","date_gmt":"2019-12-09T15:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=140121"},"modified":"2019-12-09T12:00:09","modified_gmt":"2019-12-09T15:00:09","slug":"brasil-cai-uma-posicao-no-indice-de-desenvolvimento-humano-idh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/09\/brasil-cai-uma-posicao-no-indice-de-desenvolvimento-humano-idh\/","title":{"rendered":"Brasil cai uma posi\u00e7\u00e3o no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano \u2013 IDH"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil caiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking global do IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) em 2018. Agora, o pa\u00eds ocupa o 79\u00ba lugar em um grupo de 189 pa\u00edses e territ\u00f3rios -no ano anterior, avalia\u00e7\u00e3o corrigida o colocou em 78\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o Brasil ficou empatado com a Col\u00f4mbia e atr\u00e1s de pa\u00edses como Chile, Argentina, Uruguai e Sri Lanka, por exemplo. O ranking \u00e9 liderado pela Noruega.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice \u00e9 divulgado pelo Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento) com base em dados de expectativa de vida ao nascer, escolaridade e renda per capita. Quanto mais pr\u00f3ximo de 1, melhor o desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o \u00edndice do Brasil foi 0,761, um crescimento de 0,001 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (ou 0,13%). Embora aponte avan\u00e7o, o valor foi insuficiente para evitar que o pa\u00eds perdesse uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, al\u00e9m da Col\u00f4mbia, o Brasil dividia a 78\u00aa posi\u00e7\u00e3o com Granada, que teve melhora superior do IDH no per\u00edodo -da\u00ed a perda de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que acontece no Brasil \u00e9 que, nos \u00faltimos anos, tem havido uma estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. E isso se reflete em um crescimento menos acentuado\u201d, diz o diretor do escrit\u00f3rio do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano do Pnud, Pedro Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele nega, por\u00e9m, que o cen\u00e1rio possa ser classificado como estagna\u00e7\u00e3o. Para Concei\u00e7\u00e3o, o ideal \u00e9 que os indicadores sejam avaliados a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor avalia que o Brasil vem apresentando um \u201ccrescimento sustentado\u201d do IDH nos \u00faltimos 30 anos, quando conseguiu passar \u00e0 categoria de alto IDH, a terceira entre quatro poss\u00edveis. \u201cSe olharmos para tend\u00eancias, elas ainda v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o certa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos quatro anos, por\u00e9m, os dados apontam um ritmo mais lento para esse avan\u00e7o. De 2017 para 2018, o aumento foi de 0,13%, ante 0,4% de 2016 para 2017 e 0,3% de 2015 para 2016 -j\u00e1 a m\u00e9dia anual de crescimento desde 1990 \u00e9 de 0,78%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando observados os componentes, o Brasil teve no \u00faltimo ano um leve crescimento na taxa de esperan\u00e7a de vida ao nascer e estabilidade em \u00edndices de escolaridade, enquanto a renda ainda n\u00e3o recuperou a queda ocorrida ap\u00f3s 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem havido uma desacelera\u00e7\u00e3o na taxa de crescimento, mas essa n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o exclusiva do Brasil. Desde 2010, se olharmos para as m\u00e9dias globais, o crescimento do desenvolvimento humano tem sido mais lento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso em parte pode ser explicado pela desacelera\u00e7\u00e3o das economias em todo o mundo, mas tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado a uma diferencia\u00e7\u00e3o das capacidades b\u00e1sicas do \u00edndice e de nova gera\u00e7\u00e3o de desigualdades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A alta desigualdade existente no pa\u00eds \u00e9 outro ponto que chama aten\u00e7\u00e3o no relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quesito, o relat\u00f3rio traz um indicador que \u201cdesconta\u201d um valor de cada dimens\u00e3o que comp\u00f5e o IDH de acordo com seu n\u00edvel de desigualdade (seja na esperan\u00e7a de vida ao nascer, seja na escolaridade, seja na renda). Essa m\u00e9trica \u00e9 chamada de IDHAD (IDH ajustado \u00e0 desigualdade) e \u00e9 calculada para 150 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>De 0,761, o IDH passa a 0,574 quando ajustado \u00e0 desigualdade -uma perda de 24,5%. Entre os pa\u00edses, o Brasil \u00e9 o que mais perde posi\u00e7\u00f5es no ranking de IDH por este motivo, seguido pelo Camar\u00f5es. Essa perda \u00e9 de 23 posi\u00e7\u00f5es. A lista final ainda n\u00e3o foi divulgada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quando comparado em n\u00fameros absolutos, e n\u00e3o pelo ranking, o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina com maior queda no IDH em raz\u00e3o do ajuste por desigualdade, atr\u00e1s apenas do Paraguai. Em rela\u00e7\u00e3o aos Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), \u00e9 o terceiro que mais perde, depois de \u00c1frica do Sul e \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os indicadores observados est\u00e3o a desigualdade na esperan\u00e7a de vida ao nascer, al\u00e9m de educa\u00e7\u00e3o e renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chefe da Unidade de Desenvolvimento do Pnud no Brasil, Betina Barbosa, a situa\u00e7\u00e3o preocupa. \u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 melhorando nem piorando, e isso \u00e9 muito ruim, porque a posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 ruim no quesito desigualdade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na renda, as diferen\u00e7as ficam ainda mais vis\u00edveis \u2013sobretudo quando observados os n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o entre os mais ricos e os mais pobres. Atualmente, o Brasil tem ainda a segunda maior concentra\u00e7\u00e3o de renda no 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o: 28,3%. Fica pouco atr\u00e1s apenas do Qatar (29%).<\/p>\n\n\n\n<p>Se observada a parcela dos 10% mais ricos, a concentra\u00e7\u00e3o chega a 41,9% da renda total do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pnud tamb\u00e9m avalia as diferen\u00e7as no IDH para homens e para mulheres. Em 2018, para eles, esse \u00edndice de desenvolvimento foi de 0,761. J\u00e1 para elas, de 0,757. Isso ocorre porque, apesar de as mulheres terem indicadores melhores de educa\u00e7\u00e3o e longevidade em rela\u00e7\u00e3o aos homens, a renda delas no Brasil \u00e9 41,5% menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para verificar mais a fundo essa disparidade, o relat\u00f3rio tamb\u00e9m calcula o GII (\u00edndice de desigualdade de g\u00eanero, na sigla em ingl\u00eas) com base em indicadores de sa\u00fade reprodutiva, empoderamento feminino e atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entram nessas categorias dados de mortalidade materna, gravidez na adolesc\u00eancia, percentual de assentos ocupados por mulheres no Parlamento e participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho. Neste caso, quanto mais perto o GII estiver de zero, melhor \u00e9 o indicador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o GII foi de 0,386, o que coloca o Brasil na 89\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 162 pa\u00edses em termos de desigualdade de g\u00eanero \u2013assim como no IDH, a lista deixa os melhores indicadores no topo e os piores ao final.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem \u00edndice de desigualdade mais alto do que a m\u00e9dia da Am\u00e9rica Latina (0,383)<br>e de outros pa\u00edses com IDH alto (0,331). Tamb\u00e9m fica atr\u00e1s da China, R\u00fassia, Uruguai, Chile e Argentina, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio chama a aten\u00e7\u00e3o para o indicador que mostra que o pa\u00eds com menor IDH do mundo, o N\u00edger, tem mais mulheres no Parlamento do que o Brasil. L\u00e1, esse percentual \u00e9 de 17%. Aqui, de apenas 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os problemas atuais j\u00e1 apontam desafios, o Pnud tamb\u00e9m faz um alerta aos pa\u00edses para o que define como risco de emerg\u00eancia de novas desigualdades, ligadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o basta n\u00e3o estar em pobreza. Precisamos ver desigualdades que emergem em outras \u00e1reas\u201d, diz Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil caiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking global do IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) em 2018. Agora, o pa\u00eds ocupa o 79\u00ba lugar em um&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":140122,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-140121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140121"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140123,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140121\/revisions\/140123"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}