{"id":142340,"date":"2019-12-22T14:04:37","date_gmt":"2019-12-22T17:04:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=142340"},"modified":"2019-12-22T14:04:37","modified_gmt":"2019-12-22T17:04:37","slug":"canais-do-rio-sao-francisco-levam-ao-menos-tres-especies-de-peixes-aonde-nao-existiam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/22\/canais-do-rio-sao-francisco-levam-ao-menos-tres-especies-de-peixes-aonde-nao-existiam\/","title":{"rendered":"Canais do Rio S\u00e3o Francisco levam, ao menos tr\u00eas esp\u00e9cies de peixes aonde n\u00e3o existiam"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores da Univasf monitoram peixes nas \u00e1reas de influ\u00eancia da transposi\u00e7\u00e3o. Alguns animais conseguem passar por barreiras de prote\u00e7\u00e3o e migram entre bacias hidrogr\u00e1ficas do Nordeste. Impactos dessa mudan\u00e7a na fauna ainda s\u00e3o desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as \u00e1guas do Rio S\u00e3o Francisco, os dois grandes canais da transposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m abrem o caminho para que alguns peixes se movimentem (quase) livremente de um lugar para outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Monitorando os rios antes e depois dos canais da transposi\u00e7\u00e3o, pesquisadores da Universidade do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf) j\u00e1 descobriram que pelo menos tr\u00eas esp\u00e9cies de peixes foram transportadas involuntariamente at\u00e9 \u00e1reas do Nordeste brasileiro onde, antes, n\u00e3o existiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ocorre mesmo ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o de barreiras nas esta\u00e7\u00f5es de bombeamento, que serviriam justamente para impedir a passagem dos peixes. A transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de dois grandes canais (um Eixo Norte e um Eixo Leste, totalizando 477 km em obras) que levam \u00e1guas desse rio essencial para o Nordeste brasileiro at\u00e9 outra \u00e1rea, tradicionalmente bem mais seca.<\/p>\n\n\n\n<p>Pequenos peixes acabam superando as grades de conten\u00e7\u00e3o e podem passar tamb\u00e9m em forma de larvas ou ovos. Diferentemente dos maiores, eles sobrevivem \u00e0s h\u00e9lices das bombas nos canais do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas tr\u00eas esp\u00e9cies n\u00e3o s\u00e3o carn\u00edvoras. Seus nomes s\u00f3 ser\u00e3o revelados em um artigo cient\u00edfico no ano que vem. Mas os impactos dessa mudan\u00e7a de habitat de alguns peixes e a intera\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies em novas \u00e1guas ainda s\u00e3o desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio manter o monitoramento no m\u00e9dio e longo prazos, conforme contou ao G1 o pesquisador em Ci\u00eancias da Terra e Meio Ambiente, Augusto Lu\u00eds Bentinho Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma equipe formada por cinco profissionais ele trabalha o laborat\u00f3rio do Centro de Conserva\u00e7\u00e3o e Manejo de Fauna (Cemafauna), no campus da Univasf em Petrolina (PE), e monitora dezenas de pontos nas bacias da regi\u00e3o. O Cemafauna faz um trabalho de observa\u00e7\u00e3o da fauna na regi\u00e3o da transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco desde 2008. E, desde 2012, os peixes s\u00e3o objeto de estudo dos pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Peixes migrantes<br>O plano do governo federal que levou \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, de 2004, j\u00e1 previa uma s\u00e9rie de impactos ambientais, tanto positivos quanto negativos, desse megaprojeto. Isso inclui a chamada \u201cictiofauna\u201d, ou seja, o conjunto de peixes das bacias doadoras e daquelas receptoras de \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de seu importante papel ambiental, os peixes s\u00e3o o sustento de popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas: as \u00e1guas do S\u00e3o Francisco s\u00e3o usadas tanto para a pesca quanto para encher a\u00e7udes, especialmente nas bacias receptoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs peixes de rios e a\u00e7udes do semi\u00e1rido j\u00e1 sofreram grandes impactos gerados pela atividade humana. A redu\u00e7\u00e3o das matas \u00e0s margens dos rios, a pr\u00e1tica da a\u00e7udagem e, principalmente, a introdu\u00e7\u00e3o de peixes de outras regi\u00f5es causaram in\u00fameras altera\u00e7\u00f5es diretas e indiretas na sua composi\u00e7\u00e3o\u201d, diz o