{"id":141651,"date":"2019-12-19T07:40:12","date_gmt":"2019-12-19T10:40:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=141651"},"modified":"2019-12-19T07:40:12","modified_gmt":"2019-12-19T10:40:12","slug":"stf-decide-que-nao-pagar-icms-e-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/19\/stf-decide-que-nao-pagar-icms-e-crime\/","title":{"rendered":"STF decide que n\u00e3o pagar ICMS \u00e9 crime"},"content":{"rendered":"\n<p>Por 7 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, hoje (18), considerar crime o n\u00e3o pagamento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), devidamente declarado. O imposto \u00e9 a principal fonte de receita dos estados, cobrado pela movimenta\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os, devendo ser recolhido e repassado ao governo por uma empresa na venda de algum produto ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a decis\u00e3o, os respons\u00e1veis por empresas que n\u00e3o repassarem ao estado o valor recolhido de ICMS cobrado no pre\u00e7o de mercadorias poder\u00e3o ser processados pelo crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria,&nbsp;com base no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L8137.htm#art2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">artigo&nbsp;2\u00ba<\/a>, inciso II, da Lei 8.137\/90. Antes da decis\u00e3o, a falta de pagamento n\u00e3o era reconhecida como crime tribut\u00e1rio, mas como simples inadimplemento do valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo definiu como crime tribut\u00e1rio &#8220;deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribui\u00e7\u00e3o social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obriga\u00e7\u00e3o e que deveria recolher aos cofres p\u00fablicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/SKE3F4nCRr5aL0s9GqbYeHBv8FY=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/fcpzzb_271119pzzb52713645.jpg?itok=deJucBZL\" alt=\"Os ministros Luiz Fux, Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, durante sess\u00e3o do STF que  retoma julgamento sobre o compartilhamento de dados banc\u00e1rios e fiscais.\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Maioria dos ministros do STF acompanhou o voto do ministro Luis Roberto Barroso &#8211; Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o dever\u00e1 atingir os contribuintes que, de forma contumaz e com dolo de apropria\u00e7\u00e3o, deixaram de repassar o ICMS aos governos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A pena prevista para o crime \u00e9 de seis meses a dois anos de deten\u00e7\u00e3o, no entanto, s\u00e3o suspensas mediante o pagamento da d\u00edvida ou pela ades\u00e3o a programas de refinanciamento de d\u00edvidas (Refis).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Votos<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros seguiu voto do relator ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, na sess\u00e3o de 11 de dezembro, primeiro dia do julgamento. No entendimento do ministro, o ICMS n\u00e3o faz parte do patrim\u00f4nio da empresa, que \u00e9 mera deposit\u00e1ria do valor, devendo repass\u00e1-lo \u00e0 Receita estadual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia e o presidente da Corte, Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aur\u00e9lio se manifestaram contra a criminaliza\u00e7\u00e3o, por entenderem que a conduta n\u00e3o foi tipificada na lei de crimes tribut\u00e1rios,&nbsp;sendo apenas uma d\u00edvida fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda<\/h2>\n\n\n\n<p>A Corte julgou um recurso de um empres\u00e1rio de Santa Catarina que declarou o recolhimento de R$ 30 mil de ICMS, mas n\u00e3o pagou o valor. O contribuinte foi acusado do crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria, mas foi absolvido na primeira inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a. Na senten\u00e7a, o magistrado entendeu que n\u00e3o pagar ICMS \u00e9 mero inadimplemento do imposto. Dessa forma, o empres\u00e1rio n\u00e3o pode ser processado criminalmente pelo fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias-antigas\/2018\/2018-08-28_07-51_Nao-recolhimento-de-ICMS-pode-caracterizar-crime.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) mudou entendimento<\/a>&nbsp;no caso e decidiu que o n\u00e3o pagamento do ICMS \u00e9 crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria. Insatisfeita com a decis\u00e3o, a defesa do comerciante recorreu ao STF. O processo julgado foi o RHC 163.334.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">D\u00edvidas<\/h2>\n\n\n\n<p>A possibilidade de puni\u00e7\u00e3o criminal ser\u00e1 uma das formas&nbsp;de estados que est\u00e3o em dificuldades financeiras tentarem receber o ICMS devido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento tratou da modalidade de ICMS-Pr\u00f3prio.&nbsp;De acordo com informa\u00e7\u00f5es enviadas ao STF pelo Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda (Consefaz), todos os estados t\u00eam devedores contumazes do imposto, ou seja, contribuintes que n\u00e3o repassam o&nbsp;tributo estadual rotineiramente. Segundo o Consefaz, em 2018, o calote no Maranh\u00e3o foi&nbsp;de R$ 4,6 bilh\u00f5es, no Rio Grande do Sul, de R$ 2 bilh\u00f5es, e de R$ 1 bilh\u00e3o, no Rio&nbsp;de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por 7 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, hoje (18), considerar crime o n\u00e3o pagamento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":125647,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-141651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141651"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141651\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141652,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141651\/revisions\/141652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125647"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}