Relat\u00f3rio de Impactos Ambientais (Rima) do ent\u00e3o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional (hoje Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional, MDR). Ele indicava que seria essencial monitorar a natureza em toda a \u00e1rea de influ\u00eancia da transposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Bentinho Silva revelou que h\u00e1 esp\u00e9cies de peixes que n\u00e3o existiam na bacia do Rio Para\u00edba, mas que, agora, por causa da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, j\u00e1 s\u00e3o encontradas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o tr\u00eas esp\u00e9cies que ocorriam s\u00f3 no S\u00e3o Francisco, mas passaram pelas barreiras dos canais e agora aparecem tamb\u00e9m no Para\u00edba. Elas n\u00e3o s\u00e3o carn\u00edvoras. Por isso, num primeiro momento n\u00e3o parece que estejam causando dano nas esp\u00e9cies que s\u00e3o do local receptor\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Impactos imprevis\u00edveis<br>Segundo Bentinho Silva, as pesquisas ainda n\u00e3o encontraram peixes jovens de esp\u00e9cies carn\u00edvoras ap\u00f3s as esta\u00e7\u00f5es de bombeamento dos canais. Isso indica que, por enquanto, as larvas e ovos de peixes grandes parecem n\u00e3o estar passando.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele alerta, no entanto, que \u00e9 preciso manter o trabalho de monitoramento no longo prazo para conhecer os poss\u00edveis impactos dessa nova intera\u00e7\u00e3o entre peixes de diferentes esp\u00e9cies. \u201cPrecisamos de, no m\u00ednimo, mais dez anos de trabalho para ter uma vis\u00e3o melhor dessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 financiada pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional. Trata-se do Subprograma de Monitoramento da Ictiofauna, um dos oito que comp\u00f5em o Plano B\u00e1sico Ambiental 23 (PBA 23) do Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco (PISF).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como diversas outras atividades ligadas \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o e \u00e0s universidades federais, o projeto vem enfrentando cortes de verba.<\/p>\n\n\n\n<p>Em virtude da pesquisa que vem sendo realizada no Cemafauna, a cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de ictiologia do \u201cMuseu de Fauna de Caatinga\u201d conta hoje com exemplares de cerca de 120 esp\u00e9cies de peixes que habitam a regi\u00e3o semi\u00e1rida do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Superando barreiras<br>Para tentar impedir a passagem de peixes maiores para dentro dos canais \u2013 especialmente carn\u00edvoros, pois se alimentariam de esp\u00e9cies menores nas \u00e1reas receptoras \u2013 o projeto de integra\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco previu a instala\u00e7\u00e3o de grades de conten\u00e7\u00e3o. A ideia inicial era que nenhum peixe passasse pelas esta\u00e7\u00f5es de bombeamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, ainda assim, peixes menores, larvas e ovos podem acabar passando pelas h\u00e9lices das bombas da transposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs grades s\u00e3o uma tentativa de mitigar o impacto. Desde 2014, quando houve o primeiro bombeamento das \u00e1guas, a gente tamb\u00e9m percebeu uma redu\u00e7\u00e3o na mortalidade dos peixes\u201d, explica Bentinho Silva. Isso porque, sem a grade, alguns peixes maiores acabariam batendo nas h\u00e9lices.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de apenas cinco pesquisadores (tr\u00eas bi\u00f3logos e dois veterin\u00e1rios) pretende publicar, no ano que vem, um artigo cient\u00edfico detalhando as descobertas. Por esse motivo, eles n\u00e3o podem divulgar ainda os nomes das esp\u00e9cies migrantes j\u00e1 confirmadas na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPode ser que haja outras esp\u00e9cies que est\u00e3o conseguindo passar, mas ainda n\u00e3o as identificamos no nosso monitoramento. Por isso, \u00e9 importante continuar.\u201d \u2013 Augusto Lu\u00eds Bentinho Silva, do Cemafauna.<br>No entanto, o cientista identificou as dez esp\u00e9cies mais frequentes na bacia do Rio S\u00e3o Francisco (veja a tabela abaixo). Algumas dessas esp\u00e9cies menores n\u00e3o t\u00eam valor comercial \u2013 conhecidas popularmente como \u201cpiabas\u201d \u2013, mas t\u00eam importante fun\u00e7\u00e3o ambiental e s\u00e3o exclusivas da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais esp\u00e9cies de interesse pesqueiro na Bacia do S\u00e3o Francisco s\u00e3o o apaiari, o piau-verdadeiro, a pescada-cascunda, o tucunar\u00e9, a til\u00e1pia-do-congo e a til\u00e1pia-do-nilo, segundo o MDR. Nas partes da bacia que recebem \u00e1gua, os destaques s\u00e3o cangati, sardinha, tabarana e tra\u00edra.<\/p>\n\n\n\n<p>10 esp\u00e9cies de peixes mais comuns no S\u00e3o Francisco<\/p>\n\n\n\n<p>NOME POPULAR ESP\u00c9CIE<br>Piabinha Hemigrammus marginatus<br>Piaba-do-rabo-amarelo Astyanax gr. bimaculatus<br>Guppy Poecilia vivipara<br>Til\u00e1pia (esp\u00e9cie invasora) Oreochromis niloticus<br>Piabinha Serrapinnus heterodon<br>Piabinha Moenkhausia costae<br>Manjuba Anchoviella vaillanti<br>Piaba-do-rabo-vermelho Astyanax fasciatus<br>Piabinha Hemigrammus gracilis<br>Piaba-verde Bryconops affinis<br>Fonte: Cemafauna\/Univasf<br>Al\u00e9m das grades comuns, o projeto do minist\u00e9rio chegou a avaliar a instala\u00e7\u00e3o de grades com eletricidade para afastar os peixes das \u00e1reas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Esse instrumento, segundo Bentinho Silva, n\u00e3o mataria os animais que encostassem na grade, pois a voltagem el\u00e9trica \u00e9 bem baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas isso causa um atordoamento nos peixes e serviria para tentar fazer com que fossem em dire\u00e7\u00e3o oposta ao bombeamento\u201d, conta. Essa estrat\u00e9gia j\u00e1 \u00e9 usada em pequenas centrais hidrel\u00e9tricas, mas, conforme explica o pesquisador, nunca foi aplicada em um local com essa enorme vaz\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada campo de \u00e1gua tem sua caracter\u00edstica. A salinidade influencia na eletricidade, e as caracter\u00edsticas da \u00e1gua variam de um lugar para outro. No nosso caso, isso teria que ser testado \u00e0 sua maneira e seria um grande investimento\u201d, comenta, justificando que n\u00e3o se teriam garantias da efic\u00e1cia desse m\u00e9todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o MDR resolveu, por enquanto, n\u00e3o adotar as barreiras el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 feito o monitoramento<br>O principal objetivo do programa voltado ao estudo dos peixes \u00e9 \u201cdetectar, mensurar e mitigar poss\u00edveis impactos ambientais\u201d da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco sobre esses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o monitorados 37 rios, riachos ou reservat\u00f3rios artificiais (os a\u00e7udes), distribu\u00eddos em nove bacias hidrogr\u00e1ficas (veja os pontos no mapa). As bacias doadoras s\u00e3o aquelas que fornecem \u00e1gua ao projeto da transposi\u00e7\u00e3o e as receptoras s\u00e3o as beneficiadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 previsto o monitoramento de outros 27 reservat\u00f3rios artificiais constru\u00eddos pelo projeto da transposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, os pesquisadores visitam diversos pontos de monitoramento duas vezes ao ano. Eles ficam pelo menos tr\u00eas dias em cada lugar: capturam os peixes usando redes, tarrafas, peneiras e pu\u00e7\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>As amostras s\u00e3o contadas e identificadas ainda em campo. Isso \u00e9 feito em um ponto antes do bombeamento e em outro depois, para fazer a compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s devolvemos a maioria dos peixes para os rios. S\u00f3 alguns exemplares s\u00e3o levados para o dep\u00f3sito da cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Univasf e servir\u00e3o para o estudo dos peixes dessas regi\u00f5es\u201d, afirma Bentinho Silva.<br>Em laborat\u00f3rio, os pesquisadores analisam as caracter\u00edsticas reprodutivas e alimentares de cada peixe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 temos catalogadas as esp\u00e9cies, sabemos quais s\u00e3o as mais frequentes, quais s\u00e3o as que v\u00edamos em 2012 e as que agora n\u00e3o vemos mais, quais s\u00e3o as esp\u00e9cies dentro dos canais e as que j\u00e1 foram ou podem ir para as outras bacias\u201d, acrescenta o cientista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho a ser realizado em m\u00e9dio e longo prazos. As respostas sobre altera\u00e7\u00f5es que venham a surgir sobre os peixes podem levar anos para serem detect\u00e1veis.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Univasf monitoram peixes nas \u00e1reas de influ\u00eancia da transposi\u00e7\u00e3o. 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